18 agosto 2005

PATRIMÓNIO CULTURAL

CINE-TEATRO JOAQUIM DE ALMEIDA

O Cine-Teatro Joaquim de Almeida foi construído entre 1953 e 1956, segundo o projecto do arquitecto Sérgio Gomes. A construção deste empreendimento resultou da iniciativa de Izidoro Sampaio de Oliveira, José Sampaio de Oliveira, Gabriel da Fonseca Mimoso e Luís Salgado de Oliveira. Foi inaugurado em 20 de Outubro de 1957, apresentando ao público a peça O Prémio Nobel, a cargo de Companhia Rey Colaço, Robles Monteiro, a 6 de Novembro desse mesmo ano.

Durante muitos anos foi a alternativa a uma ida ao teatro a Lisboa, o que se tornava difícil devido às dificuldades de transporte. Quem tinha automóvel podia ir até Cacilhilhas e atravessava o rio nos velhos barcos. Quem não tinha aproveitava os fins de semana para poder ir e voltar nos barcos que faziam a travessia Montijo-Lisboa-Montijo em horários pouco articuláveis com as horas dos espectáculos.

Lembro-me dos velhos rituais de domingo, ir à missa de manhã (o melhor era a hora da saída), o encontro com os amigos e uma escapadela à velha pastelaria Mimosa para combinar a tarde. Seguia-se o almoço e a espera para a sessão da tarde no Cine-Teatro. À saída era inevitável a nostalgia do fim de semana, do domingo ao fim da tarde, do voltar à rotina das aulas da inevitável 2ª feira. Eram iguais os fins de semana, o filme é que mudava. Por vezes conseguíamos uma ida ao cinema à 5ª feira, quando era exibido um filme de "qualidade". éramos um grupo de amigos de infância e tive a agradável surpresa de reencontrar o Gabriel Mimoso, último proprietário do "cinema" e que fazia parte desse grupo.

Assisti no dia 14 deste mês à (re)inauguração do mesmo cine-teatro Joaquim de Almeida, depois de um interregno de 34 anos. Em 1999 a Câmara Municipal do Montijo adquiriu o edifício e após algumas obras de remodelação reabre ao público.

Revivi nessa noite muitos dos momentos da minha juventude. Foi bom.



1 Comments:

At 11:10 da manhã, Blogger Madalena said...

É sempre bom reencontrarmos com os lados bons do nosso passado. Só conheço e acho que o edifício merece tudo isto! É pena a dificuldade de acesso. Só a pé!

 

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