28 abril 2007

Nasa lança hoje sonda para estudar nuvens polares


Nasa lança hoje sonda para estudar nuvens polares

A Nasa vai pôr em órbita esta quarta-feira uma sonda que estudará durante dois anos os conjuntos de nuvens que se formam nas regiões polares e que recebem de forma directa o impacto das alterações climáticas.

A sonda Aeronomy Of Ice in the Mesosphere (AIM) será lançada da base Vandenberg da Força Aérea dos EUA na Califórnia.

«Está tudo pronto. Não há problemas para a partida», afirmou um porta-voz da agência espacial. «Aqui na Califórnia as condições atmosféricas não parecem representar problemas», disse o porta-voz.

Fontes da Nasa informaram que a AIM entrará em funcionamento já nos próximos dias. O objectivo central da missão será analisar misteriosas modificações na estrutura de nuvens polares que seriam influenciadas pela poluição atmosférica e por alterações climáticas.

Segundo os cientistas da agência espacial, nos últimos anos essas nuvens têm aumentando em número e em brilho. Elas encontram-se na mesosfera, a cerca de 80 km acima da superfície terrestre.

As nuvens que serão estudadas são formadas principalmente por água congelada. O seu ciclo de vida é controlado por uma complexa interacção entre as temperaturas, o vapor, a actividade solar, a química atmosférica e pequenas partículas que constituem o núcleo dos cristais de gelo.

A sua existência foi detectada pela primeira vez no século 19, depois da erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia. As primeiras observações durante o dia e com a ajuda de satélites aconteceram em 1969 e passaram a ser feitas de forma regular a partir de 1982, com o Solar Mesosphere Explorer da Nasa.

A AIM utilizará três instrumentos para medir a pressão e a temperatura atmosférica, a humidade e as dimensões das nuvens. Os dados ajudarão a determinar a sua função como indicador das alterações climáticas no planeta, segundo a Nasa.

25-04-2007
Diário Digital

26 abril 2007

EMPRESAS DE ENERGIA VÃO AUMENTAR EM 50% INVESTIMENTO EM INVESTIGAÇÃO


Empresas de energia vão aumentar em 50% investimento em investigação
2007-04-24

Sete empresas portuguesas do sector energético comprometeram-se a aumentar em 50 por cento o seu investimento em investigação, no âmbito de um acordo com o Programa MIT-Portugal, anunciou hoje o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES). De acordo com um comunicado da tutela, "as mais importantes empresas portuguesas do sector energético vão subscrever contratos de afiliação ao programa Portugal-MIT, multiplicando assim o seu impacto económico e social".


No âmbito desses contratos, as empresas comprometem-se a que as suas despesas internas em Investigação e Desenvolvimento (I&D) aumentem 50 por cento no período de 2007 a 2011. Assumem também o compromisso de estimular o registo internacional de patentes, garantindo que conseguirão duplicá-lo até 2009, relativamente aos valores registados a nível internacional em 2005, acrescenta o comunicado do MCTES. Outra das apostas destas empresas do sector da energia é a de duplicar também o seu envolvimento em projectos de investigação no âmbito do Programa Quadro europeu de I&D.

Segundo a nota do ministério, as companhias em causa assumem ainda o compromisso de contratar doutorados em proporções semelhantes "às melhores práticas internacionais", garantindo 30 novos contratos de doutores até ao final de 2009, assim como 40 novos contratos de especialistas nos próximos cinco anos, nomeadamente no âmbito dos especialistas a formar no contexto do Programa MIT-Portugal.

Acordo com a FCT

Deverão também assegurar um número mínimo de dez inscrições anuais dos seus quadros nos programas de formação avançada em "Sistemas Sustentáveis de Energia", em curso no âmbito do Programa MIT- Portugal. As empresas envolvidas - a EDP, a EFACEC, a GALP, a MARTIFER, a REN, a AGNI e a DEIMOS - assinarão um acordo com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), estendendo a actividade em curso de afiliação industrial ao Programa MIT-Portugal.

Esta iniciativa vem juntar-se à do grupo de dez empresas do sector automóvel que aderiu a este programa na altura do seu lançamento, a 11 de Outubro de 2006. Na altura, essas empresas comprometeram-se também a duplicar o seu investimento em I&D até ao final de 2009, a contratar 30 doutores até ao final de 2009 e 60 especialistas nos próximos cinco anos, a estimular o registo internacional de patentes e a duplicar o seu envolvimento em projectos de investigação no âmbito do Programa Quadro europeu de I&D.

A Agência Ciência Viva será também afiliada, assegurando a divulgação do Programa MIT-Portugal junto das camadas mais jovens da população, bem como de um conjunto de acções inovadoras de promoção da ciência e tecnologia e de estímulo à sua compreensão pública.

O objectivo é reforçar as acções de divulgação junto das camadas mais jovens da população, nomeadamente das escolas, e enquadrar um conjunto de iniciativas "inovadoras de atracção de novos públicos para a engenharia, assim como de estímulo à compreensão pública da ciência e tecnologia", acrescenta o comunicado.

Esta cerimónia de afiliação ao Programa MIT-Portugal, na sequência da segunda reunião do respectivo conselho de administração, decorre hoje à noite no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, com a participação de dirigentes e investigadores do MIT.

O acto conta com a participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, assim como do chanceler do MIT, Philip Clay, e do director da Escola de Engenharia, Thomas Magnanti.

O MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) é um centro universitário de educação e pesquisa norte-americano com o qual Portugal assinou um acordo de cooperação direccionado, sobretudo, para as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e gestão, envolvendo universidades, empresas, laboratórios associados e estatais.

In Ciência Hoje
2007-04-24

14 abril 2007

A climate model suggests that chopping down the Earth's trees would help fight global warming


Global warming
A new tree line


Apr 12th 2007
From The Economist print edition

A climate model suggests that chopping down the Earth's trees would help fight global warming



TREES are good. Good enough to hug. Trees have a nifty biochemical strategy called photosynthesis that enables them to take carbon dioxide in through their leaves, and swap that nasty gas for oxygen, a nice one. They use the carbon thus sequestered to make molecules like cellulose, and thus more tree.

That is why some rich people who love to burn things containing carbon, such as petrol and aircraft fuel, have recently started paying others to plant trees on their behalf. Burning adds oxygen to carbon, making carbon dioxide. And carbon dioxide makes the world warmer. A warmer world will mean higher sea levels. So if people burn things without offsetting the carbon dioxide thus produced, their holidays in the Maldive islands will disappear, along with the islands themselves.

This chattering-class environmental picture is not necessarily wrong, but it does include many assumptions. One of them, that planting trees will make the world cooler than it would otherwise be, is the subject of a newly published study by Govindasamy Bala, of the Lawrence Livermore National Laboratory, in California, and his colleagues. Dr Bala has found, rather counter-intuitively, that removing all of the world's trees might actually cool the planet down. Conversely, adding trees everywhere might warm it up.
Clearcut cooling

The reason for this is that trees affect the world's temperature by means other than the carbon they sequester. For instance forests, being generally green and bristly things, remain quite a dark shade even after a blizzard. They are certainly darker than grasslands smothered in snow, and thus they can absorb more of the sun's heat than vegetation which might otherwise cover the same stretch of land. That warms things up.

Transpiration—the process by which plants suck up groundwater and evaporate it into the atmosphere—is another and opposite matter. Woodlands are usually better than other ecosystems at getting water vapour into the air. In warm places this tends to make things cloudier, and those clouds, in turn, reflect the sun's heat back into space. That cools things down.

Dr Bala and his colleagues took such effects into account using a computer model called the Integrated Climate and Carbon Model. Unlike most climate-change models, which calculate how the Earth should absorb and radiate heat in response to a list of greenhouse-gas concentrations, this one has many subsections that represent how the carbon cycle (photosynthesis and its consequences) works, and how it influences the climate. Thus, Dr Bala's model can be told to replace all the world's forests with shrubby grasslands, and left alone to work out how such a change would alter greenhouse-gas concentrations and how that, in turn, would influence the temperature in different places.

When Dr Bala ordered global clearcutting, the model calculated that the atmosphere's carbon-dioxide levels would roughly double by 2100. This is a much greater increase than happens in a business-as-usual simulation, but it would, paradoxically, make for a colder planet. That is because brighter high latitudes would reflect more sunlight in winter, cooling the local environment by as much as 6°C. The tropics would warm up, since they would be less cloudy, but not by enough to produce a net global heat gain. Overall, Dr Bala's model suggests that complete deforestation would cause an additional 1.3°C temperature rise compared with business as usual, because of the higher carbon-dioxide levels that would result. However, the additional reflectivity of the planet would cause 1.6°C of cooling. A treeless world would thus, as he reports in the Proceedings of the National Academy of Sciences, be 0.3°C cooler than otherwise.

No one, of course, would consider chopping down the world's forests to keep the planet cool. But having made their point, Dr Bala and his colleagues then went on to look at the nuances of forest growth and loss at different latitudes.

In Russia and Canada, cutting trees down led mostly to local cooling. The carbon dioxide this released into the atmosphere, though, warmed the world all over. Around the equator, by contrast, warming acted locally (as well as globally), so a tropical country would experience warming that it, itself, created by cutting down trees.

Whether that will be enough to entice those countries to prefer rainforests to ranches is another matter. One thing that might persuade them would be if rich people with a fondness for burning things started paying them to do so. Carbon-offset outfits should take note of Dr Bala's paper. Planting trees in convenient places such as Europe and North America may actually be counterproductive. Instead, in an environmental two-for-one, it is the rainforests that need bolstering.

04 abril 2007

Galp foi classificada em 1º lugar no concurso para eólicas


Galp foi classificada em 1º lugar no concurso para eólicas


O consórcio liderado pela Galp Energia foi classificado em primeiro lugar na avaliação preliminar do concurso para atribuição de até 500 megawatts de energia eólica, apurou a agência Lusa de fontes ligadas ao processo.

Em segundo lugar ficou o consórcio Novas Energias Ibéricas, liderado pela Iberdrola, e em terceiro o consórcio Ventonorte, no qual estão associadas a Enel e Union Fenosa.

No relatório de avaliação preliminar, de que os concorrentes foram hoje notificados, o projecto do consórcio Ventinveste, liderado pela Galp Energia, é classificado com 69,7 pontos e o da Iberdrola com 60,4 pontos.

Os concorrentes terão, agora, um período de 10 dias úteis de audiência prévia, durante o qual podem comentar e contestar a avaliação preliminar feita pelo júri do concurso.

Diário Digital / Lusa

03-04-2007 19:45:00

02 abril 2007

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