28 setembro 2006

ESTAÇÃO DE SECA NORMAL ESTE ANO NA AMAZÓNIA


Amazonas não conhecerá agruras de 2005
Pesquisadores do Piatam prevêem estação de seca normal este ano


A natureza não repetirá o rigor de 2005 para o Amazonas, mantendo a seca dentro dos padrões, de acordo com a análise feita por pesquisadores do Projecto Piatam (Potenciais Impactos Ambientais no Transporte de Gás Natural e Petróleo na Amazónia). Segundo Assad José Darwich, doutor em Biologia de Água Doce e Pesca Interior e pesquisador da Área de Limnologia do Piatam, apesar de não haver um programa estatístico que permita prever com exactidão o comportamento das águas dos rios, os índices indicam que os riscos de repetição das consequências da que foi terceira maior seca no Amazonas desde 1902 são muito pequenos.

Em meados de 2005, a acentuada redução nos níveis das águas já começava a causar surpresa, temor e indignação nos habitantes da região. Mas até ao último dia 26 de Setembro, no entanto, o nível dos rios no Amazonas estava, em média, 2,5 metros mais alto que há um ano, além de estar baixando mais devagar. Neste mesmo período no ano passado, o nível dos rios chegou a descer 20 cm num dia. Hoje a média não tem ultrapassado 17 cm.

A análise foi feita durante a terceira excursão de 2006 do Piatam, um grande projecto de pesquisa socioambiental, coordenado pela Universidade Federal do Amazonas – Ufam e pela Petrobras, que também financia o projecto, ao lado da Finep. O Piatam monitora as actividades da indústria de petróleo e gás natural no rio Solimões. A previsão de que a seca desse ano não deve surpreender foi um dos resultados dessa excursão, que retornou a Manaus no último domingo, dia 24.

Os ribeirinhos também foram uma referência para confirmar o prognóstico dos pesquisadores. Segundo Kátia Cavalcante, doutora em Gestão do Conhecimento e da Informação e coordenadora desta excursão, moradores das nove comunidades estudadas pelo Piatam, que estão localizadas no trecho entre Manaus e Coari do Rio Solimões, afirmam que a marcação de alguns lagos não mudou significativamente de um dia para o outro. A pesquisadora também acredita que as águas devem começar a subir dentro de alguns meses.

Em 2005, mais de 32 comunidades ficaram isoladas devido à impossibilidade de transitar nos rios. Faltaram alimentos, água potável e medicamentos. Em Outubro, pelo menos 600 escolas espalhadas pelas 914 comunidades em estado de calamidade pública foram fechadas, atrasando o ano lectivo

25 setembro 2006

Reciclagem - Falharam as Metas


Reciclagem: Portugal continua longe das suas próprias metas
Apesar das várias campanhas publicitárias, não só os portugueses, como o próprio Estado, continuam sem cumprir o seu papel no que à reciclagem diz respeito, conforme demonstram os dados do Instituto dos Resíduos – no final do ano passado, apenas 8% dos lixos domésticos seguiam para reciclagem, enquanto 65% continuava a ir parar aos aterros.

A notícia surge na edição desta segunda-feira do jornal Diário de Notícias, que refere ainda que também no capítulo dos materiais orgânicos para reciclagem a percentagem é baixa - apenas 7% foram aproveitados através da compostagem, ou seja, muito longe dos 25% previstos no Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU).

Os dados divulgados pelo Instituto dos Resíduos dizem respeito a 2005 e provam que Portugal continua no mau caminho em matéria de reciclagem, com as responsabilidades a caírem para ambos os lados, cidadãos e Estado, já que está provado que separar o lixo e pô-lo no ecoponto ainda não é uma prática diária de muitos portugueses, com os dados a provarem igualmente que as estratégias definidas pelo Estado ao longo dos anos falharam.

Segundo afirma o DN, falhou sensibilizar os cidadãos para aderirem à recolha selectiva, tardou a criação de infra-estruturas para dar aos resíduos o tratamento adequado, e faltou, essencialmente, traduzir em acções concretas os muitos planos traçados.

Parece que os intentos de alguns esperançosos professores também não têm surtido os resultados esperados. Mais que nunca é importante que todos entendam que é na escola que todas as pequenas e grandes acções são mais facilmente transmissíveis aos adultos. Uma criança que entenda os objectivos das cções ambientais, neste caso a deposição selectiva de resíduos sólidos, facilmente convence, pela persistência os seus progenitores a alterarem os hábitos.
Seria importante que todos, adultos e crianças visitassem um aterro municipal. Rapidamente entenderiam as vantagens da deposição selectiva. É uma opção a fazer. É obrigatório concretizá-la.

18 setembro 2006

UMA VERDADE INCONVENIENTE


Alterações climáticas:Portugueses pouco sensibilizados para o problema

Portugal está pouco sensibilizado para os efeitos das alterações climáticas, defendeu hoje o ex-secretário de Estado do Ambiente Carlos Pimenta, a propósito do filme em que o ex- vice-presidente norte-americano Al Gore alerta para o problema.

Portugal está pouco sensibilizado para os efeitos das alterações climáticas, defendeu hoje o ex-secretário de Estado do Ambiente Carlos Pimenta, a propósito do filme em que o ex- vice-presidente norte-americano Al Gore alerta para o problema.

A ante-estreia em Portugal do documentário "Uma Verdade Inconveniente" está marcada para terça-feira, em Lisboa, e vai ser seguida de um debate sobre o aquecimento global do planeta.

"O Governo e as pessoas não estão sensibilizados para este problema. Ao longo dos anos, construíram-se quilómetros de auto- estradas, mas manteve-se na ligação ferroviária Lisboa-Porto a mesma velocidade que tinha há 20 anos. O país apostou massivamente nos automóveis quando os transportes são os principais responsáveis pelo aumento das emissões de gases com efeito de estufa", lamentou.

O actual responsável pelo Centro de Estudos em Economia da Energia, dos Transportes e do Ambiente (CEETA) sublinhou ainda que "Portugal é extremamente vulnerável às alterações climáticas".

"Por um lado, porque temos uma enorme linha de costa, onde se concentra a maior parte da população portuguesa, por outro, porque se encontra na transição de dois sistemas climáticos - Atlântico e Mediterrâneo - que vão exacerbar os efeitos da variabilidade do clima", salientou.

O ex-governante alertou igualmente para os "efeitos catastróficos" das alterações climáticas, salientando que podem envolver a deslocação de um número significativo de pessoas e têm impactos significativos na agricultura, turismo e indústria.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Pimenta elogiou o filme de Al Gore, sublinhando que "apresenta o problema de forma muito directa, fazendo passar a mensagem de forma visual e acessível aos leigos".

"O Al Gore tem vindo a alertar para esta questão há muitos anos, considerando que as alterações climáticas são o maior problema da humanidade", afirmou.

Também o especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos enalteceu as imagens do filme, "que mostram o que está a acontecer no planeta, como o recuo dos glaciares, o derretimento da neve nas montanhas, a subida do nível do mar e os fenómenos climáticos extremos como as secas e as inundações".

Filipe Duarte Santos, que liderou o projecto SIAM (Alterações Climáticas em Portugal: Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação), frisou que apesar das alterações climáticas só fazerem sentir os seus efeitos a médio e longo, a situação será irreversível se nada for feito para combater as emissões de gases e a desflorestação.

Portugal, por exemplo, terá de se confrontar com a subida "preocupante" do nível do mar, o aumento das temperaturas médias e a maior frequência de fenómenos extremos, como a seca.

Em Julho, o relatório internacional divulgado pelo Worldwatch Institute sobre o aumento das temperaturas indicava que cinco dos últimos oito anos foram os mais quentes desde 1880.

Na mesma altura, Filipe Duarte Santos revelava que a temperatura média em Portugal havia aumentado 1,5 graus nos últimos 30 anos.

O especialista sugeriu ainda que "Portugal deveria adoptar uma estratégia de adaptação às alterações climáticas porque, tal como os outros países do Sul da Europa, é particularmente vulnerável".

Já em Maio, numa conferência em Lisboa, a responsável pela unidade da Organização Mundial da Saúde para as alterações climáticas tinha alertado que, com o agravamento das altas temperaturas, deveria subir a mortalidade associada ao calor em Portugal.

O cenário, assumido por Bettina Menne como uma das piores hipóteses, referia-se a projecções para 2020, e indicava um aumento para entre 5,8 e 15,1 óbitos por cada cem mil pessoas, tendo como base os actuais níveis de mortalidade, que se situam entre 5,4 e seis por cada cem mil habitantes.

O visionamento do filme de Al Gore, terça-feira, vai ser seguido de um debate que conta com a participação de Filipe Duarte Santos, de Francisco Ferreira, da direcção nacional da associação ambientalista Quercus, e do secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

www.acorianooriental.sapo.pt

Vou esperar e ver o filme.

15 setembro 2006

Forte redução do gelo do Árctico no Inverno



O gelo do Árctico no Inverno diminuiu 6 por cento em cada um dos últimos dois anos, em comparação com 1,5 por cento por década desde o início das observações por satélite, em 1978, segundo um novo estudo. O fenómeno "resulta provavelmente do aquecimento atmosférico devido aos gases com efeito de estufa", considera Joey Comiso, climatologista do Centro Goddard de voos da agência espacial norte-americana (NASA) em Greenbelt (Maryland).
Num artigo que publica na edição de Setembro da revista "Letters of Geophysical Research", o cientista assinala que este fenómeno é acompanhado, no Verão, por um recuo dos glaciares do Árctico de 10 por cento em média, por década, desde 1979. "No passado, a redução dos gelos árcticos no Inverno era nitidamente menos importante por década do que no Verão", sublinha o investigador.
Todavia, explicou, os programas informáticos que simulam os efeitos dos gases com efeito de estufa no aquecimento climático mostram agora que o volume dos gelos árcticos está a diminuir mais rapidamente no Inverno do que no Verão. Até há dois anos, as medições efectuadas pelos satélites continuavam a indicar uma situação normal no Árctico, com uma diminuição mais importante dos gelos no Verão, referiu.
No seu entender, "se este ritmo de redução dos gelos árcticos prosseguir, isso será um indicador de aquecimento climático devido ao crescimento dos gases com efeito de estufa atmosférica". Esse fenómeno "confirmaria pelo menos a nossa compreensão actual da física do sistema climático do Árctico que incorporámos nos nossos modelos informáticos", explicou. Estudos anteriores já tinham mostrado uma tendência para o aquecimento do Árctico no Inverno, com um prolongamento de cerca de duas semanas por ano do período de fusão dos gelos.
Joey Comiso considerou ainda que a continuação da redução dos gelos do Árctico no Inverno poderá ser desastrosa para a fauna marinha devido à destruição do fitoplâncton, a fonte alimentar básica do oceano. Por outro lado, um estudo divulgado quarta-feira pela revista Nature concluiu que "os efeitos da acção do homem no último século ultrapassaram de longe os das mudanças da luminosidade solar nas alterações climáticas", segundo um dos seus autores, Tom Wigley, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica (NCAR).

In Ciência Hoje

Dando continuidade aos últimos "posts", acentuamos cada vez mais a nossa responsabilidade sobre o que se passa no planeta Terra e nas alterações a que estaremos sujeitos brevemente se não alterarmos os nossos comportamentos e não tivermos uma atitude diferente perante o ambiente. É uma questão cívica, moral e ética. Será que andamos demasiado distraídos?
Aqui fica mais um alerta!
Estes textos poderão constituir tema base para debate na escola sobre o tema do ano do projecto Eco-Escola, AS ATERAÇÕES CLIMÁTICAS.

14 setembro 2006

AS EMANAÇÕES DO ASTRO REI NÃO SÃO A CAUSA DO SOBREAQUECIMENTO NO PLANETA



A luminosidade do Sol não teve amplitude suficiente para causar variações climáticas significativas

Revista “Nature”

A evolução da energia libertada pelo Sol não parece ter tido consequências nas alterações climáticas do planeta, pelo menos, desde o século XVII e provavelmente não virão a ter nos próximos milénios, revela um estudo publicado na edição da revista britânica “Nature” amanhã nas bancas.
A luminosidade do Sol, ou a energia que liberta, aumenta ou diminui pouco menos de 0,1 por cento, segundo o ciclo das manchas solares.

Remontando, por extrapolação, aos períodos deste ciclo até ao ano 1000, os investigadores concluíram que as variações foram muito fracas para explicar as alterações do clima na Terra.

“No conjunto, não podemos encontrar provas de variações da luminosidade do Sol de uma amplitude suficiente para causar variações climáticas significativas a uma escala de cem, mil ou mesmo um milhão de anos”, escrevem os autores do estudo, realizado por uma equipa que trabalha em institutos americano, suíço e alemão.

“Durante o último século, a acção do homem ultrapassou, de longe, as alterações da luminosidade do Sol” no que diz respeito às alterações climáticas, explicou um dos cientistas, Tom Wigley, do Centro Nacional para a Investigação Atmosférica (NCAR).

As reconstituições da evolução do clima desde o século XVII mostram uma nítida aceleração do sobre-aquecimento no último século.
In Público


Mais uma achega, tudo leva a crer que é mesmo o Homem o principal responsável pelas "recentes alterações climáticas", alterações que se têm verificado a um ritmo mais acelerado do que o inicialmente previsto.

Há opiniões opostas que demonstram uma possível regulação do sistema, mas não encontrei nada de consistente (no meu modesto entender, de curiosa e interessada).

13 setembro 2006

COMO AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS PODEM AFECTAR A BIODIVERSIDADE



De como as alterações climáticas afectam a biodiversidade

Entrevista com Miguel Araújo

:: 2006-09-12

Miguel Araújo

Miguel Araújo, cientista português que desenvolve o seu trabalho principalmente no Museu Nacional das Ciências Naturais, em Madrid, publicou na semana passada, na Science, um artigo que aborda a questão das alterações climáticas e da biodiversidade. «Nos últimos cem anos o clima da Terra tornou-se mais quente e o regime das precipitações mudou. Podem os biólogos prever os efeitos destas alterações na distribuição das espécies?» Assim começa o trabalho editado por aquela revista. Na entrevista que apresentamos, Miguel Araújo desenvolve as suas ideias a proposta desta questão.

Em que consiste o artigo e quais os principais temas que contempla?

Miguel Araújo - O artigo pretende fazer o ponto da situação no que respeita a ciência das previsões sobre os impactes climáticos na biodiversidade.

Que modelos climáticos são os mais indicados para prever o efeito das alterações climáticas sobre a distribuição das espécies?

M.A. - Esta é uma discussão que ainda tem solução à vista mas, actualmente, o que defendemos é que se deve usar o maior número de modelos possíveis a permitir uma análise aprofundada das incertezas dos modelos. Temos um projecto financiado pela Fundação BBVA que pretende justamente inovar a este respeito.

Que solução ao debate propõe este artigo?


M.A. - O problema dos modelos sobre alterações globais é que fazem previsões sobre eventos que ainda não ocorreram. Por outras palavras, são impossíveis de validar. Uma alternativa é fazer previsões sobre distribuições de espécies no passado usando dados do registo fóssil para validar os modelos. Esta é uma linha de trabalho, inovadora, na qual a minha equipa no Museo Nacional de Ciencias Naturales se encontra a trabalhar.

Quais são, a curto prazo, as principais ameaças sobre a distribuição das espécies?

M.A. - As fontes de ameaça são diferentes para diferentes partes do mundo. Em áreas de alta montanha, a subida das temperaturas na primavera e no verão poderá provocar o degelo dos glaciares, com a consequente perda de habitat para espécies adaptadas a climas alpinos. Na Península Ibérica a maior fonte de ameaça para as espécies é a possível redução das chuvas de Inverno e Primavera. Um artigo que publicamos recente no "Journal of Biogeography" demonstrou que os anfíbios da Península Ibérica poderão estar gravemente ameaçados devido às reduções de precipitação previstas para os próximos 50 anos.

É possível elaborar estratégias para "suavizar" os efeitos da alteração global?

M.A. - Há fundamentalmente duas estratégias. A primeira consiste em tentar minimizar a magnitude das alterações globais usando os mecanismos criados no quadro do protocolo de Quioto. A segunda consiste em incorporar regras no planeamento territorial que incorporem as necessidades das espécies num contexto de alterações climáticas. Se é verdade que já existe alguma consciencialização para a necessidade de reduzir os gases de efeito de estufa para minimizar as alterações climáticas, também é verdade que ainda temos um longo caminho a percorrer para tomar consciência da necessidade de nos começarmos a adaptar a um mundo diferente do ponto de vista climático.

in Ciência Hoje


Muito interessante esta entrevista pelo conteúdo e pela divulgação de mais um trabalho de investigaçãode um português, fora de Portugal, desta vez em Madrid. Foi certamente um trabalho de elevado valor científico dada a sua divulgação na revista Science.

Estmos de parabéns por mais uma vez um investigador protuguês ver o seu trabalho reconhecido. Pena que não seja em Portugal.

Este estudo da relação entre as alterações climáticas e a biodiversidade são um alerta para a necessidade de serem tomadas medidas e acções concretas de modo a que os efeitos se possam minimizar.
Estará o Homem prparado para uma adapatação a alterações tão profundas caso nada ou pouco seja feito? Que presente temos? Que futuros teremos?

12 setembro 2006

ÁSIA E EUROPA QUEREM LUTAR CONTRA ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS



Asem: Ásia e Europa querem lutar contra alterações climáticas mas não dizem de que maneira
11.09.2006 - 16h36 AFP



Os chefes de Governo e de Estado dos 25 países da União Europeia e de 13 países asiáticos, reunidos na cimeira de Asem em Helsínquia, comprometeram-se hoje a lutar contra os efeitos nefastos das alterações climáticas mas não anunciaram qualquer objectivo concreto.

As alterações climáticas ameaçam seriamente o desenvolvimento sustentável e o futuro do planeta”, disseram os responsáveis numa declaração comum, onde afirmaram estar “determinados a agir”.

O Ambiente foi anunciado como um dos temas principais desta sexta cimeira da Asem (Asia-Europe Meeting), realizado ontem e hoje na capital finlandesa. Trata-se de acordar uma “plataforma comum” na perspectiva das negociações nas Nações Unidas para preparar o pós-Quioto, a partir de 2012.

Os dirigentes europeus e asiáticos lembraram que o Protocolo de Quioto continua a dar “um enquadramento internacional apropriado para desenvolver novas medidas contra as alterações climáticas”.

A Asem propõe aprofundar a cooperação internacional e estabelecer novas parcerias a nível de investigação científica para conseguir concretizar os objectivos do Protocolo de Quioto para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Existem “cada vez mais provas científicas sobre os efeitos nefastos das alterações climáticas”, afirmam os dirigentes da Asem. Os Estados Unidos, que recusam ratificar Quioto, salientaram a ausência de provas científicas.

Os dirigentes salientaram que é preciso favorecer “os mecanismos de mercado”, como os mercados de direitos de emissões, e disseram que vão “trabalhar para (concretizar) financiamentos internacionais a fim de estimular os investimentos em energias limpas”.

Mas esta declaração de intenções precisa que cada país deverá seguir as suas próprias orientações. “A luta contra as alterações climáticas apoia-se no princípio de uma responsabilidade comum mas diferenciada sobre as capacidades”, diz o documento.

in Jornal Público

Quanto se deve ter gasto em mais uma cimeira onde 38 países se reuniram para concluirem que é necessário fazer alguma coisa pelo ambiente, que está em causa o futuro do planeta, que os Estados Unidos continuam a não ratificar o protocolo de Quioto por ausência de provas científicas(!!!), que é preciso estimular os investimentos em energias limpas e outras tantas constatações que já passam a banalidades, quanto mais não seja pela constante repetição.
Fico estupefacta qundo não são estabelecidos objectivos concretos, traçadas metas, delineadas estratégias e indicadas penalizações para quem não cumprir. Mas que mundo é este onde reina a hipocrisia e o despesismo inútil?
Provavelmente não estaremos na posse de toda a informação. Quero crer que seja assim.

07 setembro 2006

PROGRAMA ECO-ESCOLAS 2006-2007

Enquanto se procura na escola 0 documento que informa a atribuição do Galardão Eco-Escola 2006, e de acordo com o prometido, vou tentar dar uma explicação simples e concisa sobre o projecto na escola.
O Programa Eco-Escolas detina-se preferencialmente às escolas do ensino básico e pretende encorajar acções, reconhecer e premiar o trabalho desenvolvido pela escola na melhoria do seu desempenho ambiental e ao mesmo tempo gerir melhor o espaço escolar e sensibilizar a comunidade. Pretende estimular o hábito da participação dos mais jovens nas tomadas de decisão e criar as condições para a adopção de comportamentos sustentáveis no quotidiano, a nível pessoal, familiar e comunitário.
Visa contribuir para a criação de parcerias locais na perspectiva de implementação da Agenda 21 Local, seguindo uma metodologia constituída por sete passos:
1. Formação do Conselho Eco-Escola(elementos de toda a comunidade educativa, com elevada participação de alunos)
2. Realização de auditorias ambientais
3. Elaboração de um Plano de Acção
4. Monitorização e avaliação da implementação do plano
5. Realização de trabalho Curricular
6. Divulgação à Comunidade
7. Participação no concurso Eco-Código Nacional e elaboração do Eco-Código da Escola.
A metodologia pressupõe o tratamento de temas base (obrigatórios todos os anos), outros temas a escolher pelo Conselho Eco-Escola e o tema do Ano.
Constituem temas base, a água, os resíduos e a energia. São temas complementares a biodiversidade, a agricultura biológica, os espaços exteriores, o ruído e os transportes. O tema deste ano está focalizado nas ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS.
O Programa é coordenado a três níveis:
Na Escola através do professor coordenador, a nível nacional pela ABAE, com o apoio da Comissão Nacional do Projecto e a nível internacional pela Fundação para a Educação Ambiental (Fee), através de acções que procuram integrar as Escolas portuguesas na rede europeia, incentivando o intercâmbio de experi~encias entre os 25 países da Europa (de momento devem ser mais) que desenvolvem um programa com uma metodologia comum.
Como informação complementar salientamos que na Suécia a implementação do Programa Eco-Escolas constitui já u dos indicadores de sustentabilidade.
A Comissão Nacional do Projecto tem como missão o acompanhamento técnico-pedagógico do programa, apoiar o Operador Nacional, servir de júri ao analisar todas as candidaturas ao Galardão Eco-Escola.
É composta pelas seguintes entidades:
Ministério da Educação - DGIDC, Instituto do Ambiente, Instituto dos Resíduos, Instituto da Água, Instituto da Conservação da natureza, Agência para a Energia, Direcção Geral do Ambiente dos Açores e da Madeira.
Para finalizar resta-me explicar no que consiste o Galardão Eco-Escola: é constituído por um certificado e uma bandeira, atribuído mediante candidatura da escola e demonstração de que se realizou um programa de educação ambiental de qualidade, seguindo a metedologia geral do Programa Eco-Escolas.
Este"post" é dedicado a todos os colegas que desejam participar no projecto, mas que gostam de ter uma visão geral e prévia do mesmo.
Posted by Picasa

06 setembro 2006

DESFLORESTAÇÃO DA AMAZÓNIA - CERCA DE 700 MIL km2


Desflorestação na Amazónia chega a quase 700 mil km²
A área desflorestada na Amazónia até Julho de 2005 era de 699.625 km2, o equivalente a 17,49% do total da floresta e a quase oito vezes o território português, informou hoje o Ministério do Meio Ambiente.

A ministra do Ambiente Marina Silva anunciou também o dado consolidado referente à desflorestação da Amazónia entre Agosto de 2004 e Julho de 2005 - 18.790 quilómetros quadrados, o que corresponde a uma redução de 31 por cento em relação ao período homólogo anterior.

A taxa de desflorestação na Amazónia está, entretanto, em queda e, se as projecções do governo forem confirmadas, haverá uma redução para 16.700 quilómetros quadrados no período 2005-2006.

A previsão para 2005-2006 é de uma queda de 11 por cento na comparação com o ano anterior, mas os dados consolidados só serão divulgados no final do ano, após estudos mais detalhados que levam em conta um número maior de imagens de satélite.

«Na pior das hipóteses, a desflorestação continuará na faixa dos 18 mil quilómetros quadrados», afirmou o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

Na opinião da ministra Marina Silva, os dados revelam que a queda da desflorestação não é episódica, e demonstram uma situação de governação, de acção conjunta de vários órgãos do governo.

«Há um acerbamento da acção predatória, mas há também uma acção incisiva do poder público no combate à desflorestação. Não vamos baixar a guarda. Precisamos combinar acções de controlo com políticas para o desenvolvimento sustentável», ressaltou a ministra Marina Silva.

A organização «Greenpeace» reconhece os esforços do governo, mas considera que as projecções do Ministério do Meio Ambiente indicam ainda uma taxa de desflorestação muito alta.

«Se for confirmada a redução, a taxa será mantida ainda a um nível inaceitável. É importante reconhecer os esforços do actual governo, mas é necessário reduzir a desflorestação a níveis insignificantes», disse à Lusa o ambientalista Carlos Rittl, da Greenpeace.

Na opinião de Rittl, seria significativo se houvesse uma queda da desflorestação de, por exemplo, 40 por cento em relação ao período anterior.

«Mas o que indicam os dados é que houve uma estagnação, e isto comprova que são necessários mais recursos e acções de combate à destruição da floresta de todos os ministérios», acrescentou.

Segundo estudos recentes, a desflorestação, em especial na Amazónia, já responde por 75% das emissões brasileiras de dioxido de carbono, o principal gás de efeito estufa.

Diário Digital / Lusa

05 setembro 2006

GALARDÃO ECO-ESCOLA

Acabei agora de receber uma mensagem da Associação Bandeira Azul da Europa a informar que tinha sido atribuído à nossa escola o Galardão Eco-Escolas.
Este Galardão vem reconhecer, mais uma vez, o trabalho realizado na escola, tendo como preocupação a melhoria do desempenho ambiental e a participação dos alunos nas actividades realizadas.
Este prémio constitui mais um incentivo para a continuidade do projecto na escola, penso eu...
O tema 2006-2007 "As alterações Climáticas" é um tema importante., especialmente premente depois da canícula a que temos estado sujeitos e que nos faz temer o pior em termos futuros.
Agora terei que "vasculhar" todos os recantos possíveis para encontrar esta informação que foi enviada para a escola, mas que ninguém se lembra de ter recebido. É já um hábito esta situação, facto que revela bem o interesse manifestado por este projecto, o que é compreensível este ano pelas inúmeras situações adversas e inesperadas a que a escola tem estado sujeita.
FIB q.b. para ultrapassar estas pequenas anomalias.
No dia 26 de Setembro lá estaremos a receber o galardão, em Torres Novas no Pavilhão dos Desportos e aparticipar em mais algumas pequenas formações que nos vão sendo oferecidas.
Posted by Picasa

VAMOS RECOMEÇAR - O Ambiente espera-nos!

Já chega de férias e de notícias avulsas. Está na hora de começarmos o nosso trabalho.
Embora nada saibamos sobre o tema principal do ano, a ser tratado no Projcto Eco-Escola, nada nos impede de começar com o projecto.
Vamos iniciar o ano com um inquérito - primeira auditoria ambiental. Com os resultados obtidos iremos estabelecer as nossas metas para este ano e as actividades a realizar. temos um vasto leque de possibilidades, assim os recursos e as vontades estejam de feição.
Ontem ouvi falar em FIP em vez do habitual PIB e constatei, pelo que ouvi, que é preciso muito(a) FIP (felicidade interna bruta), que é necessário desenvolvê-la e que educar para o optimismo é necessário, quase uma obrigação e eu acrescento - tudo isto apimentado com uma pitada de cidadania aqui e ali. Obteremos certamente um bom resultado final.
Apelo aqui, para aqueles que habitualmente lêem este blog (muito poucos), para a sua vontade de pôr em prática um projecto que não é importante por si, mas pelo fim a que se destina - o desenvolvimento de uma atitude consciente e actuante em termos ambientais por parte dos nossos alunos.
Penso apresentar neste blog uma súmula do projecto proposto pela FEE Portugal e que é desenvolvido de igual forma em todos os países onde está implantado.
Podem consultar a página www.abae.pt e nela encontrarão inúmeros projectos que podem ser desenvolvidos na escola. Aproveitem bem. Posted by Picasa

01 setembro 2006

DE VOLTA À ESCOLA

Não há dúvida alguma, recomeçam os trabalhos. A Escola fervilha de caras, umas novas, outras antigas, umas expectantes, outras entediadas, outras entusiasmandas...novidades não encontrei muitas. Prenúncio de mais um ano atabalhoado? Quero crer que não! O início é sempre altura de esperança e ainda tenho alguma, apesar de tudo!!! Vamos todos dar o nosso melhor, cientes das dificuldades que vamos encontrar mas, como bons profissionais que somos, certamente saberemos ultrapassar.
Aguardo com alguma expectativa o resultado da atribuição do galardão eco-escola, mas mesmo que não tenhamos sido "galardoados" não vamos perder o entusiasmo que devemos transmitir aos nossos pequenos alunos, prevendo sempre que as novas práticas ambientais possam ser transpostas para casa e assim alargar o âmbito do Projecto Eco-Escola. Vamos aguardar serenamente.