31 janeiro 2006

Ano de Nevão, Ano de Pão

Diz o velho ditado que quando a neve abunda o mesmo acontecerá com os cereais. A ver vamos; não são os prognósticos meteorológicos. Prevêem para este mais um ano de seca.
Como se diz na gíria futebolística, a ver vamos, prognósticos, prognósticos, só depois do jogo, que é como quem diz no final do ano falamos. Não há dúvida que algo está a mudar! Neste mesmo dia 29 de Janeiro, enquanto por cá nevava, na Holanda estava um dia lindo de sol, pelo menos a sul.
Estamos fartos de instabilidade e até o tempo, sempre instável e avesso à previsão agrícola, está agora ainda mais instável, diria mesmo incrivelmente instável.
Pobres de nós, trememos de frio num país que está a mudar e que teima em não estar preparado para a mudança. Quem sabe, talvez alguma INOVAÇÃO consiga restabelecer o equilíbrio, mas que inovação? Onde? No quê? E se experimentassem na educação? É um campo que também tem sofrido alterações climatéricas bruscas para as quais não estava preparado, nem física, nem psicologicamente. Tem provocado um súbito aquecimento e alguma agitação junto das populações. É necessário, é urgente que se clarifiquem os objectivos, as metas, os meios, se estabeleçam prioridades e que se concretizem tendo sempre em mente os objectivos ou O OBJECTIVO. Para tal é necessário que haja de facto UM OBJECTIVO CLARO E BEM DEFINIDO, uma mudança de ATITUDE perante a vida e o trabalho.
1. A ética como princípio de vida
2. A integridade
3. A responsabilidade
4. O respeito pelas leis e regulamentos
5. O respeito pelos demais cidadãos
6. O amor ao trabalho
7. O esforço pela poupança e pelo investimento
8. O desejo de superação
9. A pontualidade
(Nem sempre a ordem será esta)
Façamos como o clima, vamos mudar, sair da rotina, aplicar estes nove princípios e outros que certamente existirão para nos mostrar o lado bom da vida. Vamos mudar de ATITUDE e quem sabe...será um ANO DE PÃO! Posted by Picasa

26 janeiro 2006

ECO-CÓDIGO E SUSTENTABILIDADE

Está de novo chegada a altura de mais um concurso eco-código. É com algum desânimo que volto à tarefa! Não porque não goste, não porque os alunos não se interessem, mas acima de tudo pelo que vejo há alguns anos. Códigos, regras, conhecimentos, mas pouca ou nenhuma prática. Os diversos eco-códigos, belos na forma, recheados no conteúdo, carecem de actos em consonância, portanto não há qualquer sustentabilidade nas condutas enunciadas. Quando ao lado de um poster, bem elucidativo sobre as regras de conduta, se vêem os alunos deitarem as latas de refrigerantes nos caixotes de lixo (na melhor das hípótese), quando em frente têm um compactador de latas! Quando dentro do compactador se encontram papéis, cascas de banana...,quando em frente têm os respectivos receptores, quando o pilhão não tem um só objecto que seja uma pilha, quando se deita todo e qualquer papel para o chão, eu pergunto, mas afinal qual é o papel do projecto eco-escola? Será falta de informação? Creio que não. Informação pouco apelativa? Talvez. Quem sabe? Um macaco teria mais sucesso certamente!
Está chegada a altura "dead line". Ou isto avança com alguma sustentabilidade o que pressupõe a participação empenhada de todos e a efectiva apropriação pelo projecto educativo da escola ou não vale a pena e o futuro se encarregará de mostrar a outras gerações as consequências do que não foi feito. Talvez outra liderança seja a solução. Novas ideias, novas motivações, outros projectos. Creio que pode ser uma solução. Uma liderança renovada pode reavivar um projecto que, tal como está, já teve o seu tempo.
Vamos acabar esta etapa, saber os resultados da auditoria que nos leva a estabelecer o índice de desempenho ambiental da escola, estabelecer as metas e no final do ano veremos se os eco-códigos são para cumprir uma tarefa ou para cumprir na sua essência, criando assim as bases para uma sustentabilidade que no futuro careça de eco-códigos.
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21 janeiro 2006

Prevenção Rodoviária e Educação para a Cidadania

Tema difícil nos dias de hoje, diria mais, temas muito difíceis nos dias de hoje, mas antes que a corda parta algumas acções têm que ser tentadas.
Como não costumo ficar de braços parados, porque pouco possso fazer, vou meter mãos à obra com quem quiser ajudar-me. Se forem muitos, maior e melhor será o resultado. Se todos fizermos um pouco talvez alguma coisa seja tranferida para casa, talvez altere comportamentos e mentalidades. Talvez, talvez...depende de nós. Se nada fizermo nada muda!
A cidadania tem que ser individual e depois colectiva, mas muitas vezes parte do colectivo para o individual, há como que uma reciprocidade de pensamentos e acções que talvez levem a alterações profundas e necessárias.
A emergência de sociedades cada vez mais individualistas torna a tarefa difícil, mas é a dificuldade que muitas vezes desperta o desejo de fazer algo de novo.
É uma constatação evidente que a entrada da escola não tem qualquer aspecto que se possa considerar "normal". De quem é a culpa? Não sei, nem me interessa, acho que isso não resolve o problema. Interessa sim, ver o que está mal e corrigir o que for possível. Não creio numa impossibilidade total de alterar seja o que for. Conto com os meus colegas e alunos para fazermos a análise da situação e propormos as melhores e exequíveis soluções.
Mãos à obra.
Stop à imobilidade, antes que a corda parta!
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13 janeiro 2006

PREVENÇÃO RODOVIÁRIA

Para alívio dos alunos, a Matemática deu lugar à cidadania. Os alunos da turma 6ºD levaram a cabo, no final do 1º Período, a primeira actividade do plano delineado para abordarmos o tema PREVENÇÃO RODOVIÁRIA. O tema foi livre, mas a verdade é que todos estão deveras sensibilizados para a necessária passagem de peões nas passadeiras, para o uso de cintos de segurança e...nada mais. Ora, com tantas campanhas nos meios de comunicação social, na escola e restam nas mentes das crianças apenas estes dois aspectos, importantes, sim, mas não únicos. Muito há a fazer, mas como, com quê, com quem e já me questiono, para quê? Será que vale a pena? Acho que sim, apesar de tudo podemos conseguir pequenas coisas que num conjunto alargado produzam grandes efeitos. Vamos ver se a pouco e pouco conseguimos disciplinar o trânsito e o estacionamento nas imediações da escola, calmamente, sem posições extremadas, fazendo apenas entender aquilo que é óbvio e que só não vê quem anda distraído.
Vamos colaborar? Espero que os eco-professores me ajudem a levar o barco, ou a bicicleta ou mesmo o carro a lugar seguro. Objectivo: transformar a saída da escola num espaço seguro! Posted by Picasa

NATAL 2005-2006

Não, ainda não estou demente, estou apenas atrasada no calendário ou adiantada no tempo. Tudo depende do ponto de vista. Atrasada no calendário...apenas alguns dias, mas afinal o Natal é sempre que nós quisermos e eu quero que seja todos os dias. Gostava que a minha cidade estivesse engalanada para dias de festa e não apresentasse aquele aspecto pardacento, de obras em ponto de ebulição, de correrias e de carros e de barulho e...tudo o que encontramos numa cidade que se diz em desenvolvimento. Mas, lá vem a contradição, se se apresenta engalanada é porque algo está para acontecer, neste caso o Natal, época de excelência para a reflexão e a ponderação, mas, qual quê, não há tempo! Há o finalizar apressado das reuniões, as viagens de e para, as compras para, receber de, enfim, algo que não tem muito nexo. E afinal, quem aplaudiu e gozou as iluminações de Natal? Poucos! Creio que a maior parte passou, mas não viu.
Tive a sorte de passear fora de horas e usufruir de uma paisagem natalícia bem cativante. Gostei, a Praça estava bonita.
Ía prospectivar o Natal de 2006, mas não me atrevo, nem sei se haverá Natal, luzes, compras...seria uma boa altura para praticar alguns R's que vão surgindo, como reparar, recuperar, reciclar, reutilizar, reorganizar, repartir e acima de tudo REFLECTIR etc.
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11 janeiro 2006

Eco-Retorno

O ENTARDECER É MARAVILHOSO

Mesmo nos dias mais sombrios, em que tudo nos parece sombrio, soturno, irreparável, há sempre uma réstea de esperança numa certa acalmia do entardecer. A vida parece mais suave, leve, menos penosa. Dá-nos por vezes o alento para continuar uma caminhada que sentimos não nos levar a lugar algum, mas que ao mesmo tempo nos prende nos agarra e nos faz voltar a ter a visão sonhadora de que tudo vai bem, amanhã é outro dia!
A minha visão humanista da sociedade em que circulamos permite-me dar continuidade ao que parece estar irremediavelmente perdido. Razões? Há muitas, ou pode haver muitas. Qual a mais certa? Não sei, mas jurava e julgava que os alunos são a razão da existência dos professores e é para eles e para o seu futuro que remamos nestas águas turvas, lamacentas que nos impedem de continuar a bom ritmo. Há quem não concorde, mas é certo que da discordância nasce a discussão e da discussão chega quase sempre a luz, ténue, concordo, mas ainda é luz e para que se não apague em mim, resolvi retornar.
Há que desenvolver espírito positivo, empatia e "coaching"...são palavras de ordem! para uma Escola Melhor, para um país melhor.

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