29 junho 2007

CLUBE DE FILATELIA E O AMBIENTE















Ao longo do ano no Clube de Filatelia, os alunos e a professora Joaquina Martins foram criando os seus selos, dedicados sempre a um tema ou uma data comemorativa, com o objectivo de incentivar os alunos não só para os temas tratados, como para a importância da expressão plástica e das mensagens incluídas nos selos que distaridamente usamos no dia a dia.
São aqui apresentados alguns dos selos alusivos à comemoração do Dia da Árvore e da Floresta, do Ambiente e do Dia do Não Fumador. Outros temas igualmente importantes foram explorados, sempre com uma importante mensagem a transmitir.
O projecto Eco-Escola agradece aos alunos e à professora Joaquina a atenção dedicada aos temas ambientais.
Vários foram os clubes, as disciplinas e as áreas curriculares não disciplinares que este ano tiveram em conta a vertente ambiental.
A todos agradecemos em nome da comunidade escolar e educativa.

21 junho 2007

PELA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PELO AMBIENTE




Pela Educação Ambiental e pelo Ambiente
Apresentação da Plataforma pela Educação Ambiental
Após profunda reflexão de diversos profissionais da Educação Ambiental (iniciada em Janeiro de 2007, no âmbito das XIV Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental organizadas pela ASPEA), depois de cuidada leitura do panorama nacional e internacional, considerando o nosso dever e direito de intervenção e enquanto representantes da sociedade civil portuguesa, várias Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) e outras instituições com interesse nesta área, decidiram unir esforços e criar a Plataforma pela Educação Ambiental.
Este movimento pretende traçar um diagnóstico rigoroso da situação actual da Educação Ambiental em Portugal, auscultando os diversos intervenientes e actores e contribuir de forma activa e pró-activa na construção de soluções com carácter permanente e sustentável. Estaremos também atentos a todas as situações que limitem o natural processo de consolidação da Educação Ambiental no nosso país, denunciando incumprimentos, incorrecções e todos os obstáculos que tentem interpor-se no seu percurso de evolução natural.

A importância da Educação Ambiental é actualmente reconhecida pelos diversos sectores da sociedade portuguesa, estando presente no discurso de múltiplos agentes e encontrando-se consagrada na Constituição da República Portuguesa (artigo 66º, ponto 2, introduzido na 4ª revisão - 1997), que refere a obrigação do Estado Português na promoção da Educação Ambiental e do respeito pelos valores do ambiente.

Nas últimas décadas, com especial incidência nos anos 90, a Educação Ambiental evoluiu positivamente no nosso país, cumprindo objectivos ambientais, sociais e educativos, consolidando a sua posição no contexto da educação formal, não formal e informal, evoluindo em estreita parceria com a inovação e conhecimento da Educação. Prova desta evolução são os muitos profissionais afectos a este domínio de intervenção que, em todo o país, tentam diariamente cumprir o seu dever profissional e implementar verdadeiras e significativas acções e projectos de Educação Ambiental.

Contudo, nos últimos anos temos assistido a um acentuado desinvestimento nesta área, liderado pelas entidades que deveriam assegurar a sua verdadeira e sólida implementação.
Curiosamente, estes mesmos organismos não abdicam de recorrer à referência da Educação Ambiental nos seus discursos para legitimarem políticas e opções, assinam protocolos e documentos de intenção em prol da Educação Ambiental mas, de forma sistemática, negligenciam a sua promoção e implementação efectiva, reduzem e suprimem meios e recursos, aniquilam canais de comunicação e ignoram as acções de todos aqueles que tentam, de facto, cumprir estes desígnios.

Tendo em conta que no quadro da racionalização das atribuições do MAOTDR, operou-se a fusão do Instituto do Ambiente e do Instituto de Resíduos na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), procurando assim uma maior eficácia na gestão das políticas de ambiente e desenvolvimento sustentável e a consequente melhoria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos; cumpre-lhe exercer funções em matéria de educação ambiental, participação e informação do público e apoio às organizações não governamentais de ambiente (ONGA).

Num momento especialmente crítico, no qual assistimos a alterações significativas em diversas estruturas afectas ao Estado Português e quando o ambiente é confrontado com desafios à escala mundial, consideramos ser este o momento oportuno para a criação da Plataforma pela Educação Ambiental.
Este movimento espera crescer nos próximos meses, estando aberto a todos aqueles que nele queiram participar.

A PLATAFORMA PELA EDUCAÇÃO AMBIENTAL é constituida pela APEA, ASPEA, CFMBM, GEOTA, LPN,
NEREA Investiga, Associação PATO, QUERCUS.
Boletim Electrónico da Quercus - ANCN n.° 63 de 21-06-2007

A PREOCUPAÇÃO AMBIENTAL SENSIBILIZOU AS EMPRESAS PRODUTORAS DE EQUIPAMENTOS TECNOLOGIAS

MAIS UMA MEDIDA A APLAUDIR


Google e Intel juntam-se para proteger o ambiente
[2007-06-14]


A Intel e o Google estão a juntar várias empresas para lutar contra o consumo excessivo de energia de equipamentos tecnológicos. O objectivo é desenvolver uma tecnologia computacional que consuma menos 90 por cento da energia consumida pelos actuais aparelhos. Nomes como a Dell, IBM ou Microsoft já aderiram.

Google e Intel resolveram juntar esforços para proteger o meio ambiente. A Climate Savers Computing Initiative já conta com mais de 25 parceiros e já estabeleceu uma meta: reduzir para metade o consumo de energia por parte dos computadores até 2010.

Em declarações ao portal TechNewsWorld, o senior vice president of operations do Google, Urs Hölzle, sublinha que «hoje em dia um computador normal gasta quase metade da sua energia e um servidor gasta um terço».

Ao reduzir o consumo de energia em 90 por cento estas empresas esperam reduzir a emissão de gases de estufa em 54 milhões de toneladas por ano, ou seja, o equivalente a tirar das estradas 11 milhões de automóveis.

Outro dos aspectos benéficos da iniciativa é a poupança de 5.5 mil milhões de dólares em custos energéticos.

De acordo com um porta-voz da Intel, Bill Calder, a ideia surgiu há um ano, quando ambas as empresas decidiram unir esforços em vez de trabalharem em separado para um mesmo fim.

In Portal Ambiente e Saúde

18 junho 2007

PORTUGAL E A DESERTIFICAÇÃO ANUNCIADA

Portugal entre os três países mais desertificados da Europa

2007-06-17
Imagem da ESA mostra o efeito de desertificação em Portugal
Imagem da ESA mostra o efeito de desertificação em Portugal

Portugal é um dos três países mais desertificados da Europa segundo as últimas análises realizadas pela Agência Espacial Europeia e pela Desert Watch, tornadas públicas por ocasião da comemoração hoje do Dia Mundial da Luta Contra a Desertificação.

A análise da AEE, feita com base em imagens obtidas pelo seu sistema de satélite e que destaca ainda a desertificação em Itália e na Turquia, insere-se num projecto que está a ser desenvolvido em conjunto com a Convenção das Nações Unidas para a Luta contra a Desertificação (UNCCD).



Segundo o projecto DesertWatch da AEE, o nível de desertificação nos três países - Portugal, Itália e Turquia - é dos mais elevados da Europa, sendo crucial melhorar agora os modelos de análise, que começou a ser feita em 2004.

A AEE está actualmente a consolidar os métodos de análise, com um novo sistema de operações mais integrado que permitirá dados mais detalhados e assim, fornecer aos governos dados que permitam avançar com políticas de combate à desertificação.

Estimativas da AEE indicam que a desertificação, um processo de degradação da terra induzido parcialmente pela actividade humana, põe em risco a saúde e o bem-estar de mais de 1.200 milhões de pessoas de mais de 100 países.

Hoje em todo o mundo celebra-se o Dia Mundial da Desertificação e da Seca, com o lema "Desertificação e Alterações Climáticas: um desafio global". A comemoração coincide ainda com o arranque em Sevilha do Fórum Internacional da Seca que até quarta-feira reúne mais de centenas de especialistas de dezenas de países, entre eles Portugal.

In Ciência Hoje

14 junho 2007

Eco 92 - Actualidade



O filme que a seguir proponho que vejam teve a sua época, 1992, ECO 92 no Brasil. A sua actualidade, apesar dos anos já passados é impressionante e ao mesmo tempo preocupante. Revela, na minha perspectiva a negligência a que foram dotados os temas ambientais na maior parte dos países. Foi necessário chegarmos a um ponto para o qual não sabemos se há retorno e algumas medidas impostas pela UE para tomarmos como bandeira "As Alterações Climáticas". Não seriam precisas directivas, bastava "ver para crer como S. Tomé".
Preocupa-me ainda que o Ministério da Educação não se reveja, com a importância necessária, nestes assuntos, deixando um pouco ao sabor do voluntariado a existência de projectos que incentivem os mais jovens a modificarem as suas práticas. Creio que o assunto, pela sua importância e urgência, devia ser posto em exercício pleno desde o ensino básico, o que prevê uma revisão criteriosa dos programas, antiquados e muitas vezes desarticulados, nesta vertente.
A par de uma revolução tecnológica, da implementação do conceito de inovação e empreendedorismo, devia ser cuidada a cidadania, obrigação e dever de qualquer habitante deste condomínio Terra. Tal revolução deve ser levada a cabo usando técnicas que podem e devem passar pela assertividade na sua implementação. Já é tempo de todos aprendermos de verdade e não passarmos a vida a aprender a aprender. Corremos o risco de nunca ampliarmos o nosso conhecimento, ficamos apenas no corredor da aprendizagem. E também é preciso ensinar, missão nobre, tão desvalorizada e que levou ao estado em que nos encontramos.
Teresa Leite

"O meu espaço vital é o espaço mínimo necessário
para que eu me sinta feliz."

A Assertividade é a arte de defender o meu espaço vital sem recuar e sem agredir. Espaço vital aqui significa qualquer um dos seus espaços: físico, mental, emocional, etc.


UMA DECISÃO NÃO IMPLICA NECESSARIAMENTE O DEFINITIVO
NEM ESTÁ PERMANENTEMENTE CERTA ...




http://www.youtube.com/profile?user=evandronew

09 junho 2007

G8 promete articular decisões com as economias emergentes


G8 promete articular decisões com as economias emergentes

Ajuda a África vai subir para 60 mil milhões de dólares por ano
Os oito países mais industrializados (G8) assumiram ontem que o mundo está a mudar e abriram as portas da cimeira de Heiligendamm às cinco economias emergentes, num reconhecimento da crescente importância política da China, Índia, Brasil, México e África do Sul.

Num dia que foi essencialmente dedicado ao relançamento do apoio à África com a promessa de uma ajuda de 60 mil milhões de dólares para o combate à sida, malária e tuberculose nos próximos anos, o G8 prometeu uma articulação mais estruturada e regular com as cinco economias emergentes.

Esta articulação aponta para a promoção de investimentos, da investigação e da inovação, além do combate às alterações climáticas, além do aprofundamento da política energética e do desenvolvimento. Em especial no continente africano.

A 4 de Julho, União Europeia e Brasil realizam a sua primeira cimeira bilateral em Lisboa, permitindo que Brasília passe a ser também considerado como parceiro estratégico.

O G8, cujos dirigentes têm recusado qualquer alargamento formal do grupo, pretendem com a abertura manifestada perante a China, Índia, Brasil, México e África do Sul dar, segundo a chanceler alemã Angela Merkel, uma resposta "àqueles que se interrogam se o G8 é ainda uma organização enquadrada nos tempos modernos".

Nesta cimeira, que decorreu numa estância balnear do norte da Alemanha, o G8 prometeram ainda aumentar para 60 mil milhões de dólares a ajuda que os Estados mais industrializados do mundo vão conceder para o combate à sida, malária e tuberculose no continente africano. Metade desse montante deverá ser assegurado pelos EUA, ainda que várias organizações não-governamentais tenham declarado já que os montantes eram insuficientes, recordando que na cimeira anterior, realizada em Gleneagles, na Escócia, muitas das promessas não tinham sido cumpridas. Max Lawson, dirigente da Oxfam, classificou a oferta do G8 como "um pequeno passo quando precisamos de saltos gigantes". Esta organização considera que apenas três mil milhões de dólares são dinheiro novo, em relação às promessas anteriores.

Angela Merkel procurou dar a ideia de que, desta vez, o G8 falava a sério, ao declarar que estavam conscientes das suas obrigações e promessas.

O cantor Bob Geldof, conhecido pelas suas campanhas a favor de África, mostrou-se igualmente crítico, considerando a ajuda anunciada como uma farsa.

Em parte porque o G8 já tinha prometido há dois anosa duplicação da ajuda a África, anunciando uma verba anual de 50 mil milhões de dólares até 20010.

A cimeira de Heiligendamm prometeu ainda vir a apoiar a União Africana e outras organizações sub-regionais no combate à proliferação não autorizada de armas ligeiras, contribuindo igualmente para o impedimento da exploração ilegal dos recursos naturais de África.

G8 promete articular decisões com as economias emergentes

Zapatero intensifica ofensiva contra a ETA
G8 promete articular decisões com as economias emergentes
Segurança obrigou Bush a mudar roteiro de Roma
Washington pede extradição do 'príncipe' do tráfico de armas
NATO aprovou em 2001 prisões secretas da CIA

FERNANDO DE SOUSA, em Heiligendamm
In Diário de Notícias

AS CRUELDADES DO AQUECIMENTO GLOBAL



As mudanças climáticas custam 70 mil milhões.

Aqueles que emitem menos gases que provocam o efeito de estufa são os que mais sofrem com as mudanças climáticas. Mas os responsáveis pelos maiores estragos recusam-se a pagar a conta.

Os glaciares do Peru estão a derreter. Nas altitudes dos Andes, estranhas tempestades de granizo e períodos de frio intenso estão a gelar os lamas até à morte. No Norte do Quénia, secas sem precedente levaram os pastores a batalhas mortais por uns escassos furos de água. Nas montanhas do Tajiquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, cheias e deslizamentos de terras destroem as colheitas.

Por todo o mundo civilizado, as mudanças climáticas provocadas pelo homem são uma realidade indiscutível e estão já a atingir violentamente os países mais pobres.

Historicamente, o aquecimento da atmosfera tem sido o resultado de emissões de CO2 (dióxido de carbono) por parte dos países industrializados, mas os cientistas estão de acordo em afirmar que o aquecimento global já é uma realidade, os países que menos poluíram são os que já estão a ser mais atingidos.

Além dos passos imediatos para reduzir as emissões, são necessários 70 mil milhões de euros anualmente para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem os enormes custos da adaptação a uma mudança climática para a qual pouco contribuíram, segundo um relatório da Oxfam. "Os países em desenvolvimento não podem e não devem pagar a conta das emissões dos países ricos", disse Kate Raworth, cientista sénior da Oxfam e autora de renome.

A última oportunidade para o mundo desenvolvido tomar medidas em relação às emissões de gases com efeito de estufa que estão a provocar as mudanças de clima começou na Alemanha, numa reunião do G8, grupo dos países mais ricos, que que decorreu entre 6 e 8 de Junho em Heiligendamm, na costa alemã do Báltico.

A Alemanha, apoiada pela Grã-Bretanha e pelo Japão, lutou por um compromisso por parte de todos os membros para que as respectivas emissões de CO2 sejam reduzidas a metade até meados do século e um compromisso para conseguir limitar o aquecimento global a 2oC.

Mas estes esforços parecem bater contra uma parede com o formato da firme oposição dos EUA. Um esboço de comunicado de antecipação à cimeira do G8 sugeria que os Estados Unidos da América estão decididos a rejeitar qualquer progresso real na mudança climática.

"Os EUA têm ainda reticências sérias e fundamentais acerca deste esboço de declaração", diz a nota. "O tratamento das mudanças climáticas está contra a nossa posição no geral e ultrapassa múltiplas 'linhas vermelhas' no respeitante a coisas com que nós, simplesmente, não podemos concordar."

Novo acordo

Os EUA, com menos de 5% da população mundial, são responsáveis por perto de um quarto das emissões globais. São seguidos pela China e depois pela Indonésia e pelo Brasil - cujas emissões são causadas pela desflorestação -, e depois pela Rússia e pela Índia. Os EUA recusaram-se a ratificar o acordo internacional sobre as reduções, o Protocolo de Quioto, dizendo que não podiam pôr em perigo a sua própria economia.

Esse acordo, que está a pedir cortes mais modestos, expira em 2012 e a chanceler alemã, Angela Merkel, tem estado determinada a usar o G8 como um primeiro passo para uma negociação de um novo acordo "filho de Quioto" na cimeira das Nações Unidas sobre o clima, em Bali, no corrente ano.

Tony Blair, que sairá do Governo no próximo mês, tem estado desesperado para obter uma cedência sobre as mudanças climáticas por parte da Casa Branca para selar o seu legado, mas, até agora, apenas obteve concessões retóricas por parte do seu mais próximo aliado. A América tem tido tendência a referir a ausência da China e da Índia do Protocolo de Quioto como razão para ficar de fora dos acordos internacionais, enquanto Nova Deli e Pequim apontam a responsabilidade histórica do Ocidente nas emissões como razão para rejeitar os cortes.

Japão muda de lado

Uma mudança de atitude drástica do Japão, o qual se uniu aos países da União Europeia no pedido de uma redução de 50% nas emissões até 2050, parece ter insuflado uma nova vida às negociações, mas os diplomatas têm vindo desde aí a baixar as expectativas.

Enquanto os primeiros dois pontos dos cinco do comunicado da cimeira - a necessidade de um compromisso para limitar o aumento da temperatura média e o estabelecimento de um esquema global para o negócio do carbono - são os mais problemáticos, pode haver espaço para que haja progresso em relação aos restantes pontos. Estes incluem o combate à desflorestação, o desenvolvimento de novas tecnologias verdes e fundos de adaptação para países em desenvolvimento.

A Oxfam disse que a estimativa de 70 mil milhões de euros anuais para suprir os custos da luta contra as mudanças climáticas nos países mais pobres é baixa. Até agora, os países do G8 destinaram um total de 268 milhões para ajudar a adaptação dos países em desenvolvimento, uma quantia menor do que a destinada à melhoria dos sistemas de refrigeração do Metropolitano de Londres.

O relatório Adaptação às Mudanças Climáticas classifica os países com base nas suas responsabilidades pelas emissões de carbono entre 1992 e 2003 e na sua capacidade para pagar, baseada na respectiva posição no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU (Organização das Nações Unidas): os EUA seriam responsáveis por suprir perto de 44% dos custos de adaptação dos países em desenvolvimento; o Japão cerca de 13%; a Alemanha, mais de 7% e os Reino Unido mais de 5%.

"A justiça exige que os países ricos paguem pelo mal que já foi causado àqueles que são os menos responsáveis pelo problema", disse Raworth. "Isto não tem a ver com ajuda; tem a ver com os maiores e mais ricos poluidores do mundo cobrirem os custos infligidos aos mais vulneráveis, uma responsabilidade acrescentada totalmente diferente.

DANIEL HOWDEN*
*Exclusivo DN/The Independent

08 junho 2007

Titular e Energia Renováveis


Li hoje um comentário num jornal que me deixou com falta de energia. À sua conta já consumi "aquelas coisas" que tapam as necessidades de índole emocional, apesar de tentar persuadir os outros e eu própria a não cometer tal insasatez. Mas, uma pessoa não é de ferro e quem não se sente não é filho de boa gente. Como considero que a minha família pertence à classe "boa gente" e sempre me transmitiu os valores que pautaram a sua vida não posso ficar imune, sem reacção, sem energia. Assim, após alguma reposição calórica e corporal, renovei as minhas energias e aqui vai o que penso sobre o artigo que a seguir transcrevo.

Os critérios de avaliação dos professores para passagem a professores titulares não contemplam a participação voluntária. Incidem sobretudo nos cargos que tiveram, muitas vezes (a maior parte) obtidos por uma questão de preenchimento de horários. Privilegia-se muito a experiência e pouco a formação. Sabe-se que os professores mais novos têm muito mais formação, a todos os níveis, que os mais velhos. E sabe-se também que só por si a experiência não chega. Aliás, os professores mais velhos não tiveram formação específica para exercer a profissão (tirando a "anedota" da profissionalização em serviço). Os professores do 10.º escalão (os mais velhos) só não passam a titulares se não concorrerem (na grande maioria dos casos). Dever-se-ia sobrevalorizar os cargos que não tiveram qualquer redução de horário, ou seja, sobrevalorizar a participação voluntária. Dever-se-ia valorizar a participação no Plano Anual de Actividades (também esta voluntária), ou seja, a participação na operacionalização do Projecto Educativo de Escola (PEE), uma vez que este documento é considerado a "bíblia" da escola, e não ser completamente excluída com estes actuais critérios. Acabaram de vez com a importância que a legislação e os pedagogos românticos têm vindo a atribuir ao "grande" PEE. Fica também excluída a avaliação da verdadeira função do professor, que é instruir (reconheço que seria difícil criar critérios justos para este efeito, mas a verdade é que fica excluída). Conclusão: os titulares do título "titular" nem de perto nem de longe são os melhores, mas, agora sim, vão ter de trabalhar.
Luís F. F. Ricardo
Moncorvo


Quanto aos critérios para o concurso para professor titular, creio que não é necessário ser-se nem novo, nem velho para não estar de acordo com eles, mas é preciso ter alguns neurónios para perceber porque assim é...tempos difíceis!
Se os cargos foram atribuídos não pelo mérito mas p
ela necessidade de preencher horários, de quem é a culpa? Dos futuros titulares? Creio que não. Só quem desconhece o funcionamento de uma escola pode fazer semelhante afirmação.
Quanto à formação, aqui esperem, tenho que renovar a energia. Pronto, já está. Mas, como é possível alguém pôr em causa a formação dos futuros professores titulares? E a que formação se refere? Académica? É melhor nem comentar! Profissional? Já ajudei a formar alguns (que baixo nível de exigência me foi dado pelos critérios a aplicar!!!!).
Quanto à experiência! É evidente que não chega, mas
ajuda muito, sobretudo os que chegam e dela precisam. Quando entrei no ensino, fi-lo com a humildade de quem pouco sabia sobre o assunto, mas recorri à experiência dos mais velhos, que sempre me ajudaram e parece que o ter seguido os seus sábios conselhos me ajudaram muito nesta dura profissão.
Estou de acordo que não foi valorizada, nem sequer referida a participação voluntária na actividade da comunidade escolar e educativa(uma situação ignóbil, para não falar na ausência de todo um percurso profissional ignorado). Pela minh
a parte, há já alguns anos no 10º escalão, esperando uma reforma que agora tarda a chegar, vi e senti ser desprezada toda a participação voluntária que sempre tive na escola, desde nova até agora (velha, quase titular). Sim, mesmo velha, no 10º escalão, concorrente a professora titular continuei sempre a participar voluntariamente na escola e na comunidade. Infelizmente não tenho visto o mesmo nos novos (alguns...não podemos generalizar, seria muito injusto). Mas se não participam, também os compreendo, vêem o exemplo do que acontece aos "velhos" e hesitam - só para satisfação pessoal? - não vale a pena, porque a vida é curta e temos que viver o aqui e agora. Só uma pequena achega, apesar de "velhos" aprendemos sempre com os mais novos e gostamos de trabalhar com eles.
Quanto a cargos de índole voluntária, posso dizer que foram sempre de voluntários à força porque ninguém os queria fazer e sempre acharam que a experiência dos "velhos" seria mais útil para fazer os PCE, PEE, RI, Regimentos, Regulamento, Presidir ou pertencer às AE, ao CP, desenvolver Clubes sem qualquer redução, mas pior q
ue isso, sem qualquer reconhecimento, e já agora, aqueles para onde ninguém queria ir Conselhos Executivos (sim , porque agora já há muita gente a querer ocupar esses cargos, graças a Deus). Objectivo titular, a quanto vais obrigar.
Para terminar os titulares de título "titular" têm a consciência tranquila porque não vão começar a trabalhar agora (reconheço que não são todos). Já trabalham há muito tempo, só que não se sabia, não se via, não estava legislado. Terão novas funções, responsabilidades acrescidas; de acordo, mas não digam que nunca trabalharam. Experimentem 8 dias bem quentes, 8 dias de chuva e 8 dias bem frios, tentem remar contra a maré anos a fio, leccionem 5 horas seguidas e mais, noutros tempos, mudem de sala (quando se pode chamar sala) em quase todas as aulas, andem à chuva, ao sol e ao frio e vivam no meio do b
arulho constante e quando forem titulares olhem para trás e só desejo que não sintam o mesmo que sinto agora.
Que se esteja contra este concurso é uma coisa, mas não comecem já a dirigir espadas envenenadas aos professores "velhos e titulares". É uma vergonha, falta de honestidade e falta de senso.











G8 chega a acordo sem metas sobre o clima


G8 chega a acordo sem metas sobre o clima

08.06.2007, Ricardo Garcia
Bush não aceitou limites vinculativos, mas os oito países concordaram em que é preciso reduções "substanciais" nos gases com efeito de estufa. Discussões na ONU saem reforçadas.

Foi um passo, mas as opiniões divergem sobre o seu alcance. O G8 - o grupo dos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia - concordou ontem em que é preciso reduzir "substancialmente" as emissões dos gases que estão a acelerar o aquecimento do planeta. Mas não foi fixada uma meta concreta para esta redução, nem uma data limite.
Os oito países do G8 são responsáveis por 45 por cento das emissões anuais do mundo, segundo a organização ambientalista Amigos da Terra. Historicamente, respondem por 65 por cento dos gases com efeito de estufa já lançados para a atmosfera.
A chanceler alemã Angela Merkel fez das alterações climáticas o ponto central da cimeira do G8, a que preside até hoje, em Heiligendamm. Mas não conseguiu convencer George W. Bush a aceitar uma meta para as emissões.
Na declaração final da cimeira, os oito países comprometem-se a agir "com vigor e cedo" para lidar com o problema do aquecimento global. Mais, dizem que as emissões de gases com efeito de estufa "devem parar de subir, seguindo-se reduções globais substanciais".
Uma meta de 50 por cento de redução até 2050 - defendida pela União Europeia, Canadá e Japão - foi posta sobre a mesa. Mas a declaração final apenas reconhece que, quando se discutir uma meta global, os 50 por cento devem ser considerados "seriamente".
Contribuição de todos.
Se houver uma meta global, ela deve envolver "todos os maiores emissores", decidiu ainda o G8. A referência aponta implicitamente para países como a China e a Índia, que têm emissões brutais e não são obrigadas a controlá-las. Há uma semana, o Presidente norte-americano anunciou que promoverá uma série de reuniões com os 15 países que mais emitem gases com efeito de estufa, já a partir do próximo Outono, para discutir uma eventual meta global de longo prazo.
A iniciativa de Bush foi vista como uma forma de criar um fórum paralelo ao das Nações Unidas para encontrar um novo acordo sobre o problema do aquecimento global.
Mas a decisão mais aplaudida da reunião do G8 foi a de que o processo da ONU "é o fórum apropriado para negociar uma acção futura global sobre as alterações climáticas".
Os países do G8 concordaram, também, que um novo acordo global deve começar a ser discutido na próxima conferência climática da ONU, em Dezembro, em Bali, Indonésia, para estar concluído em 2009.
"Temos um claro momento de início e um claro final", disse Yvo de Boer, secretário-geral da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, entrevistado pela agência Reuters.
Impulso à reunião de Bali
Qualquer decisão sobre o calendário das negociações terá de ser aprovado, no entanto, por todos os países que integram a convenção.
A reunião de Bali vai começar a discutir o que deve ser feito além do Protocolo de Quioto, que obriga os países desenvolvidos a reduzirem as suas emissões em cinco por cento até 2012, em relação a 1990.
Para Angela Merkel, o acordo sobre as alterações climáticas foi "um grande sucesso". Organizações não-governamentais criticaram a recusa do Estados Unidos em não aceitar metas concretas, mas saudaram o impulso que o G8 decidiu dar às negociações no seio da ONU.
Angela Merkel, chanceler alemã
"Na minha opinião este é um passo em frente muito, muito substancial e significativo"

Nicolas Sarkozy, Presidente da França
"Se quiserem que eu diga que poderíamos ter feito melhor, digo que sim"

Yvo de Boer, secretário-geral da Convenção da ONU para as Alterações Climáticas
"É um resultado muito positivo. É um bom sinal para a conferência das partes [da convenção] em Bali".

Jörg Feddern, Greenpeace
"É muito pouco. O que precisamos é de objectivos vinculativos"

Hans Verolme, WWF
"O que conta é que eles estejam todos de acordo para preparar a conferência de Bali. Isto traduz bem a pressão que o público pôs sobre o G8".


Estados Unidos e ONU-dividir para reinar?

04 junho 2007

Presidente da Comissão Europeia desafia G-8 a tomar medidas urgentes na luta contra as alterações climáticas


Europa quer metas vinculativas de redução de emissões de gases nocivos.

O presidente da Comissão Europeia lançou hoje um apelo aos líderes dos países mais ricos do mundo reunidos de quarta a sexta-feira em Heiligendamm (Alemanha) a tomar medidas "urgentes" de luta contra as alterações climáticas. José Manuel Durão Barroso, que representa a Comissão Europeia nessa reunião, pediu ao G-8 para "enviar um sinal forte" a favor da luta contra o aquecimento global.

Os líderes da Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Japão, Rússia e ainda o presidente da Comissão Europeia, estão divididos sobre a forma de lutar contra este problema, com os europeus a defender passos ambiciosos nesta matéria.

Os europeus, liderados pela chanceler alemã, Angela Merkel, estão a tentar que o G-8 concorde com o lançamento de conversações que incluam metas vinculativas de redução de emissões de gases nocivos para o planeta na conferência das Nações Unidas que terá lugar em Bali (Indonésia) de 04 a 13 de Dezembro próximo.

Merkel também gostaria que a Cimeira do G-8 chegasse a acordo para limitar em dois graus Celsius o aumento de temperatura global permitido, em relação a 1990, e um corte para metade dos gases com efeito de estufa, até 2050.

Os Estados Unidos manifestaram a oposição a esta proposta, mas receando o isolamento total na Cimeira, o Presidente George W. Bush lançou na passada sexta-feira uma iniciativa em que propõe um novo ciclo de negociações sobre o clima.

Não esquecer as economias emergentes

Durão Barroso sublinhou que o compromisso no sentido da defesa do planeta deverá ser estendido às economias emergentes, com um crescimento económico rápido, como o Brasil, México, China, Índia e África do Sul que foram convidados para assistir a uma parte da Cimeira. O presidente da Comissão Europeia também declarou que "chegou o momento" que os parceiros da UE dêem o próximo passo no sentido da conclusão com sucesso do ciclo de negociações comerciais de Doha.

A Comissão Europeia estima ser possível concluir as conversações sobre a liberalização do comércio mundial até ao fim do ano e a Cimeira do G8 deverá aprovar uma declaração a incentivar a finalização com sucesso deste ciclo de conversações. Finalmente, Durão Barroso voltou a pedir à Europa e ao resto do mundo para cumprirem as suas promessas em relação à África.

Os líderes do G-8 deverão renovar o empenho em apoiar África, sublinhando a importância dos países deste continente melhorarem os direitos humanos e o respeito pelos valores democráticos e a boa governação. O presidente da Comissão Europeia participa nas conversações do G-8 como um membro efectivo apesar de não representar um país mas sim uma organização supranacional.

2007-06-04 In Ciência Hoje