PATRIMÓNIO ALIMENTAR
NOVA RODA DOS ALIMENTOS E PIRÂMIDE ALIMENTAR
NÓS E O CONSUMO
O nosso padrão alimentar está a modificar-se a uma velocidade vertiginosa, alucinante e perigosa. O património gastronómico adulterou-se e por muito que se escreva, ensine, transmita, facilite a aprendizagem (não sei bem que termo hei-de usar), continuo baralhada, o conhecimento que eventualmente se consiga, só teoricamente fica nalguma parte ínfima e escondida do cérebro, num ficheiro a eliminar. Basta o caminho para a escola, os anúncios, os cafés com embalagens atractivas e agora até a escola cheia de máquinas para...obviar à falta de funcionários, obter mais alguns tostões e satisfazer algumas necessidades emocionais (segundo dizem), uma emergência de reunião ou quebra de açúcar repentina (aquilo a que dantes se chamava goludice), para deitar por terra tudo o que tentámos explicar, ensinar, transmitir, sei lá...elimina-se o ficheiro e prontossss! Lá vai um chocolate!
Fico preocupada com as horas que vou passar na escola, não pelo trabalho que lá penso fazer. se tiver espaço (é menos esse que faço em casa e vou poupar muito), mas pelo que a minha saúde vai sofrer em termos alimentares. Será que teremos lugar para a lancheira? E os bens perecíveis onde ficam?
Estou mesmo a ver os meus alunos ...com que então um chocolatinho? Então e a roda dos alimentos? ~E a pirâmide alimentar? É só para as aulas? Assim não vale professora.
-Foi uma urgência, logo ao jantar sigo as regras todas!!!!
Como é possível preservar este património nesta sociedade de consumo imposto?
As Necessidades do Consumidor
As necessidades do consumidor podem ter origem estranha, frívola e até imoral, e no entanto pode defender-se optimamente uma sociedade que procura satisfazê-las. Mas a defesa perde o sentido se é o processo de satisfazer necessidades que as cria.
As necessidades do consumidor podem ter origem estranha, frívola e até imoral, e no entanto pode defender-se optimamente uma sociedade que procura satisfazê-las. Mas a defesa perde o sentido se é o processo de satisfazer necessidades que as cria.
John Kenneth Galbraith, in 'A Sociedade Afluente'



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