26 julho 2007

E TUDO TEM UM FIM - Um Trabalho Incompleto

NÃO VISLUMBRO O HORIZONTE
O horizonte ainda está longe. Não vislumbro nada de renovador, mas como em tudo na vida, há um começo e um fim e há que ter a coragem de dar lugar a outras ideias mais inovadoras que dêem continuidade a um trabalho começado com muito empenho, com a humildade de quem está para aprender com os mais velhos e os mais novos. Foi um trabalho que me ensinou a aprender, a diversificar os meus interesses e conhecimentos a respeitar o ambiente e, embora não fosse a minha área de formação, dedicar muita da minha aprendizagem aos temas abordados no projecto Eco-Escola.
Aprendi muito, foi muito gratificante. O entusiasmo dos mais jovens foi a melhor prenda.
A porta ficou aberta para dar continuidade ao projecto. Continuarei a dar o meu contributo, mas num momento em que no país e no mundo todos parece terem-se voltado, de repente, para a problemática ambiental, creio que será mais fácil dar-lhe continuidade.
É dever de cada um de nós contribuir para a transmissão da mensagem, para aconstrução de um mundo melhor, mais justo, mais pacífico e onde a escassez de recursos não continue a ser motivo de guerras mortíferas e inúteis. A Paz parece ser um tema globalizante.
Apresenta-se-me outro caminho, que provavelmente irá encontrar no percurso o mesmo tema, contudo novas aprendizagens são igualmente urgentes para mim e para os meus alunos. Estamos inseridos na União Europeia e o que constato é que a maior parte de nós nada sabe sobre o que é ser europeu. Comprometo-me a aprender e ajudar os meus alunos a seguirem-me no caminho. Cidadania em Portugal e em qualquer espaço, especialmente no espaço da UE, é uma prática necessária. Mas para exercer é necessário conhecer. A isso me proponho com todo o meu empenho. Assim consiga mobilizar colegas, alunos e as minhas faculdades, as quais, mesmo não sendo excelentes, me têm permitido uma auto-aprendizagem ao longo da vida.
A porta ficou aberta para quem quiser entrar. Tudo ficou em aberto. Nada está terminado, mas se nada for feito ficaremos onde estamos, longe de alcançarmos os objectivos propostos no Programa Eco-Escolas. Se formos realistas e quisermos acompanhar os novos tempos, não foi uma porta que ficou aberta. Foram muitas as portas que se abriram, assim haja vontade motivação e alento para diversificar as actividades que poderão dar uma incremento ao enriquecimento extracurricular da escola, partindo do princípio que ninguém se demitirá de, no próprio currículo, dar continuidade aos temas e fazer uma abordagem séria para que os nossos jovens possam ser verdadeiros cidadãos já hoje e também no futuro.
Um adeus não muito visível, pois não quero dizer adeus, quero apenas mostrar que estou cá, para quando precisarem, num ambiente quente q.b., mas passível de ser melhorado. Com o contributo de cada um conseguiremos um ambiente natural e social melhor.
Tenhamos a coragem de transformar a "crise" numa oportunidade.
Maria Teresa Correia Leite
Coordenadora do Projecto Eco-Escola 2006-2007