AMBIENTE, FUTEBOL E ESCOLA, que semelhanças?
Consegui esta fotografia num passeio a Aveiro no qual tive o privilégio de fazer uma visita nocturna ao seu maravilhosos estádio. Nunca fui ver um desafio de futebol, mas o AMBIENTE deve ser qualquer coisa que um ou uma estreante nunca esquecerá. Imaginei aquele recinto cheio de gente, a torcer pela sua equipa, alegres, a cantar, a rir, a conviver... Agora, talvez pelo momento de tormenta que passamos já não imagino essa festa toda, caí na realidade. Naquele e noutros locais há de tudo e muito especialmente falta de civismo, esse atributo que se aprende primeiro em casa e se complementa na escola.Não consigo entender como é que se pode esvaziar de conteúdo o conceito de civilidade quando as equipas entram em confronto, que em princípio devia ser saudável e amigável. O resultado serve apenas para saber quem é o melhor e pronto! Não, afinal não é tão simples...é que nem sempre o resultado reflecte a competência do melhor, há também o factor sorte e muitos outros factores que eu presumo, perdoem-me a ignorância, influenciam os resultados (pelo que sou compelida a ouvir nas longas horas de televisão dedicadas ao futebol).
Voltando à escola. A Madalena tem toda a razão quando nimnguém se preocupa, pelo menos até agora, com as longas horas também dedicadas ao Estudo Acompanhado, Formação Cívica e Área de Projecto. Será que alguém já pensou medir a utilização dos recursos, a eficiência, face à eficácia, resultado da sua aplicação? Parece-me que não. E analisar os Currículos e os Programas? Será que está tudo bem? Também não vejo nem ouço falar neste assuntos.
Neste momento assiste-se ao triste espectáculo de criar um AMBIENTE propício à contenda, onde são intervenientes professores, pais e equipas do ME. Não prevejo bons resultados. A contenda é tendenciosa, sempre ao ataque, enquanto a defesa está desguarnecida.
Perante este AMBIENTE, tenho-me mantido "anestesiada, ainda com feridas abertas", mas chegou a altura de me curar e aplicar aquilo que muitas vezes aceitei como certo, o passado já não volta e o futuro ainda não existe, portanto toca a pensar no presente. É bem certo que para estarmos de consciência tranquila temos que criar harmonia entre o que pensamos, dizemos e fazemos e por isso tenho que deixar a "anestesia" e voltar às lides.
Tenho referido muito o que fiz (isto é prenúncio de 3ª idade) e não falo no que faço ou vou fazer e confesso porquê, não me apeteceu sofrer com antecedência. Estava à espera que tudo estivesse escrito, preto no branco, para depois me debruçar sobre o assunto. Mas, tal como uma equipa de futebol, tenho que ir aos treinos. Assim, vou começar a reunir documentos, vou lê-los com atenção e debatê-los com quem estiver disposto a isso. Afinal estamos em fase de debate até Setembro.
Para que o debate seja sério tem que haver empenho da nossa parte (mesmo que o resultado seja "zero"), pelo menos não poderão dizer o habitual.
Para começar proponho que ouçam o debate da educação na Assembleia da República no passado dia 22 de Maio. Está em www.parlamento.pt , canal parlamento. Depois das habituais banalidade introdutórias é uma delícia ouvir o prof. António Nóvoa.
Em seguida vamos ler as propostas que nos foram apresentadas e debatê-las a sério, tirar conclusões, escrevê-las e apresentá-las a quem de direito. Não podemos ficar pelo que ouvimos aqui e ali e pelos títulos bombásticos dos media.
Terei o cérebro afectado? Talvez, mas habituei-me a agir assim. É uma proposta que faço para que de uma vez por todas deixemos de ser uma classe, uma escola de gente passiva que aceita ser interveniente numa contenda que não o devia ser, afinal nós trabalhamos com e para os alunos, não somos seus inimigos. Já é altura de, entre os papéis, como muitas vezes digo na escola, encontrarmos os alunos.
Vamos tentar uma escola onde os recursos sejam aplicados eficientemente e só assim encontraremos a eficácia.
Para atingir este resultado temos que lutar por um BOM AMBIENTE DE ESCOLA, afinal remamos ou não para o mesmo lado?


1 Comments:
Pois é Teresa, bela imagem sem dúvida.
E que pertinente comparação a que tu fazes. Acho que devemos continuar a alertar as pessoas para a demagogia dos "bosses" e mostrar que estamos nós sim verdadeiramente interessados no sucesso dos nossos alunos. Tacho, a gente não tem. O que temos é vontade de fazer as coisas de modo digno e não à custa da nossa dignidade.
Até já o Jorge percebeu o que eu quero dizer. Ele é o meu barómetro da oipinião pública!!!!!!
Beijinhos
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