28 março 2008

SHUTTEE ENDEAVOUR - Station, Moon and Earth

Homecoming
In the 16th night landing at NASA's Kennedy Space Center, space shuttle Endeavour touches down on Runway 15 to end the STS-123 mission's nearly 16-day flight to the International Space Station.

The landing was the second opportunity after the first was waved off due to cloud cover over the Shuttle Landing Facility. The STS-123 mission delivered the first segment of the Japan Aerospace Exploration Agency's Kibo laboratory and the Canadian Space Agency's two-armed robotic system, known as Dextre.

Image Credit: NASA/Kim Shiflett

Station, Moon and Earth


Framed by components of the International Space Station, a full moon is visible in this view above Earth's horizon and airglow. This image was taken during the STS-123 mission while the space shuttle Endeavour was docked with the station for a 16-day mission.

Image Credit: NASA

URBKLIM Project -Climate and urban sustainability

URBKLIM Project

Climate and urban sustainability
Perception of comfort and climatic risks

Conferência Internacional "Cidades e alterações Climáticas

Conferência Internacional "Cidades e alterações climáticas", organizada pelo Centro de Estudos GeográficosUniversidade de Lisboa, a decorrer na Faculdade de Letras de Lisboa, a 15 e 16 de Maio.
Estão abertas inscrições (até 7 de Abril) para apresentação de posters sobre os temas da conferência. Instruções para envio do resumo em www.ceg.ul.pt/urbklim/index.html
As cidades são particularmente vulneráveis às alterações climáticas, por aí se concentrarem população, infra-estruturas e actividades. Por outro lado, o espaço urbano cria o seu próprio clima, originando condições específicas, adversas ou vantajosas. É portanto urgente que nos preparemos para os impactes combinados das alterações climáticas globais e urbanas. Nas cidades, existe potencial para promover soluções inovadoras e para uma eficaz capacidade de actuação.

No colóquio, propomos o desafio de fazer o ponto da situação, tentando entender como se cruzam estes fenómenos a escalas muito diferentes, quais as suas interacções e quais as consequências que devemos esperar. Foram convidados especialistas em diversos temas para discutir as consequências ambientais, sociais e económicas das variações climáticas em Portugal, com ênfase particular no meio urbano.

Algumas medidas concretas de ordenamento do território para adaptação às alterações climáticas projectadas para as cidades serão igualmente debatidas. Serão apresentados os principais resultados dos dois primeiros anos do projecto Urbklim, (http://www.ceg.ul.pt/urbklim/index.html), nomeadamente no que diz respeito à percepção do conforto bioclimático em espaços públicos exteriores e aos riscos
associados a extremos climáticos na cidade de Lisboa. Este projecto pretende contribuir para um planeamento e ordenamento do território, adequado às características específicas da cidade.
CienciaPT

26 março 2008

CO2 DIMINUI AS HABITUAIS DEFESAS QUÍMICAS DE ALGUMAS PLANTAS


Aumento de CO2 destrói defesas das plantas contra insectos
Um estudo publicado esta semana pela Proceedings of the National Academy of Scientes revela que o CO2 diminui as habituais defesas químicas de algumas plantas contra os insectos que comem as suas folhas, destruindo assim as colheitas. Uma equipa de investigadores da Universidade de Illinois fez um trabalho pioneiro sobre impacto do aumento de dióxido de carbono numa plantação local de rebentos de soja. As conclusões demonstram que as alterações do planeta são afinal mais multifacetadas do que se podia pensar.

Desflorestação e queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás, são algumas das causas para o aumento dos níveis de CO2 na atmosfera desde os finais do século XVIII.


Segundo Evan DeLucia, biólogo e co-autor do estudo: "Actualmente o CO2 na atmosfera corresponde a 380 partes por milhão. No início da Revolução Industrial era 280 por milhão e mantinha esse valor há pelo menos 600 mil anos, mas provavelmente há milhões de anos atrás".

Agora,estudos elaborados por modelos de previsão sugerem que o dióxido de carbono na atmosfera chegará às 550 partes por milhão no ano 2050 e a rápida industrialização de países como a Índia e a China pode acelerar estes valores.

O estudo agora publicado, conduzido por Mary Berenbaum, entomologista da Universidade de Illinois e motivado pela preocupação com o aumento do dióxido de carbono, resulta de uma investigação num laboratório ao ar livre, que permitiu expor uma área de uma plantação de rebentos de soja a diferentes níveis de CO2 e ozono da atmosfera, sem isolar as plantas de outros factores ambientais como a precipitação, a luz do dia e os insectos.

CO2 elevado acelera a fotossíntese

Os investigadores sabiam que o CO2 elevado acelerava a fotossíntese e aumentava a proporção dos carboidratos relativamente ao azoto nas folhas das plantas, mas queriam perceber qual o impacto desta alteração sobre os insectos que se alimentam destas folhas.

Quando expuseram o campo de rebentos de soja a níveis elevados de dióxido de carbono o efeito verificaram que as plantas na área da investigação tinham sido mais devastadas por insectos do que as restantes. Uma análise mais detalhada concluiu que os rebentos de soja que tinham crescido com elevado CO2 tinham atraído muito mais insectos como o Besouro-japonês (Popillia japonica), crisomelídeos e pulgões.

Segundo os investigadores, as lagartas e outras larvas precisam de azoto para crescer e formar tecidos novos, mas os insectos adultos conseguem sobreviver e reproduzir-se com uma dieta à base de carboidratos. Fazia então sentido, explicou DeLucia, que os insectos adultos migrassem para a área da plantação em estudo.

Será que o nível de carboidratos explica todo o efeito?

A pergunta levou a equipa a realizar um novo estudo que analisava os besouros em três áreas distintas da plantação, expostas a condições diferentes: uma com CO2 elevado, outra com baixo CO2 e outra também com o nível CO2 baixo mas com o nível de carboidratos reforçado artificialmente.

De acordo com o estudo, os besouros na primeira área, sujeitos ao CO2 elevado, viviam mais tempo, logo produziam mais ovos do que aqueles que estavam num ambiente com menos CO2 ou do que aqueles que tinham uma dieta enriquecida em açucares.

"Pensávamos que os açúcares eram os grandes responsáveis pelos insectos estarem a comer mais folhas mas, ainda que isto seja verdade, não são os carboidratos que os levam a viver e a reproduzir-se mais", salienta DeLucia.

CO2 elevado inibe a produção de hormona defensiva que impede digestão das folhas

A equipa estudou então as vias de sinalização hormonais das plantas, com destaque para o químico defensivo produzido pelas plantas para repelir os ataques de insectos. Quando os insectos começam a comer as folhas, os rebentos de soja e outras plantas produzem uma hormona (ácido jasmónico) que espoleta uma cadeia de reacções químicas nas folhas para aumentar as suas defesas. Normalmente este processo leva à produção de níveis elevados de um composto chamado inibidor de protease. Quando os insectos ingerem esta enzima, a sua capacidade de digerir folhas é inibida.

"Descobrimos que as olhas que crescem sob elevado CO2 perdem a sua capacidade de produzir ácido jasmónico e toda a via de defesa é desactivada. Deixa de haver defesas adequadas", salienta DeLucia.

"Este estudo demonstra que as alterações globais do ambiente são multifacetadas", acrescenta Berenbaum. "O impacto dos níveis elevados de dióxido de carbono ao nível da capacidade de resposta aos ataques de insectos é aumentado pela presença de pestes invasivas nos campos de soja. Os besouros-japoneses, como o próprio nome indica, têm uma presença relativamente recente nesta plantação de rebentos de soja em Illinois. Estão a provocar estragos consideráveis e o que este estudo sugere é que a sua capacidade para destruir plantações vai continuar a aumentar ao longo do tempo", assinala.

In Ciência Hoje

25-03-2008

19 março 2008

CONCURSO MIL IDEIAS

Esta é a equipa premiada com um cheque de 40.000 euros
Sistema de monitorização de gastos energéticos da FTUC
distinguido pela EDP

eMonitor recebe Prémio Ideias Luminosas no valor de 40 mil euros
:: 2008-03-17

Ajuda a reduzir o consumo energético, a baixo custo e com uma forte componente de sensibilização. Assim se apresenta o eMonitor, um sistema de alerta e monitorização desenvolvido por alunos do curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). O projecto foi distinguido pelo Concurso Nacional Ideias Luminosas - Eficiência Energética, promovido pela EDP, e promete proporcionar reduções significativas nos consumos de energia e está na fase final de implementação. O prémio tem o valor monetário de 40 mil euros e visa promover a eficiência energética.

Segundo os autores do projecto, eMonitor é um "sistema de monitorização bastante flexível na sua aplicação que permite manter um histórico dos consumos do edifício (electricidade, gás e água), dos respectivos custos associados e de variáveis ambientais (temperatura, etc)". Além destas mais-valias, assinalam os responsáveis, o sistema adapta-se com facilidade ao edifício e às necessidades dos clientes e tem custos de instalação reduzidos. De acordo com Humberto Jorge, professor coordenador do projecto, o eMonitor permite activar alertas automáticos, via "email" ou "sms", quando se detectam consumos anómalos ou excessivos com o fim último de sensibilizar os utentes do edifício. Ambientais, uma vez que, a redução dos consumos de energia significa menos emissões de Dióxido de Carbono para a atmosfera, e vantagens financeiras para a gestão do edifício associadas à redução dos custos de energia", salientou o responsável.
O sistema eMonitor vai ser comercializado pela EnerEfficiency – Soluções Energéticas, uma empresa recém-formada pelas pessoas envolvidas no desenvolvimento deste projecto. Esta Spin-Off da FCTUC irá apostar também na manutenção remota de edifícios, um serviço que permitirá analisar e interpretar todos os dados monitorizados, enviando aos clientes relatórios com resultados da análise e sugestões para racionalização de consumos. Para os autores do projecto, o Prémio Ideias Luminosas da EDP "valoriza a investigação realizada e compensa o esforço e trabalho de equipa sendo uma excelente oportunidade para entrar no mercado da eficiência energética".
Ciência Hoje

18 março 2008

TONY BLAIR LIDERA EQUIPA INTERNACIONAL -NOVO PLANO CLIMÁTICO GLOBAL


Tony Blair lidera equipa internacional que vai propor novo plano climático global

[2008-03-14]
"O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciou hoje que vai liderar um novo grupo de trabalho com peritos internacionais criado para propor um plano climático global. O antigo chefe de Estado trabalhista quer reduzir as emissões de dióxido de carbono para metade até 2050.Blair disse que a sua iniciativa tem o apoio dos Estados Unidos, Europa e Nações Unidas e que já trabalha com esta equipa desde que deixou as suas funções em Downing Street, em Junho passado.O grupo de trabalho – que inclui Nicholas Stern, autor de um relatório marcante sobre os custos das alterações climáticas, e especialistas da China, Japão, Estados Unidos e Europa - será lançado oficialmente numa reunião dos ministros do Ambiente dos 20 países mais poluidores do planeta, que arrancou hoje em Tóquio no âmbito das negociações para encontrar o sucessor do Protocolo de Quioto, que termina em 2012.Esta equipa deverá apresentar ao G8 um primeiro relatório em Junho mas as conclusões definitivas só serão aguardadas para o Verão de 2009."
Tipo de Fonte: Jornal on-line+ Info: Público

17 março 2008

CRISE VERSUS OPORTUNIDADE


Alterações climáticas criam oportunidades de investimento


As alterações climáticas são agora reconhecidas como um dos desafios mais significativos enfrentados pelo mundo moderno, com governos e empresas a despertarem para a realidade da ameaça colocada pelas alterações dos padrões climáticos.


A F&C, uma empresa europeia de gestão de activos, acredita que o aumento da procura por novas tecnologias e processos para a mitigação ou adaptação às alterações climáticas criam significativas oportunidades de investimento para os investidores em todo o mundo.
Os efeitos das alterações climáticas começam-se já a fazer sentir, e o peso das evidências científicas quanto à necessidade de reduzir o efeito de estufa das emissões poluentes, já levou a alterações no comportamento das empresas e dos consumidores, bem como a ambiciosas propostas regulamentares emitidas pelos governos, a nível mundial.
«Ao longo dos últimos anos testemunhamos uma aceleração dramática de acções governativas, da consciência pública e das reacções das empresas às alterações climáticas», refere a directora associada da equipa de Governance and Sustainable Investment (GSI) da F&C, Vicki Bakhshi.
Potencial revolução industrial e económica nos próximos 20 anos
«As alterações climáticas têm o potencial de conduzir a uma revolução industrial e económica nos próximos 20 anos. As empresas que se centrem no conceito de reduzir as emissões de carbono e ajudem os cidadãos a adaptar-se à vida com um clima alterado serão vencedores num novo ambiente, mais social e mais responsável», refere.
Apesar de, até ao momento, a maior parte das atenções e fundos estarem centrados no sector das energias renováveis, em rápida expansão, as indústrias que irão crescer como consequência das alterações de mercado são diversificadas estando espalhadas por todo o mundo, considera a F&C.
«A produção energética, por exemplo, só contribui com um quarto do total de emissões poluentes que originam o efeito de estufa pelo que, para se alcançarem fortes cortes nessas emissões, será necessário que os governos vão mais além do que a mera energia alternativa. Este facto cria oportunidades para as empresas envolvidas nessas áreas, tais como materiais de construção melhorados, revestimentos isolantes, painéis solares e outras tecnologias de poupança energética, além de outros sectores que incluem a gestão do lixo e transportes híbridos», adianta.
Boas perspectivas para empresas com soluções para lidar com mudanças climáticas
Empresas com boas perspectivas de crescimento incluem também aquelas que disponibilizem soluções que ajudem a sociedade a reagir às modificações físicas originadas pelas alterações climáticas, seja por via de fornecimentos de água seguros, ou por desenvolverem métodos para lidar com as alterações climáticas como, por exemplo, tempestades, inundações ou secas mais intensas.
Finalmente, também haverá oportunidades para quem intervenha nos mercados de carbono sejam brokers especializados ou empresas que gerem créditos de carbono em países em desenvolvimento.
«Todos os intervenientes necessitam de compreender as particularidades de investirem nas alterações climáticas, por se tratar de uma área muita susceptível às políticas reguladoras e qualquer alteração da regulamentação pode ter um impacto dramático no preço das acções. Acompanhar de perto quaisquer desenvolvimentos regulatórios, locais ou globais, é crucial para gerir com sucesso este tipo de carteiras», conclui a responsável.
17 de Março
Agência Financeira

Segundo Ano com Menos Chuva de Sempre



2007, O PIOR DE DOIS EXTREMOS CLIMÁTICOS


RITA CARVALHO

O mais seco dos últimos cinco anos e o sexto de seca consecutiva na Austrália. No México, foi o ano das piores inundações de sempre. Em Moscovo, foi aquele em que as temperaturas subiram pela primeira vez aos 30 graus num dia de Maio. 2007 foi assim: mostrou o que de pior pode acontecer quando os fenómenos climáticos se extremam. Portugal não fugiu a este (aparente) desgoverno do clima: por cá sentimos o impacto da seca nos meses de Inverno e da chuva intensa nos de Verão. Isto é prova suficiente de que o clima já está a mudar como prevêem os cientistas? Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia, reconhece as reticências de alguns meteorologistas em assumir que há mudanças no clima. Até porque, por definição, o clima possui sempre alguma variabilidade intrínseca e só se deve falar em mudanças climáticas quando estão em causa alterações manifestadas ao longo de várias décadas. "Tendemos a ser muito conservadores e apontamos sempre como explicação para o que acontece a variabilidade do clima", afirma ao DN. Mas é preciso mudar o discurso, admite. "A realidade está a obrigar-nos a isso, pois já estamos para além da mudança climática." Até porque as "evidências" - é a palavra utiliza- da - parecem indiscutíveis: "sobreaquecimento em relação ao passado; tendência dos fenómenos extremos registada nos últimos 30 anos; recorrência cada vez maior destes fenómenos". Um exemplo: ondas de calor como a que vivemos em 2003, dizem os modelos, só deveriam ocorrer uma vez em 500 anos. Agora os modelos dão uma recorrência muito maior. Se 2007 encerra a segunda década mais quente de que há registo (1998-2007), a primeira foi a década anterior. O ano passado foi ainda aquele em que o gelo do Árctico atingiu o mínimo histórico: só num ano perdeu uma superfície duas vezes igual a Espanha.Essa tendência é apontada nos cenários do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas, grupo de peritos que traçou os impactos da evolução do aquecimento global. E mais fenómenos extremos, como o aumento da temperatura, das ondas de calor, das secas e dos incêndios e, por outro lado, episódios de chuva mais intensos e devastadores. A responsabilidade do homem neste agravamento dos fenómenos climáticos é apontada pelo painel como uma causa altamente provável. Sobre isto, Adérito Serrão diz haver já "consenso científico". Por isso, mais do que discutir o que vai acontecer e como se pode evitar o que aí vem, há que trabalhar ao nível da adaptação, para que episódios extremos como as recentes cheias de Lisboa, não façam estragos tão devastadores. A nível técnico, há que aperfeiçoar os sistemas de monitorização (cheias ou secas, por exemplo) e de alerta para avisar atempadamente as populações. A nível psicológico, diz Adérito Serrão, "temos de habituar-nos a viver com normalidade dentro da anormalidade que nos espera".

DN online

16 março 2008

SAVING ENERGY

Saving Energy
From: Lenze, 23 hours ago

13 março 2008

Nuno Crato recebeu hoje em Bruxelas o European Science Awards

Ex- prémio Descartes foi atribuído pela primeira vez a um português 2008-03-12
Nuno Crato
Nuno Crato

Tinham-lhe dito para estar presente na cerimónia mas não sabia ao que ia. O matemático e divulgador português Nuno Crato foi um dos agraciados hoje em Bruxelas com um dos European Science Awards (ex-Descartes prize), numa cerimónia pública tida esta tarde no Flagey Building, com a participação do Comissário Europeu para a Ciência e a Investigação, Janez Potocnik, do ministro em exercício na presidência europeia, Mojca K. Molinar, de representantes da imprensa europeia e de todo o mundo, e de centenas de convidados.

Ainda no meio da agitação da entrega dos prémios, Nuno Crato disse ao Ciência Hoje estar muito contente e que não estava mesmo nada à espera de ser distinguido. "Acho que todos nós devíamos falar mais da ciência", disse o vencedor português.



Nuno Crato, professor de Matemática e Estatística no ISEG e pró-reitor da UTL, ficou em segundo lugar na categoria de “Science Communicator of the Year”. O primeiro foi atribuído ao astrofísico e escritor francês Jean-Pierre Luminet. Prémios anteriores foram para figuras tão importantes na divulgação científica como Bill Bryson e David Attenborough. Concorreram a estes prémios centenas de cientistas e divulgadores europeus. É a primeira vez que um deles é atribuído a um português.

Na citação do galardoado, o júri europeu salientou a colaboração ininterrupta no semanário “Expresso” com artigos semanais desde o ano de 1996, a colaboração na Rádio Europa e em vários programas de televisão. Salientou igualmente a contribuição de Nuno Crato como Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática para a promoção de eventos de popularização da matemática entre os jovens. O júri destacou ainda vários livros que publicou, tais como “A Espiral Dourada”. O último livro de Nuno Crato foi publicado este ano na Gradiva com o título “Passeio Aleatório” e está já em segunda edição, tendo a primeira esgotado em poucas semanas.

Ao descrever o seu estilo de divulgação, a que chamou “abordagem Crato” (“Crato’s approach”), o júri destacou a “escrita fácil de ler, mas também informativa e cientificamente sólida”. A propósito de artigos deste autor já premiados pela European Mathematical Society, o júri salientou que os seus textos focam “assuntos interessantes para o público, tratados com humor, inteligência e um estilo jornalístico distinto”.
Ciência Hoje




01 março 2008

What Makes Finnish Kids So Smart?

What Makes Finnish Kids So Smart?
Finland's teens score extraordinarily high on an international test. American educators are trying to figure out why.
By ELLEN GAMERMAN
February 29, 2008; Page W1

Helsinki, Finland

High-school students here rarely get more than a half-hour of homework a night. They have no school uniforms, no honor societies, no valedictorians, no tardy bells and no classes for the gifted. There is little standardized testing, few parents agonize over college and kids don't start school until age 7.

Yet by one international measure, Finnish teenagers are among the smartest in the world. They earned some of the top scores by 15-year-old students who were tested in 57 countries. American teens finished among the world's C students even as U.S. educators piled on more homework, standards and rules. Finnish youth, like their U.S. counterparts, also waste hours online. They dye their hair, love sarcasm and listen to rap and heavy metal. But by ninth grade they're way ahead in math, science and reading -- on track to keeping Finns among the world's most productive workers.






The Finns won attention with their performances in triennial tests sponsored by the Organization for Economic Cooperation and Development, a group funded by 30 countries that monitors social and economic trends. In the most recent test, which focused on science, Finland's students placed first in science and near the top in math and reading, according to results released late last year. An unofficial tally of Finland's combined scores puts it in first place overall, says Andreas Schleicher, who directs the OECD's test, known as the Programme for International Student Assessment, or PISA. The U.S. placed in the middle of the pack in math and science; its reading scores were tossed because of a glitch. About 400,000 students around the world answered multiple-choice questions and essays on the test that measured critical thinking and the application of knowledge. A typical subject: Discuss the artistic value of graffiti.

The academic prowess of Finland's students has lured educators from more than 50 countries in recent years to learn the country's secret, including an official from the U.S. Department of Education. What they find is simple but not easy: well-trained teachers and responsible children. Early on, kids do a lot without adults hovering. And teachers create lessons to fit their students. "We don't have oil or other riches. Knowledge is the thing Finnish people have," says Hannele Frantsi, a school principal.

Visitors and teacher trainees can peek at how it's done from a viewing balcony perched over a classroom at the Norssi School in Jyväskylä, a city in central Finland. What they see is a relaxed, back-to-basics approach. The school, which is a model campus, has no sports teams, marching bands or prom.

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Fanny Salo in class



Trailing 15-year-old Fanny Salo at Norssi gives a glimpse of the no-frills curriculum. Fanny is a bubbly ninth-grader who loves "Gossip Girl" books, the TV show "Desperate Housewives" and digging through the clothing racks at H&M stores with her friends.

Fanny earns straight A's, and with no gifted classes she sometimes doodles in her journal while waiting for others to catch up. She often helps lagging classmates. "It's fun to have time to relax a little in the middle of class," Fanny says. Finnish educators believe they get better overall results by concentrating on weaker students rather than by pushing gifted students ahead of everyone else. The idea is that bright students can help average ones without harming their own progress.

At lunch, Fanny and her friends leave campus to buy salmiakki, a salty licorice. They return for physics, where class starts when everyone quiets down. Teachers and students address each other by first names. About the only classroom rules are no cellphones, no iPods and no hats.

TESTING AROUND THE GLOBE
[FinnPromo]
Every three years, 15-year-olds in 57 countries around the world take a test called the Pisa exam, which measures proficiency in math, science and reading.
The test: Two sections from the Pisa science test
Chart: Recent scores for participating countries
DISCUSS
Do you think any of these Finnish methods would work in U.S. schools? What would you change -- if anything -- about the U.S. school system, and the responsibilities that teachers, parents and students are given? Share your thoughts.



Fanny's more rebellious classmates dye their blond hair black or sport pink dreadlocks. Others wear tank tops and stilettos to look tough in the chilly climate. Tanning lotions are popular in one clique. Teens sift by style, including "fruittari," or preppies; "hoppari," or hip-hop, or the confounding "fruittari-hoppari," which fuses both. Ask an obvious question and you may hear "KVG," short for "Check it on Google, you idiot." Heavy-metal fans listen to Nightwish, a Finnish band, and teens socialize online at irc-galleria.net.

The Norssi School is run like a teaching hospital, with about 800 teacher trainees each year. Graduate students work with kids while instructors evaluate from the sidelines. Teachers must hold master's degrees, and the profession is highly competitive: More than 40 people may apply for a single job. Their salaries are similar to those of U.S. teachers, but they generally have more freedom.

Finnish teachers pick books and customize lessons as they shape students to national standards. "In most countries, education feels like a car factory. In Finland, the teachers are the entrepreneurs," says Mr. Schleicher, of the Paris-based OECD, which began the international student test in 2000.

One explanation for the Finns' success is their love of reading. Parents of newborns receive a government-paid gift pack that includes a picture book. Some libraries are attached to shopping malls, and a book bus travels to more remote neighborhoods like a Good Humor truck.

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Ymmersta school principal Hannele Frantsi



Finland shares its language with no other country, and even the most popular English-language books are translated here long after they are first published. Many children struggled to read the last Harry Potter book in English because they feared they would hear about the ending before it arrived in Finnish. Movies and TV shows have Finnish subtitles instead of dubbing. One college student says she became a fast reader as a child because she was hooked on the 1990s show "Beverly Hills, 90210."

In November, a U.S. delegation visited, hoping to learn how Scandinavian educators used technology. Officials from the Education Department, the National Education Association and the American Association of School Librarians saw Finnish teachers with chalkboards instead of whiteboards, and lessons shown on overhead projectors instead of PowerPoint. Keith Krueger was less impressed by the technology than by the good teaching he saw. "You kind of wonder how could our country get to that?" says Mr. Krueger, CEO of the Consortium for School Networking, an association of school technology officers that organized the trip.

Finnish high-school senior Elina Lamponen saw the differences firsthand. She spent a year at Colon High School in Colon, Mich., where strict rules didn't translate into tougher lessons or dedicated students, Ms. Lamponen says. She would ask students whether they did their homework. They would reply: " 'Nah. So what'd you do last night?'" she recalls. History tests were often multiple choice. The rare essay question, she says, allowed very little space in which to write. In-class projects were largely "glue this to the poster for an hour," she says. Her Finnish high school forced Ms. Lamponen, a spiky-haired 19-year-old, to repeat the year when she returned.

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At the Norssi School in Jyväskylä, school principal Helena Muilu



Lloyd Kirby, superintendent of Colon Community Schools in southern Michigan, says foreign students are told to ask for extra work if they find classes too easy. He says he is trying to make his schools more rigorous by asking parents to demand more from their children.

Despite the apparent simplicity of Finnish education, it would be tough to replicate in the U.S. With a largely homogeneous population, teachers have few students who don't speak Finnish. In the U.S., about 8% of students are learning English, according to the Education Department. There are fewer disparities in education and income levels among Finns. Finland separates students for the last three years of high school based on grades; 53% go to high school and the rest enter vocational school. (All 15-year-old students took the PISA test.) Finland has a high-school dropout rate of about 4% -- or 10% at vocational schools -- compared with roughly 25% in the U.S., according to their respective education departments.

Another difference is financial. Each school year, the U.S. spends an average of $8,700 per student, while the Finns spend $7,500. Finland's high-tax government provides roughly equal per-pupil funding, unlike the disparities between Beverly Hills public schools, for example, and schools in poorer districts. The gap between Finland's best- and worst-performing schools was the smallest of any country in the PISA testing. The U.S. ranks about average.

Finnish students have little angstata -- or teen angst -- about getting into the best university, and no worries about paying for it. College is free. There is competition for college based on academic specialties -- medical school, for instance. But even the best universities don't have the elite status of a Harvard.

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Students at the Ymmersta School near Helsinki



Taking away the competition of getting into the "right schools" allows Finnish children to enjoy a less-pressured childhood. While many U.S. parents worry about enrolling their toddlers in academically oriented preschools, the Finns don't begin school until age 7, a year later than most U.S. first-graders.

Once school starts, the Finns are more self-reliant. While some U.S. parents fuss over accompanying their children to and from school, and arrange every play date and outing, young Finns do much more on their own. At the Ymmersta School in a nearby Helsinki suburb, some first-grade students trudge to school through a stand of evergreens in near darkness. At lunch, they pick out their own meals, which all schools give free, and carry the trays to lunch tables. There is no Internet filter in the school library. They can walk in their socks during class, but at home even the very young are expected to lace up their own skates or put on their own skis.

The Finns enjoy one of the highest standards of living in the world, but they, too, worry about falling behind in the shifting global economy. They rely on electronics and telecommunications companies, such as Finnish cellphone giant Nokia, along with forest-products and mining industries for jobs. Some educators say Finland needs to fast-track its brightest students the way the U.S. does, with gifted programs aimed at producing more go-getters. Parents also are getting pushier about special attention for their children, says Tapio Erma, principal of the suburban Olari School. "We are more and more aware of American-style parents," he says.

Mr. Erma's school is a showcase campus. Last summer, at a conference in Peru, he spoke about adopting Finnish teaching methods. During a recent afternoon in one of his school's advanced math courses, a high-school boy fell asleep at his desk. The teacher didn't disturb him, instead calling on others. While napping in class isn't condoned, Mr. Erma says, "We just have to accept the fact that they're kids and they're learning how to live."

Write to Ellen Gamerman at ellen.gamerman@wsj.com


WSJ.com

Países como a China recusam ser obrigados a reduzir a mesma quantidade de emissões que os países industrializados

Estados Unidos aceitam limites diferenciados de redução de emissões para países emergentes
Os Estados Unidos estão dispostos a aceitar limites de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE, sigla em inglês) diferentes para países emergentes e países industrializados, no âmbito das negociações sobre o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012, disse hoje um responsável norte-americano.

“Queremos que estes compromissos (dos países emergentes) sejam tão obrigatórios quanto os nossos. Relativamente às percentagens de redução (dos GEE), não têm de ser idênticas. Isso terá de ser negociado”, declarou o embaixador americano na União Europeia, Boyden Gray.

Esta questão do tratamento diferenciado é crucial aos olhos dos países emergentes como a China ou a Índia. Envolvidos numa fase de desenvolvimento económico, estes países recusam ser colocados ao mesmo nível dos Estados Unidos ou da União Europeia, que estiveram livres para emitir a fim de crescerem economicamente.

Boyden Gray, que falava num colóquio organizado pelo centro de reflexão European Policy Center, confirmou a mudança de atitude da administração Bush sobre as alterações climáticas.

No início da semana, Daniel Price, conselheiro do Presidente George W. Bush, disse que os Estados Unidos estão dispostos a aceitar um acordo “global” que imponha metas de redução de emissões a todos os países, incluindo os emergentes, que ficaram de fora do Protocolo de Quioto.

Até agora, o Governo de Bush sempre recusou reduções de emissões impostas, preferindo as medidas voluntárias e a aposta em novas tecnologias.

Os Estados Unidos são os únicos, no mundo desenvolvido, que não ratificaram o Protocolo de Quioto.

A comunidade internacional tem até ao final de 2009 para definir o futuro regime de luta contra as emissões de GEE, depois de 2012.
In Público