17 fevereiro 2005

Entrou em vigor o Protocolo de Quioto




16 de Fevereiro constitui uma data importante em termos ambientais. Foi assinado um acordo segundo o qual os países signatários se comprometem a reduzir drasticamente as emissões de gases que provocam o efeito de estufa. Os Estados Unidos, o país industrializado, maior poluidor não aderiu ao acordo. Considera, segundo afirmações proferidas pelo porta voz da casa Branca, Scott McCeallan, que o país está na vanguarda da pesquisa sobre alterações climáticas e que tem «algumas boas razões» para não aderir ao protocolo. Compromete-se a reduzir a emissão dos gases com efeito de estufa de uma forma que permita à economia continuar a progredir.
No Porto, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) aproveitou a entrada em vigor do acordo para anunciar a compra, até ao fim do ano, de mais 30 autocarros movidos a gás natural. Este tipo de autocarros já representa um terço da sua frota. Os STCP possuem actualmente «uma das maiores frotas europeias de autocarros ecológicos».
Contudo, parece estarmos longe de cumprir as metas estabelecidas e só com investimento em novas tecnologias,não poluentes, e alteração de hábitos e condutas, poderemos aproximarmo-nos do caminho certo.
Não são necessários radicalismos, apenas bom senso, investimentos criteriosos e educação.Não é por acaso que tema do Programa Eco-Escolas no biénio 2004-2006 é "Transportes e Mobilidade Sustentável". Acreditamos nos nossos jovens como os principais motores da adopção de novas condutas e acreditamos que futuros governos incentivem a investigação em novas tecnologias. Só assim poderemos ter a consciência tranquila sobre a herança ambiental que construímos para as gerações futuras.

15 fevereiro 2005

O MUNDO COMANDA A VIDA?




Partiu um bom colega. Será justo? Não sei! Só sei que não consigo aceitar a partida de gente jovem ou relativamente jovem. Talvez haja algo superior que determine o objectivo da nossa passagem terrena. Será que já cumpriu o seu objectivo? Não sei! E a dor dos que cá ficam? Será justo? Talvez! Quem sabe venham a aceitar, se conseguirem acreditar que partiu para um mundo melhor. Quero crer que assim será. Só assim poderei aceitar.

14 fevereiro 2005

Primavera e/ou Spring


A Hermínia,com a sua habitual sensibilidade escreveu este poema para o Boletim Eco-Escola:

Primavera e/ou Spring

Páscoa em flor,
Ressurreição.
Íman de felizes fados.
Música, refrão de
Acácias olorosas,
Verdes, verdes prados.
E mais que simples trova
Riachos, cantando, claros,
A vida que se renova

Sunny, oh sunny happy days!
Paradise to rabbits, birds and snails.
Rain sometimes falls, so soft and mild:
Iris of a rainbow at hand of a child,
Nourishing slowly throughout the hours
Green meadows and beautiful flowers.

Hermínia Torres
Fevereiro 2005

12 fevereiro 2005

É PRECISO VER O MUNDO COM OUTROS OLHOS




A Importância da Educação Ambiental

Agradeço ao meu amigo A. D. as dicas que ponho à reflexão.

A educação ambiental é um instrumento determinante nos processos da conservação da natureza e da biodiversidade porque proporciona e promove a participação esclarecida dos cidadãos.

A educação ambiental é decisiva para promover o desenvolvimento sustentável porque melhora a capacidade das pessoas para responderem às questões do ambiente/desenvolvimento.

A educação ambiental é fundamental porque a informação, formação e participação em matéria de ambiente e desenvolvimento sustentável são condições inerentes à promoção e exercícico do direito ao ambiente e consequentemente do direito de cidadania.

A educação ambiental é um instrumento essencial no auxílio à gestão porque esclarece conceitos, altera comportamentos, modifica posturas e corrige atitudes.

A educação ambiental é de extrema importância porque aumenta o grau de conciência em relação aos aspectos ambientais, desperta o sentido do bem público e motiva a preservação e salvaguarda do património que é de todos.

A educação ambiental é um portal de esperança porque visa o encontro das melhores soluções para o bom funcionamento dos ecossistemas e a presevação dos equilíbrios naturais.

Não chegarão estas justificações para tomarmos consciência da enorme responsabilidade que temos nas nossas mãos? Somos os responsáveis pela criação de condições que permitam às gerações jovens preparar e conseguir um ambiente social e económico sustentável.
Convido-vos a participarem nesta tarefa de importância fundamental, mas que parece andar arredada das nossas preocupações. É urgente!

06 fevereiro 2005

Mudança de atitude

A mudança é sempre difícil, em qualquer organização, e quanto maior, mais difícil se torna a tarefa. Por isso, é necessário e útil que comecemos por um pequeno número de alterações, onde os actores não sejam muitos e de preferência de tenra idade. São mais perspicazes que os "menos jovens" e entendem facilmente que estão a acautelar o seu futuro. São eles os promotores das mudanças, na escola, em casa, na sociedade. São exemplo de cidadania que transmitem, tarefa nem sempre fácil nesta sociedade a que nos vamos habituando.
Este programa transposto para a escola tem uma metodologia muito própria, com sete passos essenciais:
1 - Formação de um Conselho Eco-Escola (órgão decisor por excelência, onde os alunos têm o papel principal);
2 - Realização de uma Auditoria Ambiental (estudo da situação ambiental da escola, cujos resultados servirão para elaborar um plano de acção);
3 - Elaboração de umPlano de Acção (com base na auditoria, que não se pretende muito ambicioso de modo a ser exequível);
4 - Monitorização e avaliação do projecto (o projecto é flexível, pode ser reformulado e adaptado em qualquer momento);
5 - Trabalho Curricular (sempre que possível as actividades devem articular-se com o currículo);
6 - Informação e envolvimento da comunidade (é importante que a comunidade educativa saiba que a escola se interessa pelas questões ambientais);
7 - Elaboração de um Eco-Código de conduta ambiental.
Temos conseguido que um pequeno grupo de alunos e professores se interesse por estas questões do ambiente e, sem pretendermos ser especialistas, vamos colhendo informações, divulgando o que achamos importante e a pouco e pouco talvez sejamos capazes de mudar qualquer coisa, por pouco que seja, nas nossas mentes, na nossa escola e, quem sabe, transpor para a comunidade algumas das acções a que já nos vamos habituando.
Contamos com a compreensão de todos, o seu empenho e sobretudo com o entusiasmo dos nossos alunos.