30 junho 2005

INTERVALO - Observatório de Segurança de Estradas e Cidades

É demasiado importante para não ser divulgado! Mas é só um intervalo.

Levantamento do Observatório da Segurança das Estradas em 2005Curvas com velocidades ilegais no IP4 e no Eixo Norte/Sul 30.06.2005 - 07h33 Sofia RodriguesPÚBLICO

O IP4 (itinerário que liga o Porto a Bragança) e o Eixo Norte/Sul (em Lisboa) têm curvas que violam regras de segurança estabelecidas por normas de traçado e que são sinalizadas com limites de velocidade muito acima do que é seguro.
Estas são algumas das conclusões de estudos técnicos feitos pelo Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC), uma organização não governamental empenhada em provar que os erros cometidos na construção ou manutenção das estradas são causadores da grande maioria dos acidentes de viação. O levantamento de pontos perigosos em várias estradas constata que existem "violações graves" aos critérios de segurança da Norma de Traçado JAE P3/94, cujo cumprimento é exigido pela Estadas de Portugal (EP), gestora da rede rodoviária nacional. Entre as violações detectadas está o "uso de sinalização errada, permitindo velocidades que, quando praticadas em curvas de raio inadmissível (por demasiado reduzido) e em sobreelevações ilegais aí existentes sujeitam o condutor a valores de aceleração centrífuga [força que puxa o veículo para o exterior da via] duas a quatro vezes superiores ao máximo admissível, o que constitui causa directa da perda de controlo do veículo", lê-se na denúncia do OSEC dirigida ao ministro das Obras Públicas, Comunicações e Transportes, a que o PÚBLICO teve acesso. A avaliação da perigosidade de estradas como o IP4 e o Eixo Norte/Sul (que faz a ligação entre a Calçada de Carriche e a Avenida da Ponte 25 de Abril) foi feita, já este ano, por engenheiros membros do observatório de segurança. A organização é ainda constituída por magistrados, professores, um representante da Ordem dos Advogados e o comandante da Brigada de Trânsito da GNR, entre outros. Sete mortos em oito quilómetrosOs estudos do OSEC detectaram também a "violação dos critérios de homogeneidade de traçado, traindo as expectativas do condutor" fundadas no caminho que acabou de percorrer. Foi ainda assinalado "o uso sistemático do raio mínimo absoluto ou inferiores", isto é, curvas muito apertadas e localizadas muito próximas umas das outras, e a ausência de marcas horizontais nos pavimentos, o que pode facilitar colisões laterais ou frontais, segundo o observatório.No caso de um troço de oito quilómetros do IP4, entre o Alto de Espinho e Amarante, "só uma das curvas tem um raio mínimo normal, todas as outras são muito apertadas", diz Nuno Salpico, juiz e um dos membros do conselho consultivo do OSEC. Nas referidas curvas, a velocidade máxima recomendada é de 70 km/h, quando o limite para viajar em segurança é de 40 km/h. "Isto significa que os condutores podem optar por circular a uma velocidade que não é segura ainda que seja legal", afirma Salpico. Para o observatório, esta situação está directamente relacionada com a elevada sinistralidade do IP4. No troço analisado, os acidentes provocaram a morte a sete pessoas e deixaram gravemente feridas 13 em 2004, segundo a Direcção-Geral de Viação. O Eixo Norte/Sul, onde nos últimos dois anos houve mais de 500 acidentes, partilha do mesmo problema de traçado, já que "tem vários segmentos de curvas seguidas muito apertadas, quando as normas de segurança dizem que elas devem ser excepção e não a regra", sublinha Nuno Salpico. A situação foi denunciada à Câmara Municipal de Lisboa, responsável pela concepção do projecto. Contactada pelo PÚBLICO, a autarquia remete o assunto para a EP. Esta empresa e o Ministério das Obras Públicas confirmam ter recebido o relatório do observatório.


Esperamos que seja mais um contributo na eliminação de muitas das causas dos acidentes de viação.

07 junho 2005

VOLTO JÁ...




FINAL SEM FIM? A VER VAMOS!


FIM DO ENTUSIASMO
Que me perdoe a Madalena, mas vou fazer um
a pausa, talvez ainda não seja o enterro do blog, mas nada me impele neste momento a continuar. Andamos todos muito distraídos, cada um com o seu cantino e eu vou também arranjar um cantinho para me distrair. Acho que ninguém ainda tomou consciência do que há a fazer pelo ambiente para que os jovens possam ter futuro, ou até mesmo nós. Será que não verificaram as alterações climatéricas que se verificaram no país já há alguns anos, agravadas este ano? E o que é que todos fizemos? NADA! Nas escolas é um assunto para os carolas, não é assunto DA ESCOLA, é dos tontinhos do ambiente e da reciclagem e da poupança e da,da,da, resumindo DAAAAAAAAAAAAAAA!
Será preciso não termos mesmo água ou uma aumento assustador de cancros na pele ou alterações genéticas pelo tipo de alimentos que consumimos ou , ou, ou...tanta coisa! Já não me apetece mais. Como dizem os brasileiros, CANSEI.
http://www.typical.net/crayon-box



01 junho 2005

Dia Mundial da Criança - Abertura da Época Balnear

COINCIDÊNCIA OU NÃO!

Comemora-se o Dia Mundial da Criança e abre oficialmente a época balnear (um pouco mais tarde que a época de incêndios). Com este sol não nos apetece nada estar onde estamos e não levarmos as nossas crianças à praia (agora já podemos oficialmente). Não! Vamos fazer umas "coisinhas" para fazer crer que nos lembramos especialmente hoje das crianças! Estou um pouco azeda, mas é da idade e das notícias. Quando leio que a nível mundial Portugal é o país com maior percentagem de mortes de crianças por maus tratos, abusos sexuais (os que sabemos), obesidade infantil assustadora, inexistência de exercício físico, demasida televisão (programas "muito bons", altamente formativos e educativos), inclusão à força nas escolas (chamada de integração), carências alimentares, de habitação condigna, afectivas e quase inexistência de apoios eficazes em qualquer destas áreas, fico a pensar o que é que andamos todos a fazer há tantos anos? Era melhor termos ido para a praia o ano inteiro, já que pelo menos o clima é propício.

Dia da Criança! Mas os dias não são sempre das crianças? Pena tenho que esses dias não sejam aproveitados por TODAS AS CRIANÇAS. Para algumas os dias são eternas noites e para muitos noites de tempestade, das quais nunca se esquecerão na vida, por muita sorte que venham a ter.

Apesar de tudo o que há de mau, ainda há cantinhos onde as crianças são verdadeiramente felizes. Cuidemos desses nichos para que não desapareçam. Eu dou o meu contributo!