31 maio 2005

Fernando Pessoa e a Poesia

Esta fotografia foi enviada pela Inês. Mostra o degelar do riacho e as árvores reflectidas na água.

Fui ver as mensagens da Madalena e lá vi "Poetry Day". Lembrei-me de festejar em português e nada melhor que Fernando Pessoa:

Fernando Pessoa
Poesias Inéditas

Lá fora onde árvores são


Lá fora onde árvores são
O que se mexe a parar
Não vejo nada senão,
Depois das árvores, o mar.

É azul intensamente,
Salpicado de luzir,
E tem na onda indolente
Um suspirar de dormir.

Mas nem durmo eu nem o mar,
Ambos nós, no dia brando,
E ele sossega a avançar
E eu não penso e estou pensando.

1 Comments:

At 9:57 da tarde, Blogger Madalena said...

Que maravilha de fotografia Teresa!
É onde?
Também não conhecia o poema: tem tudo o que eu gosto. Tem mar, árvores e dormir, isto é, não dormir...
Viste aquele elogio que o poeta americano faz à gente da nossa idade?
Beijinhos e até amanhã, nos Pavilhões, à hora do costume...

 

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