30 janeiro 2007

VER A TERRA DE OUTRO PLANETA?


Estou estupefacta com a conjugação de informações e tomadas de posição em relação às preocupações com as alterações climáticas. Até parece que acordaram todos ao mesmo tempo. Terá algo que ver com o “tempo” ou outros valores levarão a tão acérrima preocupação?
Fico preocupada e ansiosa porque não sei se realmente as alterações são cíclicas, se são mesmo tendencialmente atemorizantes ou se o engenho e a adaptação da Humanidade conseguem “resolver” este problema. Por mim, levava a coisa a sério e desenvolveria tudo quanto estivesse ao meu alcance para inverter ou pelo menos atenuar a velocidade dos acontecimentos. Cá no meu cantinho vou fazendo o que posso e vou passando a mensagem. Ouve-a quem não anda distraído e preocupado com coisas mais terrenas, mas são poucos! Espero não viver as agruras que se avizinham, mas tenho pena que pouco ou quase nada tenha sido feito para atenuar esses maus momentos, que provavelmente virão, para as gerações vindouras.
Acredito, e tenho esperança, que o conhecimento e a inovação, conjugados com boas e novas práticas, consigam alterar para melhor este nosso Planeta seriamente ameaçado.
Resta-nos uma alternativa, viver noutro planeta! Olhar para este com alguma nostalgia e sentimento de culpa…tardio.

29 janeiro 2007

Alterações climáticas chegam às escolas



Alterações climáticas chegam às escolas


"Carbon Force - Missão Possível", o projecto do Instituto do Ambiente que pretende levar às escolas portuguesas a explicação das alterações climáticas, foi ontem apresentado, em Lisboa, na conferência "Alterações Climáticas e Mobilidade Sustentável".

Sérgio Santos, consultor do Instituto do Ambiente, explicou que este "é um projecto para as escolas, que pretende dar a conhecer aos estudantes o que são e como funcionam as alterações climáticas e os gases de efeito de estufa".

O "Carbon Force - Missão Possível" é direccionado para escolas do 2.º Ciclo, onde os jovens já terão, segundo Sérgio Santos, "condições para compreender os aspectos mais técnicos destes assuntos e fazer projectos interessantes". No entanto, o responsável não exclui a possibilidade de aplicar a iniciativa a outros níveis de ensino.

Segundo Sérgio Santos, no início do ano lectivo de 2007 o projecto "estará alargado a todas as escolas".


Jornal de Notícias
21 de Setermbro de 2006

28 janeiro 2007

11 DIAS PELO CLIMA - Al Gore em Lisboa no dia 8 de Fevereiro


11 DIAS PELO CLIMA
29 | Janeiro de 2007
Lisboa
Quercus promove um conjunto de iniciativas entre o início da Conferência Mundial do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas em Paris a 29 de Janeiro e a vinda de Al Gore a Lisboa a 8 de Fevereiro
A Quercus irá desenvolver um conjunto de iniciativas diárias para alertar os portugueses spbre as alterações climáticas, tema que considera ser um dos mais pertinentes em termos ambientais e económicos às escalas nacional e mundial. As iniciativas incluem acções de sensibilização (dia 29 de Janeiro na Ilha Terceira (Açores) estão já previstos vários colóquios), a divulgação de dois estudos e uma proposta sobre o cumprimento do Protocolo de Quioto por Portugal, o anúncio de parcerias com municípios, programas dedicados a uma intervenção mais directa por parte da população (através da rubrica Minuto Verde no programa “Bom Dia Portugal” da RTP1). Dia 2 de Fevereiro acompanharemos em detalhe a divulgação do relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. A 8 de Fevereiro estaremos no Museu da Electricidade na conferência de Al Gore.
In Quercus www.quercus.pt

27 janeiro 2007

Em Paris cientistas debatem alterações climáticas



Jouzel defende o consenso
Os principais especialistas em alterações climáticas reúnem-se na próxima semana em Paris para apresentar as suas conclusões sobre o aquecimento global e fundamentar as acções dos dirigentes mundiais para contrariar este fenómeno.

O quarto relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa), um grupo científico criado pelas Nações Unidas em 1988, deverá confirmar a extensão do aquecimento em curso e o grau de responsabilidade humana, fornecer previsões sobre o fenómeno, suas consequências e impactos regionais e apontar pistas para os decisores políticos.

As previsões dos modelos climáticos são cada vez mais corroboradas pela s observações no terreno, declarou Jean Jouzel, climatólogo francês e membro do conselho executivo do IPCC à agência noticiosa France Presse.

Num século, a temperatura subiu 0,8 graus, as massas de gelo no pólo Norte recuaram, os glaciares da Gronelândia e a camada de permafrost (solos permanentemente gelados) começaram a derreter rapidamente e a queda de neve no hemisfério norte diminuiu.

Os cientistas consideram que a rápida subida das temperaturas nos últimos 30 anos não pode ser explicada apenas com a variação natural do clima e que a s actividades humanas começaram a modificar a composição da atmosfera no início do século XX. Estão em causa as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) relacionadas sobretudo com o consumo de combustíveis fósseis como o petróleo, o gás natural ou o carvão.

Efeitos-limite

Os climatologistas estão preocupados com os possíveis "efeitos-limite" que poderão amplificar o aquecimento global, sem que seja possível determinar para já os limites que não podem ser ultrapassados. "Muitos fenómenos climáticos são não-lineares e uma vez ultrapassado determinado limite poderá não ser possível fazer marcha-atrás. Quando caímos de uma falésia, é inútil andar um passo para trás", sublinhou o especialista francês Edouard Bard.

Desde o primeiro relatório do IPCC, em 1990, a comunidade internacional adoptou a convenção da ONU sobre alterações climáticas e o Protocolo de Quioto para travar a subida das emissões de GEE, mas os resultados foram fracos. "O tempo pressiona", declarou no início de Janeiro em Paris o secretário-geral da Convenção, Yvo de Boer.

Das mais de mil páginas de relatório científico que mobilizaram mais de mil investigadores durante dois anos, os delegados farão em Paris uma síntese e um "sumário para decisores" com um dezena de folhas e que terá de ser aprovado , palavra a palavra, por especialistas mandatados pelos respectivos governos.

"Trata-se de chegar a um consenso aceitável por todos e que reflicta de forma honesta o relatório", comentou Jean Jouzel.

In Ciência Hoje

23 janeiro 2007

EDP INVESTE 2,63 MIL MILHÕES NA ENERGIA EÓLICA ATÉ 20010



A EDP vai investir 2,63 mil milhões de euros, até 2010, na expansão da capacidade eólica, o que coloca as energias renováveis no topo das áreas em que a empresa portuguesa mais vai investir nos próximos quatro anos.

O objectivo da EDP é triplicar a capacidade instalada eólica na Europa, até 2010, com base no pipeline ibérico e na expansão para França e Bélgica, de acordo com o Plano de Negócios da empresa divulgado hoje.

A empresa liderada por António Mexia quer aumentar a capacidade bruta eólica de 1.568 MW, em 2006, para 4.200 MW em 2010. Estes valores representam crescimentos de 66%, em Espanha, de 22% em Portugal e de 12% noutros mercados.

O investimento de capital em capacidade eólica deverá atingir os 2.630 milhões de euros até 2010, dos quais 290 milhões de euros em Portugal, 1.710 milhões em Espanha e 630 milhões noutros mercados.

"A EDP está a procurar de forma pró-activa oportunidades internacionais em energia eólica", segundo o Plano de Negócios publicado na CMVM. A empresa aponta como mercados prioritários, considerados atractivos em termos de estabilidade, rentabilidade e potencial de crescimento, França, onde já tem presença, Itália e possivelmente Reino Unido e Polónia.

Além disso a EDP quer também entrar no mercado norte-americano através da aquisição de promotores eólicos locais e possivelmente da contratação de equipas locais com experiência para crescimento em projectos "greenfield".

Actualmente a EDP tem presença internacional, no segmento das energias renováveis, em Espanha, França e Bélgica.

EDP investe 280 milhões noutras energias renováveis

A EDP prevê ainda um investimento de 280 milhões de euros nas outras energias renováveis, nomeadamente biomassa e solar.

A biomassa deverá receber 136 milhões de euros, até 2010 e a energia solar 144 milhões de euros, de acordo com os objectivos divulgados hoje.

Actualmente a EDP já tem capacidade instalada na biomassa e prevê um crescimento de 22 MW em 2007 para 115 MW em 2010.

Na solar o objectivo é atingir os 50 MW, em 2010, através de uma nova capacidade em Granada, Espanha.

A empresa tem ainda em curso um projecto de investigação e desenvolvimento destinado à utlização das ondas como forma de energia.

In Jornal de Negócios
EMPRESAS Publicado 22 Janeiro 2007


Maria João Soares
mjsoares@mediafin.pt

22 janeiro 2007

O esforço das empresas da produção mais limpa de energia à maior eficiência no consumo



Produzir mais com menos energia e aumentar a riqueza sem gerar mais poluição são os dois grandes desafios para as empresas.
Para o período de 2008/12, o PNALE II (Plano Nacional de Alocação de Licenças de Emissão) propõe um corte de 13% a 15% nas licenças gratuitas de emissão das indústrias existentes em relação a 2006. A electricidade é a mais penalizada com um corte de 24%.

Apesar da aparente redução, a proposta portuguesa cria uma reserva substancial de licenças grátis para novas indústrias, para salvaguardar o crescimento económico. Este é um aspecto sensível do PNALE português que está em avaliação na Comissão Europeia. Tal como já fez à maioria dos planos analisados, Bruxelas deverá impor a Portugal um corte adicional nas licenças para as indústrias do comércio de carbono que geram cerca de 40% das emissões totais. Mesmo sem este corte, o plano nacional já prevê um défice de licenças de CO que terá de ser coberto pelo Fundo de Carbono, financiado pelo Estado.

Ao mesmo tempo, o Governo conta com a eficácia das medidas adicionais do PNAC (Plano Nacional de Alterações Climáticas). É uma vez mais na energia que se concentram as medidas com mais impacto para as empresas e que poderão também gerar uma maior redução de emissões de CO . Só na produção, e com o arranque das novas centrais a gás natural em 2009, é esperada uma diminuição de 0,9 milhões de toneladas de carbono, graças à sua maior eficiência e à menor utilização de unidades mais poluentes a carvão e a fuel. Outra via é a promoção da energia renovável, em particular a eólica, que permitirá poupar 0,37 milhões de toneladas de CO em 2012, quando estiver instalada uma potência de 5100 MW (megawatts).

Não menos importante é o esforço pedido a todas as indústrias e serviços de poupar energia através de um consumo mais eficiente. O PNAC estima que a melhoria da eficiência do lado da procura pode reduzir em 1020 GWh (gigawatt por hora) a energia usada, o que corresponde a 2% do consumo nacional em 2006. A poupança estimada é de 0,795 milhões de toneladas de CO . As medidas previstas apostam no agravamento da carga fiscal sobre combustíveis industriais, como o fuel e o gasóleo, mas também sobre produtos domésticos, como as lâmpadas fluorescentes e o gasóleo de aquecimento. Na mesma linha, o PNAC quer penalizar a utilização de fuel na co-geração (produção de calor e electricidade em processos industriais) e incentivar a mudança para o gás.

Fora das obrigações de Quioto, para já, ficam os transportes e os edifícios, apesar de terem sido os sectores que mais aumentaram as emissões. A aviação civil será a primeira a ter de reduzir emissões a partir de 2011. Nos transportes, o PNAC quer mais autocarros a gás natural e propõe várias medidas para aumentar em 5% os passageiros dos transportes públicos. Nas mercadorias, as auto-estradas marítimas deverão transportar até 20% do tráfego internacional até 2010.


Por Ana Suspiro
In Diário de Notícias

O esforço do cidadão andar de transporte público, tornar a sua casa eficiente a nível energético e reciclar o lixo



Vive numa casa onde se consome apenas a energia essencial: o ar condicionado tem a potência adequada, o frigorífico só é aberto as vezes necessárias, as lâmpadas são económicas e as janelas têm vidros duplos. Toma duche com água aquecida por um sistema de aquecimento solar e separa o lixo. Vai para o emprego de transportes públicos e quando sai desliga o computador e a impressora. Se no dia de descanso semanal dos táxis tiver de usar o automóvel, não vai circular nas auto- -estradas a mais de 118 quilómetros por hora.

É este o perfil do cidadão que contribui para o combate às alterações climáticas. Mas, apesar de estas parecerem apenas acções de um cidadão consciencioso, a qualidade do ambiente passa por aqui. Todas estas medidas estão previstas no Programa Nacional de Alterações Climáticas (PNAC), a estratégia aprovada pelo Governo para reduzir as emissões de gases poluentes e que exigirá um grande esforço de contenção energética às empresas e aos cidadãos. Para cada medida estão contabilizadas as acções concretas a desenvolver, com um calendário apertado para cumprir e com a contabilização das emissões de CO a poupar.

Algumas medidas já estão a andar. Mas, noutras, a sua concretização ainda se encontra numa fase muito incipiente. Preparam-se documentos legais, acções de sensibilização e formação da população e aguardam-se decisões políticas.

A medida que aposta na eficiência energética dos edifícios é uma delas. Prevê-se que, já a partir deste ano, o aumento da eficiência térmica dos novos edifícios seja de 40%. Mas apesar de já estarem definidas desde Abril do ano passado as regras para a construção, a climatização dos edifícios e a qualidade do seu ar interior - sempre com vista à poupança de energia -, a lei ainda não está a ser aplicada. Neste momento estão a ser formados os peritos qualificados para operar nesta área, avançou ao DN uma fonte da Agência para a Energia, a entidade executora desta medida.

No segundo semestre deste ano quem andar à procura de casa já vai poder olhar para as características energéticas do imóvel e optar por um que consuma menos energia. Esta etiqueta energética, à semelhança da que existe para os frigoríficos, será mais um aspecto importante a ter em conta na escolha de casa, como, entre outros, a sua localização.

Mas para que os regulamentos aprovados virem realidade, Oliveira Fernandes, engenheiro que ajudou na elaboração dos diplomas, acredita que tem de haver uma grande campanha. "O Estado, enquanto cliente e proprietário informado, tem de ser o grande promotor destas práticas", afirmou ao DN. E as autarquias, enquanto entidades licenciadoras, também têm de ser responsabilizadas nesta matéria, acrescenta.

Uma coisa é certa, diz Oliveira Fernandes: "As metas do PNAC são possíveis e desejáveis de cumprir. Mas não vejo ninguém a fazer, de forma séria, algo que política e administrativamente contribua para isso."

Por Rita carvalho
In Diário de Notícias

Fim do século marcado por cheias e secas graves




Menos água disponível no Verão, mais chuvas fortes no Inverno. Na prática, vão- -se agravar as secas nos meses quentes e as inundações nos períodos de chuva. No Algarve e no Alentejo, a redução do escoamento do rios pode, em 2100, chegar mesmo aos 80%, provocando uma grande escassez de água. Este é o pior cenário do impacto das alterações climáticas nos recursos hídricos, traçado por um estudo que é divulgado hoje em Lisboa.

As assimetrias começam na distribuição geográfica da precipitação, com o Norte a sofrer um acréscimo relevante de chuva e o Centro e o Sul a debaterem-se com a falta de água. Mas estendem-se à distribuição sazonal: Primaveras e Verões sem água e Invernos com chuva muito intensa.

Até 2050, os cenários traçados apontam para que o escoamento médio dos rios desça 10% a norte do Douro e até 50% no Algarve. Para 2100, as previsões mais pessimistas falam em reduções de 80% no Sul. Se com o calor a evaporação é maior, o escoamento nos rios diminui e a quantidade de água armazenada também decai drasticamente.

Os modelos climáticos estudados pelo projecto SIAM - que traçou o impacto no nosso país das alterações climáticas, e cujo estudo sobre os recursos hídricos é só uma parte - preconizam ainda que a temperatura média continue a subir, favorecendo a ocorrência de ondas de calor.

"A tendência é para que haja fenómenos mais extremos e localizados no tempo. Ou seja, um aumento da frequência das chuvadas intensas e dos episódios de cheias", afirmou Luís Ribeiro, do Instituto Superior Técnico e um dos especialistas que avaliaram o impacto das mudanças no clima nos recursos superficiais.

As consequências da debilidade das reservas de água em regiões áridas como o Algarve e o Alentejo não se resumem à escassez. Haverá degradação da qualidade da água e as espécies que vivem junto ao rio também sofrerão alterações. No litoral, a contaminação salina das reservas subterrâneas, os grandes armazéns de água, será outra preocupação.

Os impactos nestas regiões do Sul que se apoiam economicamente em actividades dependentes da água - o turismo no Algarve e a agricultura no Alentejo - deixam alertas preocupantes. Viajarão os turistas para um Algarve tórrido e sem água? Haverá água para dar de beber aos campos de golfe? Poderão os alentejanos viver da agricultura de sequeiro, dependente da água que cai do céu?

De Espanha não chegam boas notícias. As gestão das bacias hidrográficas comuns não será fácil, pois este será um problema dos dois lados da fronteira. Aliás, aí a falta de água já é drama actual, com o País a braços com uma das piores secas de sempre.

O futuro já é presente?

Nenhum cientista arrisca dizer com 100% certeza que o clima já está a mudar. E que o mau tempo na Europa, as cheias que por cá se viveram ou a seca extrema em vários pontos do globo se devem ao aquecimento global. Mas, diz Luís Ribeiro, "tem havido nos últimos tempos indícios de que as coisas estão a mudar".

E se havia muitas dúvidas há dez anos sobre a evolução do clima, esta incerteza têm-se vindo a desvanecer, acrescenta Filipe Duarte Santos, editor do projecto SIAM. Por exemplo: "Havia a ideia de que os campos de gelo eram mais estáveis. Hoje sabemos que o ritmo de redução da massa de gelo é muito maior do que se supunha", explica. E o pior, acrescenta, "é que mesmo que, por magia, se parassem hoje todas as emissões de dióxido de carbono, daqui a cem anos ainda teríamos problemas".

Minimizar os estragos

Perante estes cenários, mais ou menos catastróficos que se desenham para todo o mundo, as posições divergem. Se há países empenhados em medidas de fundo, capazes de inverter a crescente emissão de gases, embora sacrificando algum bem-estar, outros preferem preparar-se para viver num clima diferente. Para compreender a enormidade desta batalha contra a força da natureza, basta lembrar que o esforço dos países que ratificaram o Protocolo de Quioto - hoje aflitos com metas difíceis de cumprir - servirá para baixar, em 2012, apenas 5% do CO emitido pelos países desenvolvidos.


O esforço do cidadão Andar de transporte público, tornar a sua casa eficiente a nível energético e reciclar o lixo.

Por Rita Carvalho
In Diário de Notícias

19 janeiro 2007

CLIMATE CHANGE





THE HEAT IS ON A SURVEY OF CLIMATE CHANGE


Global warming, it now seems, is for real. Emma Duncan (interviewed here) examines the nature of the problem, and possible solutions
Getty Images

THE world's climate has barely changed since the industrial revolution. The temperature was stable in the 19th century, rose very slightly during the first half of the 20th, fell back in the 1950s-70s, then started rising again. Over the past 100 years, it has gone up by about 0.6°C (1.1°F).

So what's the fuss about? Not so much the rise in temperature as the reason for it. Previous changes in the world's climate have been set off by variations either in the angle of the Earth's rotation or in its distance from the sun. This time there is another factor involved: man-made “greenhouse gases”.

When the sun's energy hits the Earth, most of it bounces back into space. But carbon dioxide and around 30 other greenhouse gases, such as methane, help create a layer that traps some of the heat from the sun, thus warming the planet. And, because of the burning of fossil fuels, which contain the CO2 that the original plants breathed in from the atmosphere, levels of CO2 have increased from around 280 parts per million (ppm) before the industrial revolution to around 380ppm now. Studies of ice cores show that concentrations have not been so high for nearly half a million years. At the current rate of increase, they will have reached 800ppm by the end of this century. Given that CO2 being emitted now stays in the atmosphere for up to 200 years, getting those concentrations down will take a long time.

The first person to spot the connection between temperature and human activity was a 19th-century scientist called Svante Arrhenius. He speculated that emissions from industry could double CO2 levels in 3,000 years, thus warming the planet. Being a Swede, he thought that was just fine. In 1938 a British engineer called Guy Callendar gave a talk to the Royal Meteorological Society in which he claimed to have established that the world was warming, but he was regarded as an eccentric. The idea of global warming seemed bound for the intellectual dustbin.
Chill out

If interest in climate change was lukewarm in the first half of the 20th century, it went distinctly chilly in the second half, for the good reason that the world was getting cooler. In 1975 Newsweek magazine ran a cover story entitled “The Cooling World” that gave warning of a “drastic decline in food production—with serious political implications for just about every nation on Earth”—a prediction repeated with understandable glee by those who suspect the current worry is just another such scare.

The mid-20th-century blip turns out to have been the consequence of another by-product of human activity: sulphur and other airborne particles that bounce back sunlight before it can hit the Earth, thus offsetting the greenhouse effect. By the late 20th century, efforts to control that sort of pollution were having an effect. The particulate content of the atmosphere was falling, and the world began to heat up once more. The idea of global warming was retrieved from the bin and turned into one of the biggest arguments of our time.

The debate involves scientists, economists, politicians and anybody interested in the future of the planet. It is charged by the belief on one side that life as we know it is under threat, and by the conviction on the other that scientists and socialists are conspiring to spend taxpayers' money on a bogey. It is sharpened by a moral angle—the sense, deep at the heart of the environmental movement, that the consequence of individual selfishness will be collective doom: the invisible hand is a fist, and original sin an SUV.

The argument is peopled by big characters: James Lovelock, a British scientist who believes that mankind has fatefully unbalanced the delicate mechanisms of a world he calls Gaia; Bjorn Lomborg, a hyperactive Danish statistician who believes that scientists are twisting figures to scare people; Arnold Schwarzenegger, the governor of California, whose mission is to terminate climate change; and James Inhofe, chairman of the environment and public works committee in America's Senate, who says it is all nonsense.
Unfortunately, the argument is also fuelled by ignorance, because nobody knows for sure what is happening to the climate. At a macro level, modelling what is one of the world's most complex mechanisms (see article) and projecting 100 years ahead is tricky. At a micro level, individual pieces of data contradict each other. One shrinking glacier can be countered by another that is growing; one area of diminishing precipitation can be answered by another where it is rising.

Ignorance and fear have spawned an industry. Governments, international bureaucracies and universities are employing many thousands of clever people to work out what is going on. Foundations are pouring money into research. Big corporations now all have high-level climate-change advisers with teams of clever young things scurrying around to find out what the scientists are thinking and what the politicians are planning to do.

The establishment of an Intergovernmental Panel on Climate Change under the auspices of the UN was designed to silence the arguments and give policymakers an agreed line on what the future holds. But given how little is known about either the climate's sensitivity to greenhouse-gas emissions or about future emissions levels, that proved difficult. Not surprisingly, the IPCC's latest report, published in 2001, offers a wide range of predicted temperature rises, from 1.4°C to 5.8°C by the end of this century.

This huge range limits the usefulness of the IPCC's findings to policymakers. Nor has the panel's existence quietened the debate. Scepticism about its science and especially its economics has led a number of people to disagree with its findings. Some challenge the evidence that climate change is happening; others accept that it is happening, but argue that it isn't worth trying to do anything about it.

Since that IPCC report five years ago, the science has tended to confirm the idea that something serious is happening. In the 1990s, satellite data seemed to contradict the terrestrial data that showed temperatures rising. The disparity puzzled scientists and fuelled scepticism. The satellite data, it turned out, were wrong: having been put right, they now agree with terrestrial data that things are hotting up. Observations about what is happening to the climate have tended to confirm, or run ahead of, what the models predicted would happen. Arctic sea ice, for instance, is melting unexpectedly fast, at 9% a decade. Glaciers are melting surprisingly swiftly. And a range of phenomena, such as hurricane activity, that were previously thought to be unconnected to climate change are now increasingly linked to it.

This survey will argue that although the science remains uncertain, the chances of serious consequences are high enough to make it worth spending the (not exorbitant) sums needed to try to mitigate climate change. It will suggest that, even though America, the world's biggest CO2 emitter, turned its back on the Kyoto protocol on global warming, the chances are that it will eventually take steps to control its emissions. And if America does, there is a reasonable prospect that the other big producers of CO2 will do the same.

But first, to the science, and some of the recent findings that have sharpened people's worries.

This survey, which generated about 118 tonnes of carbon dioxide from flights, car journeys, paper production, printing and distribution, has been carbon-neutralised through the Carbon Neutral Company. The cost was £590; the money was spent on capturing methane from an American mine.


Sep 7th 2006
From The Economist print edition

17 janeiro 2007

COIIMBRA PARTICIPA NO COMBATE AOS INCÊNDIOS FLORESTAIS NA AUSTRÁLIA


Coimbra participa no combate aos incêndios florestais da Austrália
A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), através da ADAI – Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial – vai colaborar activamente com um dos melhores organismos do mundo na investigação avançada em incêndios florestais - o Bushfire Cooperative Research Centre in Austrália (Bushfire CRC).
Trata-se de um programa nacional integrado de investigação, patrocinado pelo governo australiano, em articulação com o tecido empresarial privado e com a sociedade civil. Envolve mais de 300 investigadores das diversas áreas científicas e, actualmente, estão em curso cerca de 40 projectos de pesquisa, em campos tão diversos como a prevenção, combate e recuperação de áreas ardidas, entre outros. Considerando as proporções dramáticas que os fogos florestais assumem na Austrália, é preocupação do Governo chamar a comunidade científica a intervir. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, desde o início do mês de Novembro passado, a Austrália regista já um milhão de hectares de área ardida. “Quando há um problema grave nacional, o governo australiano recorre ao conhecimento científico. Este programa tem uma dimensão gigantesca em termos científicos e tecnológicos. Apesar de ter sido iniciado há apenas três anos está já a dar os seus frutos. É sem dúvida um exemplo a seguir”, reconhece o catedrático de Engenharia Mecânica Xavier Viegas. “Há um esforço concertado. A nível internacional, a Austrália está organizada para ser uma grande potência científica na área dos incêndios florestais. Nem mesmo a União Europeia tem uma visão integrada para identificar problemas e investigar de forma contínua, talvez por isso os países do Sul estão a ser tão afectados”, afirma o docente da FCTUC.
Imprescindível ouvir a comunidade científicaEstabelecendo um paralelo com a realidade do nosso país Xavier Viegas lamenta o facto de “o governo português não fazer um esforço concertado para a investigação científica. Não é possível enfrentar o problema adoptando medidas pontuais e sem envolver a comunidade científica”. Sobre a pareceria estabelecida observa o investigador da FCTUC: “O Bushfire CRC é um programa muito eficaz e útil, que seria bom que se implantasse noutras regiões do mundo, nomeadamente na Europa ou em Portugal. É muito honroso estarmos a trabalhar com alguns dos melhores investigadores desta área do conhecimento. É, também, o reconhecimento do trabalho que se vem realizano nesta área, na FCTUC, através da ADAI, a nível internacional”. A ADAI é a primeira instituição europeia a firmar um protocolo do género, válido até 2010, com este organismo australiano. Foi formada em 1990 por iniciativa de um grupo de investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC, engloba diversas entidades promotoras de actividades de investigação e desenvolvimento (I&D), formação e prestação de serviços, nos vários domínios da Aerodinâmica Industrial. Colabora com inúmeras entidades públicas e privadas. Participa presentemente em três projectos Comunitários e três projectos nacionais na temática dos incêndios florestais.
O trabalho realizado pelo Bushfire CRC pode ser conhecido em www.bushfirecrc.com.

08 janeiro 2007

Onde estão os computadores?

Onde estão os computadores?
Estamos cansados e desmotivados!
Continuamos de papel e lápis

Não, não estão a ver mal. Continuamos de lápis, caneta e papel! Computadores para alunos? Com Internet? 1, só 1. Nada do que li nas notícias de hoje. Devemos ser a excepção das excepções! Para professores? Conto-os com a minha mão direita. Para a sala de estudo e para o Eco-Escolas? Não consigo contá-los. Enfim, estou conformada a terminar o meu tempo numa escola eternamente esquecida. Os famigerados computadores, depois de muitas peripécias, avanços, recuos, comentários, prós e contra, nada, não consigo vê-los. Todo um trabalho comprometido. Sim, o entusiasmo inicial foi-se! Se a quantidade for reduzida a metade continua comprometido o trabalho desta escola e penso que o da escola que cederá a outra metade! Enfim, abstenho-me de comentários. Afinal de que me queixo? Sempre usei giz e quadro e agora até tenho quadros novos, uma sala prontinha a receber computadores, de que me posso queixar. Mais alguns anos, espero que poucos e estarei confinada ao espaço da sala de aula. Sim, todo o entusiasmo que punha nas minhas aulas, dentro e fora, está a desvanecer-se e vejo-me sem alento para pegar noutra coisa que não seja o giz, o manual e o caderno de actividades. A bem do ensino em Portugal.

06 janeiro 2007

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E SAÚDE - Novo Portal


Alterações Climáticas e Saúde

O clima, ou seja, o “tempo médio” ou “estado médio” da baixa atmosfera tem variado significativamente ao longo da história da Terra devido a causas naturais. Porém desde meados do século XVIII várias actividades humanas têm provocado a emissão para a atmosfera de grandes quantidades de gases com efeito de estufa (GEE), ou seja, gases com a propriedade de absorver a radiação infravermelha. O principal é o dióxido de carbono (CO2) que resulta da combustão dos combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás natural – e também da desflorestação. A acumulação na atmosfera dos GEE emitidos pelas actividades humanas está a intensificar o efeito de estufa natural, provocando um aumento da temperatura média global da baixa atmosfera ou troposfera. Estamos pois inadvertidamente a provocar alterações climáticas não-naturais, ou seja, antropogénicas, que se caracterizam por um aumento da temperatura média global, maior frequência de fenómenos climáticos extremos, tais como, ondas de calor, secas e precipitação intensa em períodos curtos. Por outro lado, o aumento da temperatura média global da atmosfera provoca a dilatação térmica da camada superficial dos oceanos que, associada ao degelo dos glaciares das montanhas, provoca uma lenta subida do nível do mar. É muito provável que as alterações climáticas antropogénicas se venham a intensificar ao longo do século XXI com impactos sobretudo negativos na saúde humana, recursos hídricos, agricultura, florestas, biodiversidade, zonas costeiras, turismo, pescas, etc. Para evitar que elas se intensifiquem e que os seus impactos sejam muito graves, é necessário reduzir as emissões de GEE. É esse o objectivo do Protocolo de Quioto e de outras iniciativas a nível internacional que estão a ser planeadas para depois de 2012. Os mecanismos pelos quais se admite que as alterações climáticas possam afectar a saúde humana são vários. Alguns são directos, tais como a exposição a condições térmicas extremas ou a inundações. Outros envolvem mecanismos intermédios e múltiplos como os que afectam a dinâmica da transmissão de doenças transmitidas por vectores ou pela água. Segundo o estudo SIAM, até o fim do século, os impactes das alterações climáticas na saúde humana dos Portugueses, mais preocupantes, incluem:
· Aumento do desconforto, morbilidade e mortalidade associados as temperaturas mais elevadas com possíveis “Ondas de Calor” mais frequentes e intensas;
· Aumento da prevalência de afecções respiratórias e cardiovasculares associadas com a deterioração da qualidade do ar em particular devido a aumentos da concentração do ozono troposférico;
· Aumento da incidência de doenças transmitidas pela água e alimento
· Mudanças na distribuição e frequência das doenças transmitidas por vectores e roedores
Referências: SIAM – Alterações Climáticas em Portugal. Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação – Projecto SIAM II, F.D. Santos e P. Miranda (Editores), Gradiva, Lisboa, 2006
Filipe Duarte Santos e Elsa Casimiro
27/12/2006
http://www.ambientesaude.pt/

02 janeiro 2007

2007 PODERÁ SER O ANO MAIS QUENTE DE QUE HÁ MEMÓRIA


El Ninõ poderá fazer das suas em 2007 como fez há 10 anos (simulação Nasa de 1997)


O efeito de estufa e o fenómeno climatérico conhecido por El Niño poderão fazer de 2007 o ano mais quente de sempre, com consequências que afectarão todo o planeta, defendeu hoje um especialista britânico da Universidade de East Anglia. Segundo Phil Jones, que é director da Unidade de Investigação do Clima da universidade de East Anglia, 2007 será um ano de condições climatéricas extr mas que poderão originar, por exemplo, secas na Indonésia e inundações na Califórnia.

O professor alerta, num artigo hoje publicado no jornal britânico The Independent, que o aquecimento global - que já deu início a um processo de degelo no Ártico - será agravado pela chegada do El Niño.

Este fenómeno causado pela subida das temperaturas médias do mar no Oceano Pacífico "faz com que o mundo seja mais quente e exista uma tendência de maior calor que aumenta as temperaturas globais entre uma a duas décimas de grau centígrado por década", explicou Jones.

O El Niño (que tem esta designação porque usualmente forma-se na altura do Natal e ocorre entre cada dois a sete anos) poderá ter consequências dramáticas no continente americano, sudeste asiático e sul de África nos primeiros quatro meses de 2007, refere o artigo publicado no The Independent.

2007-01-01
In Ciência Hoje