31 março 2006

Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros

Autor: Franklin , Benjamim (autor do título)

Não resisto a dar o devido relevo a este texto. Importante sem dúvida alguma...assim o entendo eu!
In Diário de Notícias.

O que fazem os líderes eficazes?
Arménio RegoProfessor da Universidade de Aveiro

A resposta é dupla: (1) recompensam o mérito e (2) inspiram os colaboradores mediante uma liderança exemplar, visionária e respeitadora. O primeiro tipo de liderança é de natureza transaccional. O segundo é de natureza transformacional. A liderança transaccional é um processo de influência baseado na troca: consoante o nível de desempenho dos colaboradores, assim o líder lhes atribui recompensas (materiais e/ou simbólicas) e oportunidades. Em essência, o líder clarifica o que os colaboradores devem fazer e recompensa-os de acordo com o desempenho. A liderança transformacional é de natureza distinta. Envolve seis comportamentos. Primeiro: o líder articula uma visão ("O que queremos ser dentro de cinco anos") ambiciosa mas realista, compreensível pelos colaboradores e na qual estes se revêem. Actuando de modo condizente com a visão, o líder consegue mobilizar as energias das pessoas, inspirando-as e motivando-as. Segundo: o líder dá o exemplo, procurando ser um modelo de conduta. Terceiro: o líder transmite elevadas expectativas de desempenho aos colaboradores. Confia neles e é exigente. Deste modo, os colaboradores esforçam-se por cumprir as expectativas do líder e empenham-se na concretização da visão. Quarto: o líder promove, entre os colaboradores, a aceitação dos objectivos da equipa/organização. Assim fomenta a cooperação e o empenhamento na concretização desses objectivos. Quinto: o líder trata os colaboradores como entidades singulares, e não como parcelas anónimas duma engrenagem. Presta atenção às necessidades de desenvolvimento dos colaboradores, encoraja-os, tenta desenvolver o seu potencial, fornece-lhes feedback, delega-lhes responsabilidades. Sexto: o líder estimula intelectualmente os colaboradores. Induz lhes a tomada de consciência dos problemas. Fomenta-lhes o pensamento inovador/criativo. Impele-os a questionarem as suas assunções e os "dados adquiri- dos". Em vez de incitá-los à "yesmania" e à bajulação, promove o espírito crítico e o questionamento das "verdades feitas".Os seis comportamentos, quando autênticos (e não "pseudotransformacionais" ou "impostores"), geram confiança e empenhamento nos colaboradores, os quais transcendem os auto-interesses em prol do grupo ou da organização. Assim, o líder consegue gerar grandes "transformações" organizacionais. Por estas razões, é habitual presumir-se que os líderes transformacionais são mais eficazes do que os transaccionais. Todavia, há razões para supor que os líderes mais eficazes são simultaneamente transaccionais e transformacionais. Suponha o leitor que o seu líder adopta os seis comportamentos referidos, mas não recompensa devidamente o seu desempenho. Como se sentiria?! Há também razões para presumir que os líderes transformacionais são mais relevantes na fase da fundação da organização e em momentos de grande turbulência na envolvente, ao passo que os transaccionais são mais necessários em períodos de evolução lenta e envolventes estáveis. O exposto ajuda a compreender como podem ser melhorados os processos de liderança em Portugal (veja quadro de orientações). Quais as razões por que as pessoas reagem positivamente aos líderes que actuam deste modo? Primeira: quando se sentem respeitadas e reconhecidas pelo seu valor intelectual e emocional, as pessoas reagem reciprocamente com maior empenhamento no trabalho e na organização. Segunda: os líderes que assim actuam libertam as forças e energias positivas dos colaboradores. Criam, assim, ambientes organizacionais repletos de optimismo, resiliência, confiança, alegria e empenhamento. Terceira: quando a organização faculta oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento pessoal, as pessoas encontram significado no seu trabalho e encaram a função como uma "vocação", e não como um mero "emprego". Como consequência, colocam o seu potencial ao serviço da organização e do trabalho.
Para desenvolver o assunto: Bass, B. M. & Steidlmeier, P. (1999). Ethics, Character and Authentic Transformational Leadership Behavior. Leadership Quarterly, 10(2), 181-217. Rego, A. & Cunha, M. P. (2005). A Essência da Liderança. RH Editora.

Transportes e Mobilidade Sustentável

Ainda há professores que ocupam os seus alunos em trabalhos complementares aos currícula.
É o caso de dois professores que têm construído com os seus alunos CEF's (mais uma sigla) os sinais de trânsito, trabalhando com eles o seu significado e a importância do seu cumprimento. Cada sinal roda e tem escrito por baixo todas as indicações a ele relativas. É assim que alunos desinteressados são motivados por professores motivados. Parabéns a estes dois professores e obrigada pelo seu contributo. Um exemplo na escola!
 Posted by Picasa

ÚLTIMO SOBREIRO DA MINHA ESCOLA

Foi com algum entusiasmo que lancei mais um concurso na minha escola. Este destinado a toda a comunidade escolar - um concurso de fotografia sobre "A MINHA ÁRVORE". Aos alunos fiz ainda outra proposta - um texto com registo fotográfico sobre "O SOBREIRO DA MINHA ESCOLA". Tinha vários objectivos em mente, a investigação sobre o sobreiro sempre útil (parece que ainda somos um importante produtor de cortiça), o desenvolvimento da escrita criativa (propús um texto colectivo) e o registo fotográfico do último sobreiro do local (serviria para memória futura da Escola). Qual memória, qual sobreiro, qual texto...nem um entre cerca de 900 alunos! Comentários para quê? Os artistas são portugueses. O que se passará na mente das crianças portuguesas e seus progeniotores que leva ao total desinteresse de tudo o que dê um pouco de trabalho e que saia do currículo dito normal? Não me restam alternativas, aqui fica a fotografia do cartaz que foi exposto com o regulamento...para memória futura, nem que seja a minha!
 Posted by Picasa

24 março 2006

A Natureza

Fotografia minha

O campo na PrimaverA, depois de uma boa chuvada é apetecível. Mostra-nos uma frescura imensa, provoca-nos um sentimento de calma, serenidade onde as boas energias fluem.
Como é bom permanecer encostado a uma árvore, receber o que ela tem de bom. Só quem sabe experimentar e sentir a Natureza pode usufruir desse bem estar. Olhar ao largo os pássaros que chegam, os coelhos que se acoitam nas moitas, o trotar dos cavalos a doce beleza do entardecer. São estados de alma inexplicáveis! Privilégio de alguns? Sim, especialmente dos que respeitam a Natureza como parte do nosso SER.
 Posted by Picasa

Talento e Preserverança

Posted by Picasa Para quem quiser comentar!

A ÁGUA

A ÁGUA...palavra tão simples, de significado tão complexo. Elemento fundamental da VIDA ao qual por norma ninguém dá a devida atenção.
Não vale a pena referir o que já está escrito em inúmeros blogs, o que foi, mais uma, vez noticiado nos órgão de comunicação.
Apenas mais um alerta dirigido aos professores e alunos. Aos primeiros lembrar o dever de cidadania que na sua profissão consiste em alertar e complementar informações de e para os alunos sobre a problemática da água. Aos alunos a apropriação do conhecimento sobre o tema, cabendo-lhes desencadear as acções que promovam alterações de comportamentos para que possam num futuro breve TER LUGAR NA TERRA, VIVER CONDIGNAMENTE.
TUDO O RESTO JÁ FOI DITO.

Poema de um aluno:

Saindo da rocha dura,
Escondida na vertente,
Cantei-te fio de água pura
E fui nascente

P'ra cumprir o seu destino
Outros mais se me juntaram
E, a nascente, pequenina,
Em ribeiro transformaram

Mais tarde, em mim desaguaram
Os meus irmãos afluentes
Que, engrossando nas enchentes,
As margens fertelizaram.

E assim, unidos lá vamos
Neste eterno caminhar...
Já não sou fio de nascente
Nem ribeiro ou afluente.

Ângelo Miguel
EB1 de Aldeia do Bispo
Posted by Picasa

21 março 2006

DIA MUNDIAL DA FLORESTA E DA POESIA


"in Poemário 1"
Árvores

Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.
Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.
Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.
Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;
Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.
Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria.

Joyce Kilmer

05 março 2006

FLORES COMESTÍVEIS

Foi a curiosidade e a vontade de aprender algo de novo que me fez deslocar à EXPOFLOR num dia tão chuvoso. Fiquei decepcionada e pouco aprendi (que me perdoem os expositores). Mas, alguma coisa sempre fica e assim lá vai:
- existem flores comestíveis;
- só são comestíveis as que resultam de produção biológica (sem produtos químicos);
- raramente se encontram no mercado, visto que há pouca procura, no entanto algumas grandes superfícies, em Lisboa, comercializam-nas;
- a produção esgota-se no fornecimento aos hoteis;
- são comestíveis, amores-perfeitos, violetas, calêndulas, mimosas, todas as flores das plantas aromáticas, etc.;
- não têm ou não está estudado o seu valor nutricional, servindo apenas para aromatizar e/ou colorir;
- existem produtos à venda: o xarope de rosa, mimosa, alfazema...a geleia de rosa, alfazema, menta...os chás aromatizados...as pétalas cristalizadas, enfim, uma infinidade de utilizações.
Concluí que este não é um assunto novo em Portugal e muito menos no estrangeiro, mas pouco conhecido da maior parte dos consumidores e talvez por isso a sua fraca utilização na alimentação do dia a dia.
Onde podem ser encontrados estes produtos? Na Loja das Rosas, em Lisboa, perto do Largo do Carmo e em Setúbal.
Cursos de cozinha onde as flores são utilizadas podem ser conseguidos na Cozinhomania.
www.cozinhomania.com
A visita à Feira voltou a mostrar que o Concelho de Montijo continua em franco desenvolvimento no que respeite à floricultura, a GERBERA continua ser a flor do Concelho e, à semelhança da contrução de uma pirâmide em gerberas, este ano contruía-se um castelo, na minha opinião com menos beleza.
 Posted by Picasa