06 novembro 2006

CHANCELER QUER MAIOR PROTECÇÃO CLIMÁTICA


A chanceler alemã alertou para os riscos de uma política que descure os efeitos das alterações climáticas. Merkel quer maior protecção climática


Chanceler alemã vai interceder junto dos EUA em conjunto com Tony Blair

A chanceler alemã, Angela Merkel, vai interceder junto da administração norte-americana a favor de uma maior protecção climática, em conjunto com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

A revelação foi feita pela própria chefe do Governo alemão num artigo que publicou hoje no jornal alemão Bild.
"Em conjunto, temos de convencer os americanos a juntarem-se a nós, e já cheguei a acordo sobre isso com Tony Blair", afirmou Angela Merkel no artigo, publicado no dia em que começou em Nairobi a 12ª conferência internacional sobre o clima.

A chanceler alemã alertou para os riscos de uma política que descure os efeitos das alterações climáticas, sublinhando que "quando os prejuízos surgirem, os custos serão muito maiores do que se investirmos em conjunto na protecção do clima".

A dirigente democrata-cristã também advogou, no mesmo artigo, que a Europa "volte a assumir um papel pioneiro" na redução das emissões de dióxido de carbono e no cumprimento do Protocolo de Quioto.

Merkel referia-se, sobretudo, à reformulação, já a ser negociada, do Protocolo de Quioto, que foi accionado em 1997 e expira em 2012.

O Governo alemão já anunciou que pretende dedicar especial atenção à protecção climática e à utilização racional dos recursos energéticos durante a sua presidência da União Europeia, no primeiro semestre de 2007, e na presidência do G-8 , durante todo o ano de 2007.

EUA fora do Protocolo de Quioto

No Protocolo de Quioto, 35 países industrializados comprometeram-se a limitar as suas emissões de gases de estufa , que fazem diminuir a camada de ozono na atmosfera e contribuem para o aumento da temperatura do planeta.

No entanto, segundo um relatório das Nações Unidas, a emissão de gases de estufa aumentou desde a mudança do século, apesar das boas intenções manifestadas no Protocolo de Quioto.

Na opinião de reputados cientistas, o aumento de temperatura gerada pelos gases de estufa tem sido responsável por várias catástrofes naturais, como secas prolongadas, furacões ou enormes quedas de água e inundações em vários pontos do mundo.

Os EUA, como grande potência industrial, são o país que mais gases de estufa produz, mas não subscreveram, até hoje, o Protocolo de Quioto.

O mesmo acontece com a China, uma grande potência emergente que atinge taxas de crescimento industrial cada vez mais significativas, mas onde a protecção ambiental é muito descurada.

Com Lusa