08 dezembro 2006

O QUÊ? COMO? PARA QUEM?

Fotografia TL, arranjo MS
Uma das evidências de sempre é que os bens são escassos e por isso temos o dever de os utilizar de forma eficiente. O mesmo acontece com a Terra, um bem que parecia inesgotável, mas que por ter sido utilizado de forma ineficiente se virou contra nós ameaçando o nosso futuro a mais curto prazo do que esperávamos. Gostaria de poder aceitar e acreditar nas fases cíclicas dos acontecimentos, mas infelizmente verifico demasiada rapidez na mudança, o que me leva a crer que não haverá alternância pacífica para um novo ciclo.
Em qualquer sociedade nada acontece sem que previamente se saiba o quê, como e para quem. Acontece o mesmo numa sociedade dita "ambientalista". Preocupações com o que vai acontecer, como vai acontecer e quem vai sofrer ou beneficiar das mudanças. A informação, parte primeira do conhecimento é o motor das decisões que afectarão ou não o bem estar social, económico e ambiental da sociedade. Acontece que nem sempre a sociedade tem apetência pela informação, deixando ao acaso o que possa vir a acontecer. Nesta situação o quê, como e para quem deixa de ter sentido, entramos numa era de laisser-faire ou de auto-regulação, esperando que uma "entidade superior" tome conta de nós. Esperemos que este custo de oportunidade não seja demasiado elevado, tendo em conta o valor do bem de que estamos a prescindir.
Não sou fanaticamente ambientalista, apenas me preocupo em analisar o que me parece evidente, tendo a cautela de ouvir quem não partilha das informações massivamente evidenciadas, contudo, perturba-me um pouco quem não quer sequer conhecer um pouco mais, mostrando um comportamento antagónico quando blasfema contra as intempéries e os prejuízos que daí advêm. E só o faz quando esses prejuízos lhe entram no bolso.
Começo a reforçar a vontade de partilhar com os jovens estas preocupações ambientais de forma pacífica, não alarmista, mas realista, já que a geração que me acompanha anda demasiado atarefada com papéis e outras "coisas", que mais não são, e que por isso são efémeras.
Talvez uma abordagem menos institucional, mais pontual e informal possa ser melhor entendida.
Como está, neste momento, não creio que leve a utilizarmos os escassos recursos da forma mais eficiente e assim nunca conseguiremos a eficácia pretendida.
O panorama é escuro como a fotografia, prenúncio de tempestade.

2 Comments:

At 9:22 p.m., Anonymous Anónimo said...

Às vezes também me pergunto sobre o que será daqui adiante, do que será deste mundo daqui a uns anos, anos esses que não estão assim tão longe quanto isso. É triste saber que no futuro se avisinha um amargo desfecho e que mesmo assim existem pessoas que nem sequer se dão ao trabalho de pensar em melhorar para esse desfecho não acontecer tão rapidamente.
Beijinhos

 
At 7:36 p.m., Anonymous Anónimo said...

Teresa, mesmo que eu não quisesse preocupar-me só mesmo com grande escudo de insensibilidade. A Natureza vai avisando. Cabe-nos "ler" esses avisos. Esperemos que não seja tarde demais. Um beijinho! Até amanhã! Mada

 

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