29 outubro 2005

PROGRAMA ECO-ESCOLA


GALARDÃO ECO-ESCOLA 2005
A Escola Básica do 2º Ciclo D. Pedro Varela é de novo uma eco-escola. É um incentivo à continuidade do trabalho iniciado há 4 anos. A tarefa apresenta-se difícil neste ano lectivo pelas razões que são do conhecimento, pelo menos dos professores, principais interessados numa escola que propicie aos seus alunos os instrumentos que lhes permitam construir um futuro mais saudável, com melhor desempenho ambiental. Não sei como vamos conseguir cumprir a metodologia do programa, formar um Conselho Eco-Escola, realizar uma auditoria ambiental, elaborar um plano de acção exequível, monitorizar e avaliar o decorrer do plano de acção, proceder à interligação curricular, conseguir a informação e o envolvimento da comunidade local, elaborar os Eco-Códigos, para além de outras tarefas não explicitadas, mas que estão implícitas no desenvolvimento criterioso do Programa.
Coloco as seguintes e habituais questões:
Quando?
Onde?
Com quem?
Com o quê?
Para quem?
Numa sociedade onde cada vez mais se trabalha por objectivos, este é um objectivo indispensável numa escola que se preocupa com o futuro. Há sempre constrangimentos para que se alcancem os objectivos, sendo também um objectivo a eliminação desses constrangimentos, quanto mais não seja por omisssão. Tarefa que me parece intransponível no actual contexto...lei é lei! Que fazer então? Sinto-me a navegar sem rumo e num barco sem remos e sem motor!
Aceitam-se sugestões, construtivas...como sempre! Posted by Picasa

Patrimónios

Patrimónios, uns melhorados, outros renovados e outros novos! E o património humano? Desapareceu! Numa antiga vila, hoje cidade, à meia noite ou a qualquer hora da noite, era sempre possível encontrar alguém, especialmente nesta bela Praça da República, hoje adulterada com um café (não visível na foto) que nada tem a ver com o património arquitectónico. Moderno, mas aberrante na sua localização e no contraste de gosto duvidável. Enfim vivemos com o que temos. Contudo, tenho pena que a VIDA tenha acabado na Praça da República. Culpa de quem? De todos, de quem fica a ver televisão, de quem permitiu a instalação de Bancos em toda a praça, desaparecendo os locais tradicionais de convívio. É pena que um recurso excelente em termos de localização e beleza não seja disfrutado pela população.
Estamos a descurar o património cultural humano. Aceitam-se sugestões! Posted by Picasa

24 outubro 2005

HORTA ESCOLAR


Recomeçaram os trabalhos na horta escolar, desta vez com as necessárias preparações prévias, eliminação de infestantes, mobilização e adubação do terreno.
Contamos com a colaboração de um funcionário do Centro de Emprego e sobretudo de uma professora recentemente colocada na escola que tem mostrado todo o seu empenho no arranjo da horta, com os seus alunos, deslocando os garotos ao local e fazendo a necessária interligação curricular.
Este é um dos projectos que estão a decorrer na escola, o qual já obteve um sucesso de assinalar no ano passado, com os produtos hortícolas sem aditivos químicos que foram disputados por todos.
Hoje foi também aberto o compostor e dele se retirou o composto necessário para uma pequena parte da horta.
O objectivo da manutenção de uma horta escolar é fomentar a agricultura biológica e dignificar a profissão de agricultor, tão mal tratada nos nossos dias. Lamentamos que o tempo esteja compartimentado em sectores que não permitem que haja um trabalho contínuo, mas esperamos ainda conseguir que o canteiro das plantas aromáticas venha a ter um local adequado, numa área priviligiada da escola, num dos inúmeros espaços sem qualquer aproveitamento.
Tudo se consegue quando há vontade e quando não é uma imposição. A horta, o pomar e o canteiro de aromáticas são disso exemplo.
 Posted by Picasa

20 outubro 2005

QUE OS SANTOS NOS PROTEJAM

SANTO ANTÓNIO, SÃO PEDRO E SÃO JOÃO
(AVEIRO)

Cheguei agora da reunião, do órgão máximo da escola, a assembleia, mas estou estupefacta com o que vi e ouvi. Claro que não vou relatar, mas pela primeira vez me pareceu que não será mais aquele órgão “postiço, como lhe chamaram durante muitos anos. Foram tratados assuntos pertinentes, ouve discussão, lançaram-se propostas e venceu o bom senso e a tolerância. Perdeu a falta de diálogo, a intolerância e o “non sense”. Estão criadas as condições para que este órgão, essencialmente de consulta, seja mais eficiente no auxílio e acompanhamento da vida da escola, da sua gestão e administração. Espero não me desiludir amanhã. Espero ver caras mais alegres, melhor ambiente, eficiência no aproveitamento do tempo, um recurso que por vezes é escasso e mal aproveitado. Em conjunto tentaremos tornar os espaços mais agradáveis, escreveremos a quem no possa propiciar locais de trabalho e equipamentos. Só assim tornaremos a escola o local onde preferencialmente se deve ter em em conta os alunos e os professores, crendo que este par estabelece uma relação biunívoca.

Ecocoisas, etc. é também um local de discussão. Quem quiser pode deixar aqui a sua mensagem. Uma crítica construtiva é sempre bem recebida, não esquecendo que o erro é o princípio de uma aprendizagem segura.
Brevemente darei algumas dicas sobre os instrumentos que podemos utilizar para equilibrarmos a nossa vida e obtermos o sucesso que todos pretendemos.
Posted by Picasa

16 outubro 2005

AVEIRO - PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO

SALINAS EM FUNCIONAMENTO

Fotografia TL

12 outubro 2005

COISAS

Eco-Coisas?


Que grande baralhada! Trabalho a metro?
Não consigo ver o objectivo, nem o objecto!
Ah! Uma alma iluminada traz a chave. Vamos todos tentar abrir o segredo.
Oh! Alguém não deixa.
Arrumamos o assunto, tapa-se e não se "pensa" mais nisso.
Vamos rumar a outro país!

Parece uma brincadeira, mas não é.
É grave o que se passa.
Insiste-se em começar sempre a casa pelo telhado. Ora a natureza não se compadece com estes arquitectos e um dia a casa vem abaixo.

Apelidam-nos de imitadores. Pronto, tudo bem, vamos prometer só imitar aquilo que comprovadamente saiu bem, nada de experiências. O débil estado não aguenta mais do mesmo.

Vamos todos ajudar a preservar o que é bom, inovar para o que é bom, experimentar o que comprovadamente é bom, aproveitar o que há de bom, criar de novo e bem, aproveitar eficientemente sinergias. Porquê o contrário? Pura loucura, criar a revolta nas hostes! Qual o fim? Para quê? A quem serve?

Estará salvaguardada a tão almejada qualidade?
Pôr mais remendos?
Porque não começar de novo? Do princípio?

Todos iguais? Como? Que desperdício! Haja respeito pelas diferenças, aproveitem-se as diferenças. Estimule-se a criatividade, louve-se o empenho, aproveite-se eficientemente o tempo. Lutemos por resultados eficazes. Sejamos proactivos.

Não há tempo a perder, corremos o risco de perdermos as hostes. Qualquer dia arriscamo-nos a passar de país de imigração a emigração. Fazemos as malas (já não são de cartão) e vamos embora, à procura de quem nos respeite...pelo menos!

O clima está abafado, chuvoso, o ar poluído. Vamos trabalhar por uma ambiente mais ecológico, mais limpo, mais harmonioso.

 Posted by Picasa

08 outubro 2005

TRISTEZA

REVOLTA

Porquê sem pre os melhores?
Tristeza, revolta, ...resignação? Não sei bem. Mais uma vida se perdeu. Uma vida simples, mas boa, verdadeira. Não merecia tamanho sofrimento, ela que sempre foi a alma do seu local de trabalho, que resolvia todos os problemas sem aborrecer ninguém, que tinha sempre uma boa palavra. Mais uma injustiça divina? Talvez não. Agora está em paz, longe deste diabólico mundo em que vivemos. Foi poupada a um futuro incerto, à loucura quase generalizada que parece ser o normal dia a dia. Podia e devia ter sido de outra forma, não merecia tamanha provação. Presto a minha homenagem à D. Manuela, funcoinária da escola, com quem directamente trabalhei. Espero sinceramente que se encontre noutro mundo, mais justo e que aí consiga ser feliz.

ZÉ POVINHO

(Fotografia minha)
(Texto retirado de www.citi.pt)

De calças remendadas e botas rotas, é a eterna vítima dos partidos regenerador e progressista, dando a vitória a uns ou outros em época eleitoral. Usando como expressão corporal o manguito e a mão coçando aflita a grenha farta, foi sem dúvida um trunfo na denúncia duma economia capitalista frouxa nas páginas d'A Lanterna Mágica, berço da genial criação do símbolo do povo português. O sucesso obtido foi tal que Bordalo acabou por recriar no barro, em tinteiros, cinzeiros e apitos, a figura-símbolo do povo português ao lado da inseparável Maria da Paciência, velha alfacinha alcoviteira.

«Crescido, Zé Povinho correspondeu perfeitamente às esperanças que n'elle depositaram os solicitos poderes do reino. Como desenvolvimento de cabeça elle está mais ou menos como se o tivessem desmamado hontem. De musculos, porém, de epiderme e de coiro, endureceu e calejou como se quer, e , cumprindo com brio a missão que lhe cabe, elle paga e súa satisfactoriamente. De resto, dorme, resa e dá os vivas que são precisos. Um dia virá talvez em que elle mude de figura e mude tambem de nome para, em vez de se chamar Zé Povinho, se chamar simplesmente Povo. Mas muitos impostos novos, novos emprestimos, novos tratados e novos discursos correrão na ampulheta constitucional do tempo antes que chegue esse dia tempestuoso.
Por tudo pois, ao resumirmos n'estes leves traços, a interessante historia de Zé Povinho, o nosso parabem cordeal a seus sabios e carinhosos paes ós Publicos Poderes.»

João Ribaixo (Ramalho Ortigão)


Deixo à consideração de cada um a fidelidade da preservação desta figura e do que ela simboliza.

01 outubro 2005

Câmara Aposta na Educação Ambiental

Em 4 de Junho de 2005 lemos no Jornal do Montijo a notícia animadora porque esperávamos "CÂMARA APOSTA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL". Esperamos que a parceria esteja já formalizada para que muito brevemente possamos, em conjunto, de uma forma mais frequente e eficaz, tratar com a seriedade que a situação o exige, os problemas ambientais da nossa cidade.
Nunca é demais lembrar que a Escola tem dedicado muitos dos seus recursos ao desenvolvimento do Projecto Eco-Escola, dentro de uma metodologia que, embora flexível, tem os seus passos muito explícitos.
Há já alguns anos que no início do ano lectivo renovamos a nossa incrição no Programa, pedindo sempre a declaração explícita da autarquia de que apoia a implementação do Projecto.
Segue-se a formação de um Conselho Eco-Escola, na qual estão representados os vários intervenientes da comunidade educativa, os alunos, os professores, os auxiliares de acção educativa, a autarquia, os representantes dos pais e encarregados de educação e outras entidades que se interessam pelo futro das gerações que agora pisam os terrenos da escola. Começa aqui a primeira dificuldade pois nem sempre é fácil conseguir que entidades externas à escola, mas directamente interessadas na comunidade escolar aceitem perder (ou ganhar) algum do seu tempo na elaboração de planos a executar e na supervisão dos mesmos.
Esperamos que neste ano, em que todos estão tão implicados na vida da escola, nem que seja através dos meios de comunicação, aceitem participar, fazer, experimentar e avaliar o que lá se faz, não perdendo de vista o objectivo principal, modificar hábitos e atitudes que possam levar à preservação ambiental sustentável. Vamos continuar a preparar o FUTURO.

BICICLETAS NA HOLANDA

O MEIO DE TRANSPORTE NA HOLANDA

UNIVERSIDADE DE ECONOMIA EM TILBURG

AMSTERDÃO


TRANSPORTES

NÃO É PROVOCAÇÃO

A imagem é e não é uma provocação. A cidade não tem transportes ferroviários (nem comboio, nem metropolitano). Sob este aspecto é uma provocação. Logo esta se desvanece quando pensamos na extensão actual e na planura das vias e acessos da cidade. A tal não obriga. Pensemos no futuro a médio prazo. Quando a cidade se estender para outras zonas do concelho, atravessando mesmo outros concelhos, teremos ao nosso dispor que tipo de transportes? Será um assunto a pensar com a devida antecedência, caso contrário ver-nos-emos confrontados com os recursos mais fáceis, mas mais poluentes, os veículos motorizados.
A cidade é plana, propícia ao uso da bicicleta, as ciclovias começam a existir, mas as mentalidades não mudaram. Aliás ainda não entendi muito bem se são ciclovias ou pedovias. Há diferenças no seu uso e regras bem diferentes. Não podem ter uma utilização bivalente.
Como fazer? Porque não "copiar" o que já exite de bom noutras cidades do país e da europa.
A Holanda é um exemplo, talvez resultante de uma necessidade de excesso populacional em algumas cidades. Aí existem pedovias e ciclovias e quando coexistem há regras para a sua utilização.
Nas Universidades não se vêem os estudantes a chegarem às aulas de carro, mas sim de bicicleta e muito menos nas escolas secundárias.
Por cá, continuamos alegremente a utilizar as viaturas para chegar ao destino. Será por hábito ou falta de alternativa?
Na Escola Básica do 2º Ciclo D. Pedro Varela vamos tratar este tema, aliás tema do ano no Programa Eco-Escolas. Quem sabe se os nossos alunos terão uma solução para o assunto?
A ver vamos, mas qualquer sugestão é sempre bem aceite por quem queira registar o seu comentário neste blog.