O MITO DO «GLOBAL WARMING» - Uma visão diferente

Por Por Rui G. Moura *
A temperatura está a subir em Lisboa? Como na maioria das cidades da Europa…Então, como a temperatura sobe, dizem-nos que podemos encontrar aqui a confirmação do «global warming»… A culpa é das emissões antropogénicas – ponto final, parágrafo!
* Responsável pelo blog http://mitos-climaticos.blogspot.com
Mas princípios elementares da Física desmentem esta afirmação que está na moda. É fácil repetir a cartilha do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). Para quê raciocinar? Aparentemente, é tão simples que não merece discussão…Aquela afirmação, tão repetida, até parece ser verdadeira!
Mas a observação mostra que a pressão atmosférica está a aumentar. Na figura junta foi traçada a curva da pressão média anual num ponto (perto da costa portuguesa, entre Lisboa e Porto) de coordenadas de 10 ºW x 40 ºN. (ver blogue)
O aumento permanente da pressão desde os anos 1970 (mais de 2 milibares nesta escala da média anual!), não é compatível com o «global warming»! Estamos perante a refutação da pseudo teoria do efeito de estufa antropogénico (EEA).
Alisou-se a curva real com linhas de tendência linear e polinomial. A pressão tem tendência crescente desde os anos 70 do século XX.
Esta figura reduz a teoria do EEA, o «global warming» e a «climate change», tudo junto, «à recusa perversa e pecaminosa de ver a verdade manifesta perante nós» (Popper).
O aquecimento pelo EEA (causa) provocaria um abaixamento da pressão (efeito), pois o ar quente subiria, sem a subsidência (pressão vertical de cima para baixo) dos anticiclones. A teoria do efeito de estufa antropogénico fica cientificamente rejeitada…
Esta pseudo teoria não admite um aumento da pressão. Como este aumento não pode ser ignorado (a prova dos nove está na figura!), é necessário seguir “outro caminho” para explicar o fenómeno real registado pelos manómetros.
Leis da Física, sim!
Seria interessante que algum cientista, português nomeadamente, explicasse através de leis da Física as vagas ou ondas de calor que apareceram em 2003 e no Verão passado.
Leis da Física, sim. Não através de modelos que são incapazes de incorporar essas leis.
O que pode comandar o aumento da pressão atmosférica? O raciocínio da meteorologia -climatologia “clássica” encontra-se completamente baralhado. Esta crise de conceitos já foi reconhecida em meados do século passado.
Descidas de ar quente vindo da troposfera, de leste ou do Sul também são impossíveis. Diminuiriam a pressão, se conseguissem atingir o solo.
Porque não procurar outra explicação? Mesmo que esta explicação não seja “clássica”. Os anticiclones móveis polares (AMP), vindos da região boreal – no Hemisfério Norte – formam aglutinações anticiclónicas (AA) no lado oriental do Atlântico Norte.
No Hemisfério Sul repete-se o que acontece no Norte com os AMP lançados pelo Antárctico.
Uma dessas AA é bem nossa conhecida. É designada, na literatura clássica, por anticiclone dos Açores. Perto de Lisboa e da Península Ibérica.
Os AMP formam campos de altas pressões e as AA. Está explicado o aumento das pressões. Esta explicação faz parte da moderna teoria meteorológica-climática. Teoria esta que refuta todas as clássicas.
De igual modo, todas as afirmações falaciosas relacionadas com o «global warming»– fusões dos mares gelados e dos pólos, retracção dos glaciares, subida dos oceanos e afogamento das ilhas do Pacífico, ciclones tropicais violentos, etc. –, ficam refutadas.
Existem explicações sérias para alguns destes fenómenos. Porque outros nem sequer existem a não ser na imaginação dos seus criadores. Mas as explicações são censuradas pelos media e revistas internacionais, algumas delas ditas científicas. O mesmo acontece entre nós.
Existem seis AA no planeta. Três em cada hemisfério. Dividem a Terra em seis unidades de circulação atmosférica. Esta teoria moderna foi estabelecida por Marcel Leroux, professor jubilado de Climatologia da Universidade de Lyon.
No meu blogue (http://mitos-climaticos.blogspot.com/) encontra-se explanada a teoria que não cabe numa nota como esta. Esta teoria explica o que a do efeito de estufa antropogénico não consegue explicar.
Alterações climáticas: um conceito bem confuso
Ao se ignorar deliberadamente todos os contornos do problema (pressão, p.e.) e quando se esquece de observar os factos reais (figura), repete-se mecanicamente a afirmação falsa de que tudo é devido às “alterações climáticas” que é um conceito bem confuso.
Estamos a discutir uma acção imperceptível do CO2, colocando palas ao lado dos olhos, como se faz aos animais. As palas escondem a evolução real do clima como o aumento da pressão (e outros factos). Andamos a perder tempo (e também muito dinheiro).
Existem coisas bem mais importantes para resolver. Como sejam as consequências da real evolução do tempo e do clima. Os hospitais do Alentejo já verificaram que tanto o calor como o frio afectam a saúde dos seus doentes. É uma conclusão inteligente.
A NASA e a NOAA fazem observações excelentes. Mas as explicações ou os diagnósticos que emitem são falaciosos. A NASA e a NOAA desconhecem a dinâmica do Árctico. Aliás desconhecem a dinâmica do tempo e do clima em todo o globo terrestre.
Estudos com bases de dados que são o output de outros realizados com os GCM (Global Climate Model), como os do IPCC, não têm qualquer significado físico. São mera especulação. O uso do conceito erróneo do termo «alterações climáticas» não adiciona seriedade a esses estudos.
Os modelos utilizados pelo IPCC não incorporam a realidade, como seja a dinâmica do tempo e do clima tal como se apresenta na Natureza. Além disso, as hipóteses que utiliza para fazer correr os modelos não são mais do que hipóteses.
Por exemplo, as do IPCC, para o futuro das economias a nível planetário, consideram as moedas em termos de troca sem ter em consideração a paridade do poder de compra. Ou seja, segundo o IPCC, em 2100 o Zimbabué será mais rico do que os Estados Unidos da América.


























