TERRA TERÁ SIDO NO PASSADO UMA BOLA DE GELO

Terra terá sido uma bola de gelo no seu passado longínquo2006-11-02
Uma visão da evolução da Terra (imagem U. Bristol)O campo magnético da Terra permanece inalterado há mais de dois mil milhões de anos, o que parece confirmar a hipótese de que o planeta foi num passado longínquo uma gigantesca "bola de neve", revela hoje a revista "Nature". De acordo com um estudo divulgado por esta revista científica, o geólogo norte-americano David Evans, da Universidade Yale, em New Haven (Connecticut), recolheu inúmeros dados globais sobre o geomagnetismo das rochas evaporíticas ( salinas) "descendo" até ao período Proterozóico (era que precede o aparecimento de formas de vida complexas sobre Terra).
Evans concluiu que as propriedades magnéticas destas rochas sugerem que no período Proterozóico o campo magnético da Terra se formava, tal como hoje, à volta de um eixo bipolar, deduzindo ainda que na era do Neoproterozóico (a última parte do Proterozóico, até há 540 milhões de anos), o planeta parecia uma "bola de neve". Os cientistas concordam que a era do Neoproterozóico correspondeu a um período glaciar nas regiões equatoriais da Terra, mas dividem-se quanto à situação no resto do planeta. Uns têm defendido que as outras regiões do planeta estavam na altura igualmente cobertas de gelo e outros advogam que o fenómeno foi localizado, considerando que a obliquidade do planeta de então seria diferente da de hoje, fomentando o desenvolvimento dos gelos mais cedo perto do Equador. A obliquidade é o ângulo entre o eixo de rotação da Terra e a perpendicular ao plano da órbita terrestre em redor do Sol, que determina qual parte do planeta está fria e qual parte está quente. É a actual obliquidade terrestre de 23,5 graus que faz com que os pólos sejam as zonas mais frias e as regiões equatoriais as mais quentes, uma situação que seria invertida caso esta inclinação excedesse os 58 graus. Segundo Evans, o magnetismo das rochas evaporíticas analisadas, oriundas de depósitos geológicos situados entre 10 e 35 graus de latitude, não reflecte nenhuma alteração na obliquidade. No entender do geólogo norte-americano, isto só pode significar que a T erra devia ser então uma gigantesca "bola de neve" uniforme, contrariamente a outros períodos frios, nos quais os gelos abrangeram, em diversos graus, apenas as latitudes elevadas.
Uma visão da evolução da Terra (imagem U. Bristol)O campo magnético da Terra permanece inalterado há mais de dois mil milhões de anos, o que parece confirmar a hipótese de que o planeta foi num passado longínquo uma gigantesca "bola de neve", revela hoje a revista "Nature". De acordo com um estudo divulgado por esta revista científica, o geólogo norte-americano David Evans, da Universidade Yale, em New Haven (Connecticut), recolheu inúmeros dados globais sobre o geomagnetismo das rochas evaporíticas ( salinas) "descendo" até ao período Proterozóico (era que precede o aparecimento de formas de vida complexas sobre Terra).
Evans concluiu que as propriedades magnéticas destas rochas sugerem que no período Proterozóico o campo magnético da Terra se formava, tal como hoje, à volta de um eixo bipolar, deduzindo ainda que na era do Neoproterozóico (a última parte do Proterozóico, até há 540 milhões de anos), o planeta parecia uma "bola de neve". Os cientistas concordam que a era do Neoproterozóico correspondeu a um período glaciar nas regiões equatoriais da Terra, mas dividem-se quanto à situação no resto do planeta. Uns têm defendido que as outras regiões do planeta estavam na altura igualmente cobertas de gelo e outros advogam que o fenómeno foi localizado, considerando que a obliquidade do planeta de então seria diferente da de hoje, fomentando o desenvolvimento dos gelos mais cedo perto do Equador. A obliquidade é o ângulo entre o eixo de rotação da Terra e a perpendicular ao plano da órbita terrestre em redor do Sol, que determina qual parte do planeta está fria e qual parte está quente. É a actual obliquidade terrestre de 23,5 graus que faz com que os pólos sejam as zonas mais frias e as regiões equatoriais as mais quentes, uma situação que seria invertida caso esta inclinação excedesse os 58 graus. Segundo Evans, o magnetismo das rochas evaporíticas analisadas, oriundas de depósitos geológicos situados entre 10 e 35 graus de latitude, não reflecte nenhuma alteração na obliquidade. No entender do geólogo norte-americano, isto só pode significar que a T erra devia ser então uma gigantesca "bola de neve" uniforme, contrariamente a outros períodos frios, nos quais os gelos abrangeram, em diversos graus, apenas as latitudes elevadas.
Ciência Hoje


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