17 fevereiro 2007

2º ANIVERSÁRIO

Parece que foi há tão pouco tempo que a Madalena me iniciou nestas lides dos blogs, mas afinal já lá vão 2 anos. Dois anos em que tenho mantido o empenho e o interesse em aprender e divulgar tudo quanto diz respeito ao ambiente.
O mesmo empenho tem sido dirigido à nossa escola, muitas vezes sem o sucesso pretendido, mas com algumas compensações morais, quanto mais não seja. É bom ouvir a criançada dizer que é importante "ligar ao ambiente", "tratar do ambiente", "limpar o ambiente", enfim uma série de frases repetidas que no fundo, às vezes mesmo lá no fundo, significam que alguma coisa ficou, alguém os despertou para a causa ambiental, alguém os fez acreditar que como cidadãos activos e intervenientes poderão ser um dos elos de uma cadeia, muito complexa, mas capaz de pouco a pouco provocar a mudança. Sim, a mudança não pode ser decretada, tem que ser motivada, envolvendo e responsabilizando os intervenientes na alteração das suas práticas.
Tenho pena que a Escola não acompanhe as mudanças necessárias, concorrendo com o que existe no seu exterior, ou pelo menos contribuindo para preservar o que de bom já existe. Perdemos muitas vezes uma boa interiorização de boas práticas pelo desmorenar de toda uma irresponsável atitude, desperdiçada em actos completamente contrários e, mais grave, inconscientes , e que levam a práticas evidentes do contrário que foi explicado.
Já perdi o ânimo muitas vezes, mas afinal, basta que pelo menos alguns mudem para que haja mudança e é esse interesse, esporádico, mas muitas vezes sincero, altruísta, competente e actuante, que me leva a continuar.
Um agradecimento especial a todos estes colegas e alunos que ao longo de cinco anos têm contribuído para que a escola seja considerada uma escola que, pelo menos, se preocupa com o ambiente e envolve os seus alunos nas tomadas de decisão. Um agradecimento especial à professora Fátima Baião que mantém a Horta Escolar como um exemplo para muitas escolas, empenhando-se sempre em mantê-la em bom estado, trabalhando e motivando os alunos de igual modo para esse trabalho tão relevante e tão pouco valorizdo.
Este ano foi dedicado até agora ás alterações climáticas, especialmente através de uma recolha de informação que já está disponível na escola para qualquer elemento da comunidade escolar.
Daqui para a frente irei diversificar os temas, não descurando nunca as alterações climáticas, tema do ano, no Projecto Eco-Escola.
Algumas actividades poderão ser consultadas no site da escola:www.eprep-montijo.rcts.pt
Parabéns a todos os que quiseram contribuir para o desenvolvimento deste blog.
Espero poder continuar, mesmo sem os comentários que poderiam dar uma ajuda e algum alento para o seu desenvolvimento.

14 fevereiro 2007

Parlamento Europeu quer produção de resíduos estabilizada até 2012




De acordo com um relatório hoje apreciado no hemiciclo de Estrasburgo, a ideia é «minimizar os impactos ambientais e sanitários gerais decorrentes da geração e gestão dos resíduos» e «contribuir para a redução da utilização dos recursos».

Nesse sentido, o Parlamento Europeu advertiu que os 27 países devem adoptar medidas de modo a respeitar uma «hierarquia» que contempla cinco fases: a prevenção e a redução da produção de resíduos, a reutilização, a reciclagem, outras operações de valorização e, por fim, uma eliminação dos resíduos segura e compatível com o ambiente.

Tipo de Fonte: Informação on-line
[2007-02-13]

Alain Prost em Portugal para defender BIOETANOL


PROJECTO
Alqueva vai produzir bioetanol (2004)

ROBERTO DORES
ÉVORA

Cerca de cem milhões de litros anuais de bioetanol poderão ser produzidos a partir da zona de influência da albufeira de Alqueva, através da fermentação alcoólica dos açúcares da beterraba e dos cereais. Uma notícia muito bem acolhida no Alentejo, e cuja concretização promete ter um grande impacte económico numa das regiões mais desfavorecidas do País. A revelação surgiu num estudo, ontem divulgado na conferência «Energia e Ambiente», que considera ser o Alentejo uma área privilegiada para a produção dos chamados combustíveis «amigos do ambiente».

Durante dois dias, Beja debateu as energias renováveis, um potencial a explorar a partir do maior lago artificial da Europa, concluindo-se, com base no estudo levado a cabo pela ESAGRI, a pedido da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva, que existe uma zona de 47 mil hectares vocacionada para a produção de bioetanol. Para tal, será necessário investir 60 milhões de euros na construção de uma «destilaria mista».

In Diário de Notícias 2004


V Congresso do Milho
Alain Prost em Portugal para defender bioetanol

O uso de bioetanol nos carros é uma solução de futuro, fácil de adaptar em termos tecnológicos, barata e que permite defender o mundo rural. Esta é a principal mensagem que o antigo campeão de Formula 1, Alain Prost, veio defender no V Congresso do Milho, que decorre em Lisboa.
Como presidente de uma associação francesa que junta agricultores, indústria e construtores de automóveis — o Group Flex Fuel —, Prost pretende dar conta da experiência que no seu país permitiu criar uma fileira ligada aos biocombustíveis — sobretudo ao bioetanol — para dar resposta aos novos desafios ambientais e energéticos que a Europa enfrenta.

"Houve, desde o início do processo, uma grande vontade política para incentivar o bioetanol, em que se tomaram medidas para incentivar o investimento no sector", disse o piloto aos jornalistas. Em França, a principal matéria-prima usada é a beterraba, enquanto em Portugal, será o milho que teria mais possibilidades para fazer face à procura. Mas, para isso, é necessário "uma grande vontade política", voltou a sublinhar Prost.

Uma vonta que os produtores de milho dizem não existir em Portugal. "Só temos três alternativas: importar matéria-prima para a produção de bioetanol, fazê-lo com produtos nacionais ou comprar o produto acabado e esta última parece ser a prioridade do Governo", criticou Luís Vasconcellos e Souza, presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo.

Segundo Proust, França irá colocar no mercado, durante este ano, entre 20 e 40 mil viaturas flex-fuel, isto é, carros que tanto andam a combustível normal como a etanol, uma solução já muito utilizada no Brasil. Para o ano, a ideia é chegar a 100 mil viaturas.

O antigo campeão considera que o mundo das corridas deve também dar o seu contributo para a visibilidade dos combustíveis alternativos. "Estou a trabalhar com a Federação para preparar um regulamento para que a F1 dê o exemplo", adiantou.

Prost tem também projectos demonstrativos para pôr em prática no 24 horas de Le Mans.
In Público 13-02-2007

Uma vontade política, planeamento de curto,médio e longo prazo, incentivos à agricultura e sobretudo acautelar os preços das rações para animais que, com o desvio da utilização de cereais para outros produtos, vai inflaccionar certamente os preços das matérias primas e de toda a cadeia que se segue.
Portugal tem directivas comunitárias a cumprir, mas os agricultores devem estar informados do que se pretende e saber de uma vez por todas se Portugal poderá ter dimensão para vir a ser um país agrícola. É uma decisão política que deve ser tomada para não serem desperdiçados de forma inglória mais subsídios.

07 fevereiro 2007

PROPOSTA DE REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE CO2 NO SECTOR AUTOMÓVEL



Barroso apresenta proposta 'vinculativa' para reduzir CO2


O presidente da Comissão Europeia afirmou ontem que a proposta de redução das emissões de gases poluentes dos automóveis a apresentar hoje será vinculativa e resulta de um "consenso" no executivo comunitário que deverá agora alargar-se aos 27 Estados membros. O órgão dirigido por Durão Barroso apresenta formalmente hoje, em Bruxelas, a sua proposta de redução das emissões de dióxido de carbono no sector automóvel, que apontará para a redução máxima até 2012 de 120 gramas/km das emissões das viaturas vendidas na Europa. A proposta, que assumirá força de lei assim que houver acordo entre os Estados membros, surgiu na sequência do incumprimento do acordo voluntário estabelecido entre os maiores construtores automóveis em 1998/99.

Ontem, Durão Barroso minimizou o "braço-de-ferro" entre os comissários do Ambiente, Stavros Dimas, partidário de um acordo vinculativo, e o da Indústria, Günter Verheugen, favorável a um pacto "voluntário", comentando que espera "que os Estados membros consigam alcançar tão facilmente um consenso". Questionado sobre eventuais cedências à indústria automóvel - o sector não será o único responsável na redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) para um máximo de 120 gramas por quilómetro - , Barroso negou peremptoriamente. "Até este momento havia um acordo voluntário" e passará a haver um vinculativo, com "legislação que vai obrigar" a que as emissões não passem o limite fixado, defendeu o presidente da Comissão.

"Não há recuo nenhum. O que há, isso sim, é ter em consideração que não devemos pôr todo o peso nas inovações tecnológicas dos carros, mas também por exemplo nos combustíveis e nou-tros factores, como os pneus, que também podem contribuir para uma menor emissão", afirmou. Em declarações a jornalistas portugueses em Bruxelas, Barroso acrescentou que "foi nesse sentido que se alcançou um consenso na Comissão, que quer ver agora atingido entre os 27". "Só espero que os Estados membros consigam tão facilmente como nós esse consenso", afirmou.

A associação alemã da indústria automóvel pediu ontem que "seja evitado" o estabelecimento de uma quota máxima de CO2 que não tenha em consideração o tipo de veículo. A associação considera que a indústria automóvel alemã "fez grandes progressos" na protecção do meio ambiente, tendo baixado as emissões em 25% desde 1990.

06 fevereiro 2007

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: Portugal Inadaptado


Alterações Climáticas: Portugal Inadaptado
O painel intergovernamental para as alterações climáticas, reunido em Paris, apresentou na passada semana um relatório que corrobora as maiores preocupações vindas a público nos últimos anos.
Hélder Spínola*

As alterações climáticas já se fazem sentir e o grande desafio da próxima década é o da minimização. Minimização da intensidade do próprio aquecimento global, reduzindo ao máximo as emissões de gases com efeito de estufa, e minimização das consequências desse mesmo aquecimento global.
Portugal, para além de estar a perder a batalha da redução das emissões de gases com efeito de estufa, continua a ignorar a urgência da sua própria adaptação às alterações climáticas. As zonas sensíveis do litoral continuam a ser pressionadas com mais construção, pouco tem sido feito para travar a desertificação dos solos, a gestão dos recursos hídricos ainda não consegue evitar enormes desperdícios nem a degradação da sua qualidade e as medidas estruturais para a redução do risco de incêndio na floresta tardam em se efectivar.
Se Portugal continuar distraído e não desenvolver as necessárias medidas de adaptação sofrerá profundamente nas próximas décadas em termos ambientais, económicos e sociais.

*Presidente da Direcção Nacional da Quercus
www.quercus.pt

Este último parágrafo é de extrema importância. Portugal para além de não estar a cumprir as metas a que se propôs e como não apostou nos últimos anos em inovação e desenvolvimento, corre o risco de deixar de ser competitivo, se é que já o foi, e de entrar num mercado de emissões de GEE em posição muito desconfortável. Sofreremos as agruras do clima e o desespero económico. Seria uma boa aposta no desenvolvimento da indústria automóvel, geradora de mercados de componentes, onde novas tecnologias poderiam ser empregues. Seria um desafio que poderia trazer mais emprego e maior produtividade. Mas, não vislumbro que seja essa a opção ou então ando a ver mal.
Não sei se terei razão, mas a verfdade é que não vejo empenho nem motivação em Portugal para levarem este problema a sério.

05 fevereiro 2007

A SAUNA DO ÁRTICO


PARA QUEM QUISER COMENTAR!

PLANETA VAI AQUECER DURANTE SÉCULOS


Conclusões do relatório apresentado em Paris (IPCC, ONU)


Rajendra Pachauri diz que documento ultrapassa investigações anteriores
Especialistas mundiais em alterações climáticas afirmaram hoje que o aquecimento global é "inequívoco", continuará durante séculos e "muito provavelmente" tem causa humana. O aquecimento global fará com que até 2100 o planeta aqueça entre 1,8 e 4 graus Celsius, o que fará subir o nível dos mares até 58 centímetros e multiplicar as secas e as vagas de calor.

Estas são as principais conclusões do relatório hoje apresentado em Paris pelos 500 delegados do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, após quatro dias de intensas negociações. Os peritos basearam as suas conclusões no conjunto das investigações científicas realizadas nos últimos seis anos para e actualizar e corrigir os dados do seu anterior relatório, de 2001.

Para o presidente do painel, Rajendra Pachauri, trata-se de "um documento muito impressionante que vai vários passos além das investigações anteriores" , e, segundo a cientista Susan Dolomon, representante do governo norte-americano , "não há dúvida de que o aumento dos gases com efeito de estufa é dominado pelas actividades humanas".

Segundo uma síntese do relatório, intitulada "Resumo à Atenção dos Decisores", o aumento da temperatura global será muito diferenciado conforme as regiões, podendo ser multiplicada por dois nos pólos, por exemplo.

Mares sobem mais de meio metro

A subida dos termómetros fará subir também o nível dos mares entre 18 e 59 centímetros e estará na origem de múltiplos fenómenos extremos, como vagas de calor, episódios de seca e precipitações intensas cada vez mais frequentes que poderão provocar a deslocação de cerca de 200 milhões de refugiados climáticos daqui até ao fim do século.

É muito provável, segundo os autores do relatório, que a quantidade de precipitação aumente nas maiores latitudes e diminua na maior parte das zonas subtropicais (cerca de 20% em 2100), de acordo com as tendências observadas. O aquecimento será maior nos continentes do que nos oceanos e nas latitudes norte, e menor no sul e em partes do Atlântico norte.

Este quarto relatório do IPCC, criado em 1988 pelas Nações Unidas, refere que a temperatura global irá aumentar 0,2 graus por década devido às emissões de gases com efeito de estufa já lançadas para a atmosfera, e que não será possível impedir a continuação desse aumento a um ritmo de 0,1 graus por década, mesmo se essas emissões ficassem nos níveis de 2000.

CO2 mais elevado em 650 mil anos

As concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, sublinham os especialistas, nunca foram tão elevadas desde há 650.000 anos. O aquecimento previsto reduzirá a cobertura de neve e as calotes polare s, e não se exclui a possibilidade de o gelo do Pólo Norte se derreter completamente em finais do século.

Este relatório do IPCC tem por objectivo ajudar a fundamentar com bases científicas a resposta dos dirigentes do planeta ao aquecimento global, nomeadamente no quadro do Protocolo de Quioto. O painel científico deverá divulgar nos próximos meses outros relatórios sobre o impacto do aquecimento global, as formas de o mitigar e um documento final de síntese, a aprovar em Novembro em Valência (Espanha).

In Ciência Hoje
02-02-07

02 fevereiro 2007

AS MONTANHAS VÃO FICAR MAIS QUENTES




Estudo em que participou Miguel Araújo aponta para um século XXI apoquentador
2007-02-01

Miguel Araújo admite extinção de espécies alpinas
Miguel Araújo admite extinção de espécies alpinas
Miguel Araújo, titular do «Departamento de Biodiversidad y Biología Evolutiva en el Museo Nacional de Ciencias Naturales (CSIC)», Madrid, é co-autor de um estudo desenvolvido por uma equipa de geógrafos e biólogos, dirigidos pelo investigador David Nogués, que avaliou o aquecimento climático relativo ao século XXI para todos os sistemas montanhosos do mundo e resumiu os possíveis impactos ecológicos, hidrológicos e socio-económicos que podem acontecer. O estudo, publicado no último número do «Journal of Global Environmental Change», conclui que durante este século o aumento da temperatura nas montanhas será mais do dobro do que no século XX.

Entre os futuros impactos, encontram-se, por exemplo, a possível extinção de espécies alpinas: “algumas destas espécies podem não encontrar no futuro as características ecológicas de que necessitam para a sua sobrevivência”, afirma Miguel Araújo.

Segundo os cientistas, os impactos para os recursos hídricos estarão relacionados com a redução ou desaparecimento dos glaciares e das camadas de neve, tanto na sua duração ao largo do ano, como na sua espessura. Isso pode influir numa maior variação dos caudais dos rios, a possível modificação dos padrões de gestão da água nas represas e uma maior instabilidade na produção de energia hidroeléctrica.

Os investigadores sublinham também que o aquecimento será maior para aquelas cordilheiras situadas nas zonas polares e boreais do que para as tropicais. Sem embargo, a magnitude do aquecimento não é a única questão que há a ter em conta; como afirma Juan Pablo Martínez Rica, investigador do Instituto Pirenaico de Ecologia (IPE) e também autor do artigo, “a alteração climática nas cordilheiras pode afectar mais severamente as situadas nos países pobres que têm una menor capacidade adaptativa face às alterações que se avizinham”.

In Ciêbncia Hoje